| A Ciência é uma Religião? |
| “Bem, ciência não é religião e não toca a fé porque, apesar de ter muitas das virtudes da religião, não possui nenhum de seus vícios. A ciência se baseia em evidências verificáveis. A fé religiosa não somente falha em provas, mas também apregoa com orgulho e alegria sua independência de provas” |
| Autor: Richard Dawkins |
№ de páginas: 5 |
| A fé na ciência |
| “É claro que estamos aqui falando na teoria. No mundo real, encontraremos cientistas tão fanáticos quanto o mais exaltado dos padres inquisidores. Encontraremos indivíduos que de bom grado mandariam queimar todos os que ousassem desafiar o ‘mainstream’ científico. Ainda assim, é digno de nota o fato de que, enquanto a religião só existe com o dogma, a ciência como método trabalha para falsear idéias aceitas e noções estabelecidas – em uma palavra, para falsear dogmas. Não acho que eu avance muito o sinal quando afirmo que essa diferença ajuda a explicar o fato de que mesmo o mais tacanho positivismo produziu menos fogueiras do que a mais tolerante das religiões.” |
Autor:Hélio Schwartsman
|
№ de páginas: 2 |
| A Indução |
| “Todos estamos convencidos de que o Sol nascerá amanhã. Por quê? Esta crença é uma mera conseqüência da experiência passada ou pode ser justificada racionalmente? Não é fácil encontrar um critério que permita decidir se este gênero de crença é ou não racional, mas pelo menos podemos estabelecer que tipos de crenças gerais, na condição de serem verdadeiras, seriam suficientes para justificar o juízo segundo o qual o Sol nascerá amanhã e os outros juízos idênticos em que as nossas ações se baseiam.” |
| Autor: Bertrand Russell |
№ de páginas: 4 |
| A Relatividade do Errado |
| “John, quando as pessoas pensavam que a Terra era plana, elas estavam erradas. Quando pensaram que a Terra era esférica, elas estavam erradas. Mas se você acha que pensar que a Terra é esférica é tão errado quanto pensar que a Terra é plana, então sua visão é mais errada do que as duas juntas” |
| Autor: Isaac Asimov |
№ de páginas: 5 |
| Admiração e Ceticismo |
| “Mesmo com uma hora de dormir mais cedo no inverno, você conseguia ver as estrelas. O que elas eram? Não eram como cercas ou mesmo postes de luz; eram diferentes. Então perguntei a meus amigos o que eram elas. Disseram “São luzes no céu, garoto”. Eu podia reconhecer que eram luzes no céu, mas isso não era uma explicação. Quero dizer, o que eram elas? Pequenas lâmpadas elétricas em longos fios pretos, de forma que não se podia ver no que estavam presas? O que eram elas?” |
| Autor: Carl Sagan |
№ de páginas: 8 |
| As crenças e as suas qualidades |
| “Qualquer pessoa tem muitas crenças. Acreditas que o mundo é redondo, que tens um nariz e um coração, que 2 + 2 = 4, que há muita gente no mundo, algumas como nós outras não. Quase toda a gente está de acordo com estas crenças. Mas também há discordâncias. Algumas pessoas acreditam que há um Deus, e algumas não. Algumas acreditam que a medicina convencional é a melhor maneira de lidar com todas as doenças, e algumas não.” |
| Autor: Adam Morton |
№ de páginas: 13 |
| Boas e más razões para acreditar |
| “Da próxima vez que alguém lhe disser algo que parecer importante, pense: 'Será que isso é o tipo de coisa que as pessoas sabem por causa de provas? Ou será o tipo de coisa em que as pessoas acreditam só por causa de tradição, autoridade ou revelação?'” |
| Autor: Richard Dawkins |
№ de páginas: 5 |
| Ceticismo |
| “De onde vem esta vertigem, esta aspiração ao nada, este apetite pela negação, esta tendência a radicalizar a dúvida que leva o homem, contra toda evidência, a proclamar o nada de seus conhecimentos e a vaidade da ciência? Por que Pascal assusta-se com o ‘pirrônico Arcesilau’, como com o silêncio dos espaços infinitos? Por que o pensamento dialético quer que a filosofia trabalhe para se negar a si mesma?” |
| Autor: Jean-Paul Dumont |
№ de páginas: 10 |
| Ciência e pseudociência |
| “O respeito do homem pelo conhecimento é uma das suas características mais peculiares. A palavra latina para conhecimento é scientia, e ciência tornou-se a designação da mais respeitável forma de conhecimento. Mas o que distingue o conhecimento da superstição, ideologia ou pseudociência?” |
| Autor: Imre Lakato |
№ de páginas: 5 |
| Ciência e Superstição |
