Rulphus

Niilismo

281 posts neste tópico

Civ, por que manter a constituição biológica atual, eis que vc é niilista?

Não somos mantenenores dela, nós somos ela.

Vc, como niilista nega toda e qualquer funcionalidade, então, racionalmente não deveria sugeitar-se às misérias dessa constituição biológica.

Não me lembro de "negar toda e qualquer funcionalidade". Na ausência de sentido, não há motivos para morrermos ou para continuarmos a existir. Qualquer ponto em defesa disso é pertinente a opiniões, meros pontos ideativos, e não uma condição objetiva. Não temos compromisso com nossa constituição biológica, temos necessidades objetivas derivadas delas, que, na condição de sujeitos, não há possibilidade de esquivarmos disso. Igualmente, não temos compromisso com a razão ou com a coerência de uma ideologia que seja. Para sermos coerentes, enquanto seres vivos, basta existirmos.

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Civ, como vc não lembra de negar "toda e qualquer funcionalidade"...Ora! O niilista desvaloriza tudo...para ele o nada é reinante...simplesmente porque todas as coisas que dizemos ser objetivas, não tem função e muito menos razão. É como eu disse acima, o niilismo só é viável se for fracionado, compartimentalizado e dividido (redundância necessário), pois, por sí só é inviável. além de ser multifacetado, necessita apoiar-se em outras visões, simplesmente para continuar "existindo" de forma objetiva, não prática, apenas para justificar sua passividade e estagnação. é cientificamente provado, que o equilíbrio é fundamental no universo...portanto o niilismo, absolutamente negativo, geraria um desequilíbrio inviável.

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Civ, como vc não lembra de negar "toda e qualquer funcionalidade"...Ora! O niilista desvaloriza tudo...para ele o nada é reinante...simplesmente porque todas as coisas que dizemos ser objetivas, não tem função e muito menos razão.

A função, em termos de utilidade, de algo nunca foi negado já que isso é possível, é uma condição objetiva, independetemente se fazer uso ou não dela. Quanto a razões, essas são dependentes de nós, logo, só dizem respeito a nossas formas de julgamento.

É como eu disse acima, o niilismo só é viável se for fracionado, compartimentalizado e dividido (redundância necessário), pois, por sí só é inviável.

A viabilidade ou não do niilismo não é um ponto para desqualificá-lo do que quer que seja. Não se trata de tirar vantagem do que ele pode oferecer como postura, mas apenas do ponto da afirmação que ele declara.

além de ser multifacetado, necessita apoiar-se em outras visões, simplesmente para continuar "existindo" de forma objetiva, não prática, apenas para justificar sua passividade e estagnação. é cientificamente provado, que o equilíbrio é fundamental no universo...portanto o niilismo, absolutamente negativo, geraria um desequilíbrio inviável.

A ausência de sentido que a consciência do niilismo nos apresenta precisa estar associado a uma alegação como referência, já que se trata de uma negação. O niilismo não existe "de forma objetiva", é apenas uma forma de pensamento abstrado assim como todos os outros... A implicação de sua consequência apenas nos faz ter uma consciência mais esclarecida e cautelosa para separar nossas implantações dos fatos tais como são.

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Civ, mas este é o ponto. vc admite que o niilismo é impraticável, ao afirmar que ele não existe objetivamente. Nínguém nega a "consciência do niilismo", mas sim a sua radicalidade inviável. Nada e ponto final, sem abertura, sem possibilidade alguma pois como se nega, não pode negar mais nada. Antes de negativar, destruir valores e desconsiderar possibilidades, teria que existir objetivamente. A inviabilidade é incontestável. Portanto não existe niilista...existe o conhecimento do niilismo, e só. A insitência de alguém em se afirmar niilista, seria a mesma coisa que o "nada" existisse objetivamente.

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vc admite que o niilismo é impraticável, ao afirmar que ele não existe objetivamente.

"Praticar o niilismo" podemos compreendê-lo como uma inercidade efetiva. Estar morto ou em coma é um estado efetivo condizente com o raciocínio conduzido pela condição, pois deixamos efetivamente de existir enquanto sujeitos. No entanto, a "prática" não define a existência, a forma com que isso é tratado é apenas referente a consciência desse fato.

Nínguém nega a "consciência do niilismo", mas sim a sua radicalidade inviável.

O niilismo não é concebido para ser viável a qualquer coisa, trata-se apenas de uma conclusão.

