Acabei de ler um livro muito bom sobre a vida do matemático Erdos e nele um trecho me chamou a atenção. Não estou mais com o livro em mãos pra citar exatamente, mas era mais ou menos o seguinte. Algumas provas matemáticas são contra-intuitivas, ou seja, desafiam o senso comum. Em tais casos, mesmo Erdos acabava se contentando com o parecer de outros matemáticos, que supostamente teriam verificado tal prova.
Nisso fiquei pensando na viabilidade de ser cético. Pois muita coisa que aceitamos (ou ao menos eu penso assim) eu não concluí por mim mesmo.
Sei que é uma 'crença' menor, já que se aquilo que 'acreditamos' (por não termos conhecimento para concluir por nós mesmos) estiver minimamente errado, alguém surgirá com uma explicação/prova/hipótese melhor. Mas por ser uma tarefa sem fim, o ceticismo cobra um esforço mínimo das pessoas. E é comum, penso, que conforme a idade chegue, as mudanças possam ser menos bem vistas. Digo isso por experiência própria, ao observar vários professores universitários propagando mitos (computacionais, não religiosos
Sintetizando: quão difícil é para vocês concluir ao invés de acreditar? Pois para concluir é preciso estudar, e nem sempre temos tempo para tal. Ou interesse.
Rav.



Fechado




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