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Niilismo labirinto enfadonho

#281 Membro offline   CIV Ícone

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Postou 15/07/2010 - 00:31

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CIV,

Sim, podemos nos comunicar diante da condição explicada por voce, pois se formos pensar em termos absolutos nada é passivo de ser objetivado por nós.


Sim, e, pelo que percebo, é nesse nível que consideramos como os fatos acontecem. Ao pensarmos em um fato (e não experimentá-lo), já consideramos a condição a nível "absoluto", ou seja, é possível fazer tal de tal forma, quando na verdade, o realizável seria um pouco mais reduzido do que isso. Agora, claramente que se temos uma noção que se corresponda dentro do que afirma, não há esse problema.

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Contudo quando as "aproximações" subjetivas do real (comunicação, quimaduras por calor,etc)se repetem, podemos criar um "campo objetivo" de análise e parcialmente construir fatos pertinentes e significativos para nossa consciencia.


Quando pensamos que não temos acesso a objetividade, não se trata de tentarmos "alcançá-la". Trata-se de uma condição. Relacionamento que temos com os fatos sempre foi dentro de um modelo de representação (interpretação e percepção), basicamente, essa é a condição descrita. E tal não nos impede de interagir com os fatos.

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Mas o que é existir?


Ao que percebo, é produzir, de alguma forma, uma influência.

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Sobre a critica às ideologias, não estou me referindo a voce (voce nucna fez isso, na minha opinião) mas há textos do Cancian e um do Jairo que interpretei desta maneira, pois critica atitudes e reflexões subjetivas, com conotação filófica assumida, ou seja, se transforma e muma ideologia como voce bem colocou.


Bem, pessoalmente não cheguei a ler esses textos (é do deusnagaragem?), mas, é necessário interpretar certas abordagens corretamente. Muitas vezes, até para mim mesmo, pode-se ter uma impressão de que o niilismo está sendo passado como uma ideologia (como muitos devem ter essa impressão do que já foi escrito nesse tópico), quando na verdade, tratado de forma racional e imparcial, é simplesmente um entendimento qualquer (embora, a primeira vista, de aparência paradoxal e bastante confusa, embora diria ser simples de ser ponderada, apenas não parece ser algo que qualquer um esteja disposto a pensar, ou a fazer em nome da realidade). De fato, é possível, sim, tratar o niilismo como uma ideologia, ou com uma bitolação pela conclusão (o que as vezes ocorre comigo, no caso da falta de sentido objetivo), mas, tal ponto reside na ideia de uma irracionalidade que considera que existimos em um sistema mas que não pensamos nele. No caso da ausência de sentido, isso nada mais é do que uma conclusão tal como qualquer outra, não serve para nada intrinsecamente, e, se optamos por dar alguma função a isso, tal é algo que não é nada mais do que uma opção pessoal. No que se refere a conclusão, permanece a mesma, independentemente da incoerência com o sistema ou com crenças de outras pessoas. Essa situação apenas seria, na prática, uma afronta contra a maioria, e não um delírio. No entanto, pode tornar-se irracional no ponto onde damos mais atenção a ausência de sentido do que ao sentido que é crido, já que precisamos interagir com o mesmo, no entanto, dentro de uma incoerência a um "nível" mais fundamental.

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Outro problema é que sendo uma racionaização, mesmo que radical, esta sujeita aos mesmos filtros da subjetividade que qualquer outra e ao negar a utiliadade da ação movida pela ideologia, atua também, revelando ser paradoxal.