Nada e ponto final, sem abertura, sem possibilidade alguma pois como se nega, não pode negar mais nada.

Não entendi.

Antes de negativar, destruir valores e desconsiderar possibilidades, teria que existir objetivamente.

Se existe objetivamente, não há sentido em negar, pois trata-se de um fato. O que é negado são apenas atribuições que venham de nós mesmos como se fossem algo além disso.

Portanto não existe niilista...existe o conhecimento do niilismo, e só.

É apenas uma classificação de um indivíduo que concorda com a concepção do mesmo. O niilismo pouco tem a ver com prática (se é que esse seria o ponto que você estaria pensando), trata-se principalmente de esclarecimento.

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Civ, mas este é o ponto. vc admite que o niilismo é impraticável, ao afirmar que ele não existe objetivamente. Nínguém nega a "consciência do niilismo", mas sim a sua radicalidade inviável.

Não existe essa "radicalidade inviável", isso é mera opnião sua sobre o funcionamento da filosofia niilista. Como já explanou o CIV, O niilismo versa suas opiniões sobre o universo observavel e descarta quaisquer opiniões subjetivas, como essa sua.

Nada e ponto final, sem abertura, sem possibilidade alguma pois como se nega, não pode negar mais nada. Antes de negativar, destruir valores e desconsiderar possibilidades, teria que existir objetivamente.

Os valores que você tanto fala é que teriam que existir, como não passam de subjetividades, apenas os ignoramos.

A inviabilidade é incontestável. Portanto não existe niilista...existe o conhecimento do niilismo, e só. A insitência de alguém em se afirmar niilista, seria a mesma coisa que o "nada" existisse objetivamente.

Conclusão maravilhosa a sua que objetivamente prova que você não sabe do que está falando.

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O niilismo descarta opiniões subjetivas como ele próprio é? Não existe radicalidade no niilismo? Existe "funcionamento da filosofia niilista"? Quando eu disse que "existia" tal funcionamento?

Ah! Sim, novamente o niilismo ignora oque ele mesmo afirma não existir!!?? Como se pode ignorar oque não existe? Como se dá atenção para algo que não existe?

É verdade, eu não sei "nada" do que estou falando! Ops! Eu sei "nada" do que estou falando. Ou, melhor, como eu posso achar alguma coisa, se eu não existo...afinal eu sou "nada". Nossa! Virei niilista....."adeus, vou me matar"....

A filosofia do niilismo existe, porém é impraticável. Por isso que afirmo que não existem niilistas. Assim como existe o conceito do divino, porém, objetivamente, esse conceito é impraticável.

BossGrave não precisa me atacar, só porque não concordo com sua opinião. É facil defender uma tese, com a alegação de que seus críticos não entendem nada. Parece chilique de escritor...rsrsrs

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Claudius.. com eu disse anteriormente... você não sabe do que está falando.

É verdade, eu não sei "nada" do que estou falando! Ops! Eu sei "nada" do que estou falando. Ou, melhor, como eu posso achar alguma coisa, se eu não existo...afinal eu sou "nada". Nossa! Virei niilista....."adeus, vou me matar"....

Se não compreender que tudo o que disse não passa de subjetividades, nunca compreendera o pensamento niilista.

Vou te dar uma opinião subjetiva agora... faz um favor e se mata mesmo.

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BossGrave, mas o niilismo tb não é subjetivo?

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Qualquer ideia obviamente é subjetiva. O niilismo não está imponto nada como objetivo para ser alvo de criticas do que ele mesmo assume, pelo contrário, seu processo é de remoção de afirmações que tenham esse propósito. Trata-se de perceber e conceber os fatos tais como temos acesso e nos limitarmos a isso ao analisarmos um algo.

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Civ, mas ao afirmar que é niilista, no sentido de aplicar sua filosofia, conceqüentemente impõe-se algo objetivo. Ou seja, a subjetividade do niilismo, tornaria-se objetiva com a condição prática. O niilista, aceita e por conseguinte segue o niilismo, logo o tira do subjetivismo. É isso que eu digo ser impossível. O niilismo inexoravelmente continua no campo das idéias.

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Civ, mas ao afirmar que é niilista, no sentido de aplicar sua filosofia, conceqüentemente impõe-se algo objetivo.

De maneria alguma, o que é imposto? A "aplicação" essa filosofia nada mais seria do que estar consciente da consequência da separação de nossa subjetividade para com fatos objetivos. Apenas se esclarece a condição, não impomos outra.