| “Distinguir ciência da superstição não é preocupação fútil de filósofos de poltrona, como alguns sugeriram, mas uma questão vital para o futuro da civilização. Na Rússia Estalinista os cientistas responsáveis eram enviados para os gulag devido a recusarem submeter-se às idéias do Estado acerca do que era científico. E na América, travaram-se batalhas judiciais sobre o que é considerado ciência para a reforma curricular das escolas públicas.” |
| Autor: Patrick J. Hurley |
№ de páginas: 14 |
| Ciência, Ilusão e o Apetite pelo Fascínio |
| “Apenas estude o que há, e descobrirá que é muito mais exaltante que qualquer outra coisa da qual você imagine precisar. Você não precisa ser um cientista – não precisa usar o bico de Bunsen – para entender ciência o suficiente para superar sua suposta necessidade e preencher essa lacuna imaginária.” |
| Autor: Richard Dawkins |
№ de páginas: 9 |
| Ciência sob ataque
|
| “Não conheço as opiniões hidrostáticas do papa, mas não importa o que ele pense ou decrete acerca da fervura da água, o fato é e será que, em condições normais de temperatura e pressão, ela ferve a 100ºC. De modo análogo, independentemente do discurso religioso, as bases gerais da teoria evolutiva mais ou menos como postulada por Charles Darwin no século 19 estão cabalmente comprovadas. Falácias criacionistas não vão mudar isso.” |
| Autor: Hélio Schwartsman |
№ de páginas: 3 |
| Da Desnecessidade do Ceticismo |
| “Ao eliminar o dogmatismo e suspender as crenças, o ceticismo anula igualmente a noção maniqueísta de Bem e Mal e, junto com ela, todas as oposições, desnudando-lhes o caráter relativo: esquerda e direita em relação a quê? Uma destas oposições, a de começo/fim, nos interessa de perto.” |
| Autor: Isabel Pires |
№ de páginas: 2 |
| Do pensar por si |
| “O homem que pensa por si forma suas opiniões e apenas posteriormente aprende as autoridades sobre estas, quando servem somente para fortalecer sua crença nelas e em si. Mas o filósofo livresco parte das autoridades; lê os livros de outrem, coleta suas opiniões, e assim constitui um todo para si – de tal forma que se assemelha a um autômato, cuja composição não compreendemos.” |
| Autor: Arthur Schopenhauer |
№ de páginas: 6 |
| Falácias e Erros de Raciocínio |
| “...ainda que cometamos um número infinito de erros, só há, na verdade, do ponto de vista lógico, duas maneiras de errar: raciocinando mal com dados corretos ou raciocinando bem com dados falsos.” |
| Autor: Desconhecido |
№ de páginas: 10 |
| Lógica & Falácias |
| “...a lógica não é uma lei absoluta que governa o universo. Muitas pessoas, no passado, concluíram que se algo era logicamente impossível (dada a ciência da época), então seria literalmente impossível. Acreditava-se também que a geometria euclidiana era uma lei universal...” |
| Autor: Matthew |
№ de páginas: 18 |
| Guia de Falácias Lógicas do Stephen |
| “As falácias lógicas são erros de raciocínio ou de argumentação, erros que podem ser reconhecidos e corrigidos por pensadores prudentes. Este ensaio lista e descreve todas as falácias lógicas conhecidas.” |
| Autor: Stephen Downes |
№ de páginas: 44 |
| O Ceticismo do Cientista |
| “A ciência, ou melhor, a descrição científica da natureza, é uma linguagem criada pelos homens (e mulheres) para interpretar o cosmo em que vivemos. Ela não é absoluta, mas está sempre em transição, gradativamente aprimorada pela validação empírica obtida através de observações. A ciência é um processo de descoberta (...)” |
| Autor: Marcelo Gleiser |
№ de páginas: 2 |
| O conhecimento como crença verdadeira justificada |
| “Como poderemos distinguir o conhecimento da mera crença verdadeira? A maior parte dos filósofos, incluindo os céticos, defende que a condição para se considerar a crença verdadeira como conhecimento tem a ver com a justificação que uma pessoa tem para acreditar naquilo em que acredita.” |
| Autor: Cornman, Leher, Pappas |
№ de páginas: 2 |
| O Ônus do Ceticismo |
| “O que é ceticismo? Não é nada muito esotérico. Nós o encontramos todos os dias. Quando compramos um carro usado, se formos minimamente inteligentes, nós exercitaremos pelo menos um mínimo de atitudes céticas – se nossa formação escolar tiver deixado alguma coisa.” |
| Autor: Carl Sagan |
№ de páginas: 7 |
| O que é Esclarecimento? |
| “Esclarecimento [Aufklärung] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento.” |
| Autor: Immanuel Kant |
№ de páginas: 4 |
|