Ranking Da Felicidade Mundial Países mais secularistas têm população mais feliz
#1
Postou 22/07/2010 - 16:05
"A revista Forbes publicou nesta semana o resultado de um inquérito sob o índice de satisfação dos habitantes de 155 nações.
No topo do ranking está o quarteto nórdico: Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia – respectivamente. Na 5ª posição aparece a Holanda.
A Nova Zelândia e a Costa Rica dividem o 6º lugar, que é o sexto no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), tem o terceiro melhor sistema de saúde e a melhor expectativa de vida do mundo.
Temos Suíça, Israel, Austrália e Canadá empatados em oitavo. O Brasil aparece a seguir: 12º colocado, com o Panamá. Estados Unidos é 14º, Reino Unido surge em 17º, México em 18º, Argentina em 30º, Alemanha na 33ª posição, Itália em 40º, Espanha no posto 43, França no 44º, Cuba em 67º e, finalmente, Portugal no 70º lugar do ranking. O Japão é apenas o 81º e o último é o Togo."
Os primeiros lugares têm um sistema social baseado na social democracia, pouca desigualdade social, sistemas de educação e saúde eficientes e uma moralidade distante do modo americano de vida, pois se baseiam mais no ganho social que no lucro e consumismo desenfreado.
Além de grande parcela de ateus na população, esses países possuem legislações mais flexíveis quanto a casamento, aborto e uso de drogas como maconha. Mais um argumento contra os crentes que insistem na desculpa de que a religião e o controle sexual são necessários para o bem-estar social.
#2
Postou 22/07/2010 - 16:51
Você está falando do Índice de desenvolvimento humano que mede qualidade de vida. Existe o Índice da Felicidade mundial, não sei dizer o quão confiável ele é, porém, mostra que a felicidade não está necessariamente ligada a qualidade de vida (pelo menos não à primeira vista).
Não sei dizer também o quão confiável é esse índice já que felicidade é um conceito muito pouco objetivo.
Vale observar que os países nórdicos não estão nem perto dos primeiros lugares.
Edit: Parece-me, inicialmente, que esse índice não necesariamente mede a felicidade, apesar do nome.
"A verdadeira ignorância não reside na falta de conhecimentos, mas na falta de vontade de aceitá-los." (Karl Popper)
#3
Postou 26/07/2010 - 15:36
"Ruut Veenhoven é holandês, sociólogo, psicólogo e professor de Estudos da Felicidade na Erasmus University, de Rotterdam.
Parece estranho mas é isso mesmo. Quem pensou até agora que felicidade fosse apenas um sentimento impreciso, um estado de espírito, preocupação de gente romântica e pouco prática, pode começar a reconsiderar paradigmas .
Felicidade é coisa séria, mensurável, objeto de estudos científicos do mais alto padrão. E o Professor Ruut Veenhoven é um respeitado cientista pesquisador da felicidade. É o responsável por um projeto denominado World Database of Hapiness, ou Banco de Dados Mundial da Felicidade. Seu propósito é reunir, em um único lugar, todo o conhecimento científico disponível sobre a felicidade, assim considerada aquela percepção subjetiva e positiva das pessoas sobre a sua própria vida. O banco de dados pode ser acessado pela internet, no endereço http://worlddatabaseofhappiness.eur.nl/"
#4
Postou 26/07/2010 - 17:00
No caso da Dinamarca uma recente reportagem americana(Oprah!)em que a apresentadora se admirava com a geladeira de apenas uma porta(pra que mais!?),familias que almoçam juntas e uma estrutura de aparato social e assistência médica e educacional que faria admiradores de Cuba rever seus dogmas quanto ao capitalismo, culmina com a pergunta da tal apresentadora:
"Vocês diriam que seu país é socialista e por isso este indice de felicidade?"
A que a dona da casa dinamarquesa responde:
"Cuidar de nossas crianças,idosos e desempregados, para nós, e uma questão de civilidade, não de socialismo!"
Creio então que esta "civilidade" é que deve dar a opção de ser ateu ou não!
(Watchmen - Allan Moore)
#5
Postou 27/07/2010 - 08:59
#6
Postou 27/07/2010 - 09:05
Rav.
"Da mihi sis crustum Etruscum cum omnibus in eo"
#7
Postou 27/07/2010 - 09:31
#8
Postou 28/07/2010 - 08:43
kevorkian, em 27/07/2010 - 09:31, disse:
Não devemos confundir o povo judeu com os seguidores da religião judaica. Israel foi criado para abrigar a etnia judia. Entre os cidadãos de Israel, embora eu não disponha do número de ateus, há números de não religiosos (secularistas). Número maior do que o de ortodoxos fundamentalistas:
"A message on the IDI’s website stated that “The 2008 Israel Democracy Index uncovered the following breakdown of Israel’s population: 51% of Israelis are secular, 30% traditional, 10% Orthodox, and 9% haredi. We are sorry for any misunderstanding stemming from earlier data which might have conveyed the wrong impression.”