Ou seja, a subjetividade do niilismo, tornaria-se objetiva com a condição prática.

Não há o que se praticar sendo niilista. O niilismo é uma concepção da ausência de nossas implantações como se fossem objetivas, apenas isso. Não há pratica em ser niilista, exatamente por isso que temos que nos conceber como niilistas teóricos. Ao pensarmos que um niilista prático seria uma pessoa em coma, ou um morto, estamos apenas sendo coerentes com o que a ideia nos força a pensar, mas esse ponto extremo em nada impede, como é claro, um indivíduo de estar ciente das consequências da ideia de a entender e concordar com ela. Só podemos, como é claro, perceber a ideia do niilismo subjetivamente enquanto sujeitos, nessa circunstância, interagimos com os fatos equipados com a consciencia da ausência de nossas próprias implantações. Isso seria perceber a consequência da condição enquanto sujeito.

O niilista, aceita e por conseguinte segue o niilismo, logo o tira do subjetivismo. É isso que eu digo ser impossível.

O niilismo é uma concepção, e concepções são subjetivas. Penso que você, sabe-se lá como, está tentando desqualificar o niilismo simplesmente afirmando-o como subjetivo. Dizer que algo é subjetivo em nada diz respeito a existência desse, a questão apenas surge quando misturamos o que nós mesmos implantamos com condições efetivas e objetivas. Afirmar um algo como subjetivo apenas significa que esse é dependende de um sujeito para existir, mas não que esse, enquanto ocorrência, é inexistente.

O niilismo inexoravelmente continua no campo das idéias.

Seria interessante você explicar o que seria o niilismo se não uma concepção, pois, concepções só podem existir em nossos cérebros, e niilistas práticos classificados como mortos, vejetando ou em coma, em nada anula a possibilidade de termos essa consciência dos fatos.

Edit: alterações.

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BossGrave, mas o niilismo tb não é subjetivo?

Isso é obvio. É uma ferramenta mental que tem por finalidade... como posso explicar de maneira mais simples... como um anti-virus de computador que impede que processos maliciosos ou desnecessarios sejam excutados.

Penso que o raciocinio por si só não justifica a vida nem os atos de nada, caso contrario não existiriam N formas de vida que nem sequer tem reaçoes neurais. O niilismo em si nos equipa com uma blindagem contra as abstrações evolutivas dos memes(entenda por subjetividades desnecessarias), sendo assim as asneiras culturais ficam de fora e temos uma compreensão melhor de que realmente se passa ao nosso redor.

É como se te dessem mais olhos para enchergar o mundo, ou te tirassem as travas dos olhos, como gostam os crentes, dá no mesmo.

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Civ, é o seguinte: Vc como, “alegado” ,niilista recusa a natureza, porém, insiste em existir não existindo. Logo oque é pensado, por um alegado niilista, não é praticado. Simplesmente mata seus ideais em prol de algo nefasto e danoso, sem perguntas e sem explicações, em busca de algo que não lhe dá retorno e que assassina a sua Liberdade e sua Vontade. Portanto impossível.

BossGrave, é exatamente isso! Discutimos por razões terminológicas e conceituais, mas no final concordamos que o niilismo é impraticável, portanto inexiste um niilista ativo.

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Recusa a natureza? De maneria alguma. A natureza é um fato objetivo, como esta é negada desqualificando-se a subjetividade? Me parece que você está se empenhando em refutar algo sem nem sequer saber do que se trata.

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Recusa a natureza? De maneria alguma. A natureza é um fato objetivo, como esta é negada desqualificando-se a subjetividade? Me parece que você está se empenhando em refutar algo sem nem sequer saber do que se trata.

Civ, então acho que estamos falando de “niilismos diferentes”.

Me desculpe, mas , eu pensava que um verdadeiro niilista não acreditava em nada, não tinha lealdades, e nenhum outro propósito, à não ser a destruição. Eu entendia o niilista como alguém que negasse a substância absoluta ou objetiva. Mas se vc afirma que reconhece a natureza, mesmo sendo ela absoluta e objetiva, então me enganei.

Agora, se vc como niilista, valoriza a natureza, deve também reconhecer um propósito cósmico.

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Propósitos pertencem a sujeitos e não a realidade. Como era claro, você desconhece o ponto principal do que pretendia discordar.

http://ateus.net/artigos/filosofia/niilismo.php

Edit:

02/02/10 20:15

Claudio Faria

Civ, então acho que estamos falando de “niilismos diferentes”.

