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Ateísmo e Niilismo — Reflexões sobre a morte de deus
Ateísmo e Niilismo é uma tentativa de justificar a transição do ateísmo ao niilismo com base na ciência moderna. Nele é apresentada uma interpretação do niilismo (niilismo existencial) segundo a qual ele se segue de considerarmos as implicações de nossas principais descobertas científicas, bastando revisitar as questões existenciais clássicas à luz do conhecimento atual. ler mais
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Ateísmo & Liberdade - 6a. ediçãomaisO Vazio da Máquina - 4. ediçãomaisAteísmo e Niilismo - 1. edição
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Ficha técnica

Título: Ateísmo e Niilismo — Reflexões sobre a morte de deus
Editor/autor: André Díspore Cancian
ISBN: 9788590555834
Ano: 2011
Edição: 2
Número de páginas: 300
Acabamento: Encadernação
Formato: Médio




Opinião dos leitores
Resenha dos leitores Renato Caliari
Avaliação: Avaliação: 5

Vai do abc do pensamento lógico, passando pela ideia natural da vida, e chega a um grande final que, caso as pessoas sigam o raciocínio completo, culmina sem titubear na conclusão racional de que o niilismo é uma visão lúcida da vida.

Material de apoio que o acompanha num caminho sem fantasia, o acomoda no vazio, e o deixa a pensar.

Resenha dos leitores Jairo Moura
Avaliação: Avaliação: 5

É impressionante ver que os maiores ataques ao niilismo não são filosóficos, mas emocionais. O termo adquiriu certa repulsa e não se consegue dissociá-lo de um estado depressivo no qual os niilistas odeiam a própria existência a ponto de negá-la. O critério emocional é tão evidente que não há a mesma rejeição para com correntes filosóficas que adotam o niilismo como ponto de partida: é assim com o existencialismo. O fato de dizer que nossa existência não tem sentido por si só é a própria premissa niilista, mas a corrente existencialista tem a seu favor o jogo estilístico de evitar o "nihil" e adicionar sentido "a posteriori". No fundo, não importa o quão racionais sejamos, pois sempre nos acharemos escravos de alguma crença da qual não estamos dispostos a nos libertar. Para os que assim desejam, não basta senão coragem e integridade intelectual para abandoná-las. Tendemos a usar uma metáfora para justificar o ateísmo: a de que todos são ateus com os deuses dos outros e que nós simplesmente somos ateus com relação a mais um; no caso do niilismo, podemos dizer o mesmo: só que o deus que alguns ateus não conseguem abandonar é muito mais emocionalmente desastroso do que as figuras mitológicas, uma vez que diz respeito às nossas próprias vidas, com ou sem divindades externas.

A obra é muito feliz em descrever um raciocínio linear que nos leva de um ponto pacífico para muitos — o ateísmo — e avançar pelos mesmos caminhos até o niilismo. Cancian continua com a mesma veia afiada para a escritura e seus exemplos se tornam cada vez mais maduros e com maior potencial explanatório. A "Aposta de Cancian" é de uma lucidez e de uma perspicácia sem precedentes e encarna bem o espírito inquisidor e imparcial de uma boa empresa filosófico-científica. A leitura é agradável, mas não deixa de agredir os sentimentos mais íntimos de egoísmo. Sem a devida reflexão prévia sobre o assunto, torna-se intragável ler todas as palavras despidas de elogios à nossa espécie e é praticamente impossível não levar para o lado pessoal todas as conclusões que parecem diminuir nossa importância cósmica. Contudo, o leitor honesto não desistirá da leitura e aquele que tiver um comprometimento maior com as respostas certamente apreciará o processo, sentindo-se enriquecido pelos posicionamentos e testando os seus próprios preconceitos com os exercícios mentais. No mais, fica o convite para o aprofundamento nas referências bibliográficas, que traduzem o que de melhor temos, não só nas especulações filosóficas, mas também nos estudos científicos de ponta.

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