Não compreendi bem seu raciocínio. O niilismo, claramente, trata-se de uma posição subjetiva, (isso é, um pensamento), mas não impõe nada para ser alvo do que ela mesma nega. Quanto a utilidade,, por definição, salvo como algum manifesto, nenhuma ideologia em sí tem qualquer utilidade. A utilidade de um sistema, ou de uma ação prática, não é parte integrante de uma ideologia. Ideologias são um conjuntos de pensamentos, e não, em sí, práticas ou expressões de realidades. Como disse acima, se pensamentos de uma ideologia (seja um sistema político, social, administrativo etc...) conseguem ser postas em prática, dentro de um dado cenário, é necessário separar o que de fato funciona, do que não passa de ficção, isso por sí só, é suficiente para dissociar, logicamente, o pensamento da prática. Se saimos do escopo do sistema, significa que não concordamos, ou não fazemos parte ativamente do mesmo. Claro que há divisões de um sistema base, alterando o pensamento do mesmo, e criando vertentes. No entanto, o sistema em sí, jamais poderá corresponder com a realidade do modo ao qual afirma. Seja por haver fatores corrompendo o mesmo, seja por de fato, não passar de uma ficção. O niilismo, nesse aspecto, fica muito restrito a definições, pelo que percebo, mas sua radicalidade, apensar de apenas ir contra a afirmação do entendimento do sistema, não o torna logicamente incorreto. No máximo, talvez, possa ter um efeito paralisante. No entanto, sua pretenção não é ser útil quanto a isso. Ele basicamente expressaria, nesse ponto, a ausência objetiva do entendimento proposto em praticamente todos os níveis quanto a uma projeção. Claro que isso nos é inútil, e desestimulante. Ora, sabemos que é possível colocarmos sistemas em prática em diversos cenários, e se houver problemas, basta solucioná-los, se possível. Mas, não se trata exatamente disso. Trata-se de percebermos que os ideais que vamos construindo, seja em qual cenário for, não irá se corresponder da forma como imaginamos quando expressos nos fatos. Isso porque, ideais são ideais. Não devemos confundir isso com teorias as quais ao processo é inverso. Vemos a realidade, e aprendemos com ela. No ideal, pensamos na realidade, e desejamos adequá-la ao que nos é de esperado. O ideal, necessariamente, reside no mundo das ideias. Se nos baseamos em fatos para utilizá-los, já não estamos mais paralisados pelo ideal. Se algum ideal é parcialmente correspondido nos fatos, esse é meramente por coincidência, e não por observação e planejamento.
Também julgo que devemos dissociar "ideal" de necessariamente vantajoso a um fim. Podemos ser idealistas de catástrofes sem problemas.

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Sua escolha pelo utilitarismo (o ismo que li criticas nos textos de Cancian e Jairo) e a recusa de modelos imperfeitos e inócuos de modelos políticos é uma atitude politica, mesmo que voce negue.


É uma posição referênte a política, mas não se trata de política em sí. Como disse acima, exatamente como ateísmo não se trata de religião.

Uma definição de política, não muito precisa:

Politica

.f. Ciência do governo dos povos. / Direção de um Estado e determinação das formas de sua organização. / Conjunto dos negócios de Estado, maneira de os conduzir. / Fig. Maneira hábil de agir; astúcia; civilidade. // Ciência política, ramo das ciências sociais que trata do governo e da organização dos Estados.

Fonte: Dicionário aurélio


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Não é a mesma coisa que ateímo e teísmo, pois a política está presente em toda relação/interação e não é uma opção possível, a não ser que voce não consiga racionalizar tais relações (loucos, acéfalos, comatosos, recem-nascidos).


A comparação é meramente por definição. Apolítico denota apenas ausência de política. Exatamente como ateísmo denota ausência de teísmo.

Apolitico

adj. e s.m. Que ou o que está fora da política; que não se interessa pela política.


Fonte: Dicionário aurélio

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O que não concordo é alegar que usar nosso intelecto para criar "ismos" é improdutivo pois o até agora mostrados não foram eficientes (o que é verdade)por causa de uma fatalista "natureza essencial" da humanidade, uma vez que tal coisa não existe.


Não se trata de ser improdutivo, pois não estamos falando exatamente de produção ou de resultados, mas sim, de que tais ideais não representarem nada, basicamente isso. Um dado modelo de convivência que seja, o máximo que oferece é funcionalidade, e essa é necessariamente precisa estar aliada aos fatos e a realidade do mesmo, e não ao que acreditamos. Não estamos tratando de improdutividade e nem mesmo definindo um fim para seus efeitos, ou o que eles deveriam cumprir para serem negados. Apenas estamos tratando da inocuidade de ideologias (adotando a definição correta), quais forem. Pode parecer imbecil ou paradoxal pois, ficamos procurando respaldo em funcionalidade para fundamentar a aceitação de ideologias ou crenças, mas, não se trata disso. Um ideal, o máximo que pode produzir, em sua condição, é estímulo e essa é uma desvantagem prática para quem o nega de imediato. Mas, não nos paralisa, pois não nos guiamos por ideais, e sim por fatos, tais como podemos percebê-los. Logicamente que não significa que ideais não possam passar por nossas cabeças, ou que estamos imunes de nos motivar por eles, apenas significa que não vemos importância alguma nisso, pois a inocuidade inerente de seus efeitos nos desmotiva de imediato. Se buscamos alguma motivação, essa primeiramente deve ser buscada em algum fato concreto, para depois ser pensada e trabalhada, já que, no ideal, o processo é o inverso.

Além disso, como já foi dito, não vejo sentido algum, ao menos que haja necessariamente uma conexão lógica sustentando o sistema, de acomodar ideologias dentro dessas conexões lógicas. Isso pois, elas se sustentam por sí só, não precisam de valores pomposos para suas decorações. Se algo, efetivamente, funciona, é suficiente para calar toda e qualquer manifestação contra sua existência.

Alteração: Acréscimo de texto/correção

Este post foi editado por CIV: 15/07/2010 - 22:26

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