Esse certamente é o problema. Há sutís divergências nas interpretações que o pessoal apresentando sobre o niilismo. O fato é que há confusão em torno do tema e isso dificulta os diálogos.

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Civ, com todo o respeito, prefiro me basear em Nietzche, Camus, Sartre, Vattimo, e alguns outros, que minha precária memória desconsidera.

http://atheism.about.com/od/philosophyschoolssystems/p/nihilism.htm'>http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://atheism.about.com/od/philosophyschoolssystems/p/nihilism.htm

http://atheism.about.com/od/philosophyschoolssystems/p/nihilism.htm

Civ, Nietzsche e Heideger enfatizaram que devemos transformar a idéia de que a verdade não é objetiva numa disciplina do diálogo. Não existem princípios absolutos, objetivos, mas apenas opiniões, pontos de vista.

Também, analisando etmologicamente, o niilismo é impraticável. Isoladamente, não tem função é um contrasenso. Oque fica claro no seu texto é uma adaptação, ou modernização do niilismo.

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Não existem princípios absolutos, objetivos, mas apenas opiniões, pontos de vista.

E é exatamente isso o que viemos afirmando. Subjetividades, pertencem a sujeitos e não a realidade.

Também, analisando etmologicamente, o niilismo é impraticável.

Já expliquei o que disse a esse respeito, o que não compreendeu?

Isoladamente, não tem função é um contrasenso.

Não compreendi.

O que fica claro no seu texto é uma adaptação, ou modernização do niilismo.

Podemos dizer que é uma forma mais conceituada de focar o entendimento do niilismo centralizando o ponto de negação para a subjetividade, ponto que envolve todas as caracteristicas ideativas oriundas de sujeitos.

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BossGrave, é exatamente isso! Discutimos por razões terminológicas e conceituais, mas no final concordamos que o niilismo é impraticável, portanto inexiste um niilista ativo.

Na boa, entenda que não existe terminologia conceitual no niilismo, isso não tem importancia alguma. E não concordamos em coisa alguma pois não existe o que se conconcordar na visão niilista. Apenas observamos o óbvio, descartamos o que é subjetivo na medida do possivel, e o que sobra é a constatação da realidade crua. Doa a quem doer.

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Eu, sinceramente, percebo que o niilismo parece tentar se apropriar de "uma verdade absoluta".

Existe o nada absoluto?

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A subjetividade só pode existir quando há sujeitos, como é claro. Qualquer ponto que derive disso e que queria ir além é o que é negado, simplesmente pelo fato de afirmar ser ou querer ser algo que não é. Nem sequer há o que se entender por "verdade incontestável". A conclusão do niilismo é simplesmente um beco sem saida.

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Apenas observamos o óbvio, descartamos o que é subjetivo na medida do possivel, e o que sobra é a constatação da realidade crua. Doa a quem doer.

Exceto que esta não é a realidade crua. E não dói a mais ninguém a não ser à própria pessoa que sustenta esse tipo de ponto de vista, por que ele aleija a capacidade de compreensão de quem o sustenta. Você dizem que ele tira a venda ou as travas dos olhos, mas o que eu vejo é ele produzindo uma visão míope da realidade.

A realidade crua: O ser humano sustenta valores, ainda que subjetivos e só válidos do seu próprio ponto de vista.

O nihilismo nega uma porção significativa dessa realidade e torna impossível a compreensão completa do ser humano por que o ser humano é uma criatura de valores que passa a maior parte de sua vida ocupado com estes valores, no momento que se nega a existência dos valores ou a importância deles na vida humana você na verdade está enxergando uma realidade imperfeita, uma realidade coxa e que do ponto de vista lógico seria inconsistente pois não se pode prever o humano sem entender suas motivações.

Veja que se uma pedra desenvolvesse de repente a capacidade de observação e intelecto e observasse o ser humano, ela ficaria completamente desorientada pois nada do que o ser humano faz lhe faria sentido, falta a pedra a compreensão completa do ser humano, para ela o ser humano estaria tomando atitudes aparentemente ilógicas. Apenas com a compreensão completa das motivações humanas, suas origens e seu desenvolvimento a pedra poderia explicar o ser humano.

O nihilismo tenta fazer o contrário disso, tenta jogar fora esse conhecimento entitulando o mesmo de subjetivo e inválido e ao fazer isso encontra uma filosofia que é falha em entender o ser humano.