The Guttman institute also maintained that its newly released data is virtually identical to survey data obtained from the Central Bureau of Statistics, which indicated that 44% of Israelis are secular, 25% are traditional but not religious, 14% are traditional and religious, 10% are Orthodox and 7% are haredi."
Fonte: http://www.ynetnews....3514242,00.html, Jewish World.
Mais de 50% de não-religiosos. No Brasil não chegamos sequer a 15%.
Também não podemos simplificar tudo com religião apenas. O catolicismo, por exemplo, foi danoso para a América Latina não apenas por ser religião oficial, mas também por justificar para os colonizadores a morte de índios e negros, que não teriam alma e seriam, portanto, animais a serviço do homem branco. Objetivamente, se os homens brancos não tivessem o desejo de obter riqueza por meio do saque e da escravização de outras populações, as justificativas religiosas seriam letra morta, assim como hoje ninguém mais pode usar o bíblia para justificar a escravidão.
Existem fatores sociais, econômicos, psicológicos, ambientais e genéticos que interferem no desenvolvimento das nações. A religião interfere nestes, mas estes também interferem na religião. As sociedades mudam, e as religiões que não acompanham essas mudanças morrem.
O que observo é que nenhuma religião consegue mudar o suficiente para acompanhar uma sociedade de fato avançada. Até o momento não existe religião que consiga abrir mão de dogmas constantemente e manter-se coerente. Religião é dogma, e dogma é contrário a avanço.
#9
Postou 28/07/2010 - 09:03
Seguindo a linha de pensamento...
Não devemos confundir o povo brasileiro com os seguidores da religião umbandista. Percebe como não dá.
Voltando ao foco do tópico.
Brasil e Israel são países profundamente afetados pela temática religiosa, e encontram-se em pontos extremos.
#10
Postou 28/07/2010 - 10:02
No caso do Brasil ter uma colocação no ranking de felicidade, superior a países com IDH muito melhor, parece ser o efeito; “vaca na sala” que é aquele em que as coisas já estiveram tão piores aqui, que este mínimo de melhora que tivemos nos últimos anos nos parece um paraíso na terra. Fora à idéia folclórica de sermos um povo feliz por natureza .
(Watchmen - Allan Moore)
#11
Postou 28/07/2010 - 15:19
#12
Postou 28/07/2010 - 16:20
De Judeu São Pedro tornou-se cristão.
De Judeu Spinoza tornou-se panteísta.
De Judeu Einstein tornou-se agnóstico.
De Judeu Karl Marx tornou-se ateu.
É condição "sine qua non" praticar rituais religiosos para ser Judeu, e ai sim podes recatalogar em outras vertentes. Ortodoxo, liberal, preguiçoso, libidinoso.
Ser Israelita não significa ser obrigatoriamente Judeu. São coisas diferentes, que nos texto em inglês deve ser bem compreendido. Não misturar as coisas.
#13
Postou 29/07/2010 - 08:15
Pena que os nazistas seguiam a linha etnográfica que diz que pra ser judeu a "condição sine qua non" é ser filho de judeus. Sua linha de pensamento é verdadeiramente inovadora. Um zulu convertido ao islamismo é ex-zulu, um apache convertido ao cristianismo é ex-apache e um curdo convertido à cientologia é ex-curdo!
Os biógrafos de Marx vivem cometendo o erro de classificá-lo como judeu, quando deveriam destacar que ele era ex-judeu!
Sobre o vocábulo israelita: refere-se a habitante do reino de Israel. Confundir judeu com israelita é como confundir bola com pelota. Desde que o rei Josué unificou os reinos de Israel e Judá (judeu=habitante de Judá), os dois termos passaram a ser sinônimos. As guerras judaicas, por exemplo, travaram-se principalmente em território do antigo reino de Israel, só que naquele momento os dois povos já eram um só, que ao longo da história foi chamado de povo judeu, e as guerras foram chamadas judaicas, não israelitas.
Israelense é o cidadão do Estado de Israel, e de fato há cidadãos israelenses que não são judeus, como os palestinos, por exemplo. Agora, dizer que os 51% de cidadãos não-religiosos de Israel são todos não judeus (ou ex-judeus) é um passo grande.
Voltando ao tópico: Manhattan e Rav, não se pode fazer uma relação matemática que diga que determinada quantidade de ateísmo é igual a determinada quantidade de IDH. A pesquisa também mostra que IDH e percepção de felicidade não têm uma proporção exata, senão o Brasil estaria pra lá que 50º. O que podemos afirmar com certeza é que uma população pode viver com excelente qualidade de vida e feliz sem religião.
#14
Postou 29/07/2010 - 10:59
Gostei da forma que o World Database of Happiness está montado. Bem esclarecedor.
#15
Postou 29/07/2010 - 11:11
Para mim a Dinamarca é "o lugar mais feliz do mundo" aqui
Albert Einstein



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