E Civ, a fome é um valor, hardwired no seu sistema, mas ainda assim é um valor. A beleza do ser humano(não posso afirmar sobre outros animais) é que ele desenvolveu um mecanismo que permite ele ajustar em tempo de execução os seus valores hardwired e dessa forma ele consegue se adaptar mais rapidamente à mudança das circustâncias.

O nihilismo nega estes processos, diz que eles são inválidos, que no máximo(e isso depende do tipo de nihilismo) existe a configuração de fábrica. Isso é um jeito limitado e incompleto de enxergar a realidade.

Por exemplo, não lembro em que post foi dito que o nihilismo ajuda a enxergar o aborto de forma objetiva, isso é uma incoerência, a questão do aborto é uma questão de valores morais, a definição de certo e errado é subjetiva, decidir se um aborto é permissível ou não, se é correto ou não, é a definição de um valor moral.

Mas o nihilismo parte do dogma de que não existem valores, o que torna completamente ilógico tentar discutir o assunto com a ótica nihilista, simplesmente não se aplica. Pior, ao se discutir um assunto como esse pela ótica nihilista, você pretende chegar à uma conclusão que é um valor moral, mas você já estabelece como premissa que não existem valores, portanto você estará discutindo algo cuja conclusão inescapável você já conhece e é nenhuma, nada, não existe certo ou errado a respeito do aborto. Logo assuntos como este e quase qualquer outro assunto humano estão no ponto cego do nihilista, ele não tem as ferramentas necessárias para tratar estes assuntos já que ele nega a existência delas.

O nihilista no máximo poderia dizer o que é o aborto e quais as técnicas usadas para abortar, mas jamais discutir a respeito do seu aspecto moral. A única resposta honesta do nihilista para o que ele acha do aborto deveria ser: Não computa.

O nihilismo moral é uma maneira concretista de enxergar o mundo que segue uma lógica inválida para determinar o que é válido ou não, ele segue uma lógica que invalida a si mesmo antes mesmo que se possa entrar na discussão. Só por que os valores não são paupáveis e não tem o mesmo valor e intensidede para diferentes indivíduos, não significa que eles existam, eles são uma construção estabelecida à partir da combinações de outros valores mais físicos como a fome, amor, impulso social, etc e de situações específicas para as quais o indivíduo foi exposto, esta construção é feita para melhor adaptar o indivíduo às circunstâncias à que ele vive.

Ao contrário do que afirma o BossGrave, os memes aos quais a gente está exposto não são inúteis, eles são a melhor ferramenta que o ser humano tem para se adaptar prontamente à realidade, processos que demorariam milhares de anos com a evolução biológica, com o uso do fator intelectual, abstrato, por vezes dura apenas anos, ou mesmo instantes.

Se faltam machos na sociedade por excesso de guerra, adaptamos para uma sociedade poligâmica onde a chance de sobrevivência da prole pode ser comprometida mas pelo menos a sociedade trabalha no máximo da capacidade reprodutiva. Se a população está balanceada, temos casamentos monogâmicos onde a sobrevivência da prole é reforçada com o esforço concentrado dos pais.

Os valores que construimos são uma tentativa de aumentar a capacidade de sobrevivência da espécie, assim como as mutações, por vezes eles vem para prejudicar e portanto levam ao fracasso da população em que eles estão presentes. Mas a blindagem à estes valores é um retrocesso evolutivo.

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A conclusão do niilismo é simplesmente um beco sem saida.

Civ, exatamente, eu questionei neste tópico a eterna repetição que o niilismo provoca. Ele revela-se num labirinto enfadonho, num eterno ciclo repetitivo. Humildemente eu penso no niilismo como algo contraproducente, bem estruturado, mas inviável.

Notivago, concordo com vc, por ser um ciclo repetitivo e render-se à algo absoluto, o niilismo é anti evolutivo. Tudo que não traça perspectivas e não vislumbra possibilidades permanece estagnado, imutável. Mas essa é a finalidade do niilismo, a eterna contemplação.

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Notivago,

de tudo que li neste tópico até agora, este seu último "post" foi simplesmente sensacional, perfeito !

Sua argumentação foi excepcional e nada, do que foi postado ou postarem de agora em diante, fará frente a essa sua resposta.

Falando de uma maneira bem simples, você ganhou essa !

Estou aplaudindo-o de pé !!!

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