t. h.

Notícias, Fatos E Acontecimentos

2.417 posts neste tópico

tópico para reunir notícias publicadas pela imprensa, internet e outras mídias, bem como fatos e acontecimentos a respeito do tema central deste Fórum, desde que sejam relevantes para o conhecimento dos usuários. publique apenas neste tópico os materiais dessa espécie, evitando abrir outros tópicos individuais. importante: não deixe de citar a fonte do material.

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Ateus, poetas & messias (excerto)

por João Pereira Coutinho

A estupidez humana não cessa de me espantar. Leio na imprensa do dia que uma associação "humanista" da Grã-Bretanha lançou em Londres uma campanha pública para defender a provável inexistência de Deus. A ideia foi escrever nos ônibus da cidade duas frases de arrasadora profundidade filosófica: "Deus provavelmente não existe. Por isso, deixa de te preocupar e aproveita a vida".

A tese espanta, não apenas pela infantilidade que a define --mas pela natureza ilógica que a contamina. Se Deus não existe, haverá necessariamente motivos para celebrar?

Os mais radicais "philosophes" do século 18 concordariam que sim. O próprio projeto iluminista, na sua crítica à instituição religiosa como autoritária e obscurantista, defendia que a libertação dos Homens passava pela libertação do divino. Nem todos os "philosophes" eram ateus, é certo: Rousseau ou Diderot, impenitentes "deístas", não são comparáveis a La Mettrie ou Helvétius. Mas o iluminismo continental abriria a primeira brecha na cultura ocidental, ao retirar a Fé do seu trono e ao coroar a deusa Razão.

Foi esse gesto primordial que tornaria possível as devastadoras críticas posteriores do trio maravilha (Feuerbach, Marx e Freud). Deus criou os Homens? Pelo contrário: Deus é uma criação dos Homens por razões várias e todas elas racionalmente explicáveis.

Os Homens criaram Deus por temerem a sua própria mortalidade (Feuerbach). Os Homens criaram Deus por contraposição às condições materiais das suas existências precárias (Marx). Os Homens criaram Deus por puro sentimento de culpa: parricidas arrependidos, eles buscam ainda uma autoridade perdida; Deus é o "fétiche" infantil de quem se recusa a viver uma vida adulta (Freud).

Infelizmente, aparece sempre alguém para estragar a festa. Falo de Doistóievski, claro, disposto a contrariar o otimismo liberal da burguesia russa oitocentista, para quem Deus era um empecilho de modernidade. Pela boca de Karamazov, Dostoiévski formularia a pergunta que Feuerbach, Marx, Freud e também Nietzsche se recusaram a enfrentar: e se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a acção humana?

Essa possibilidade seria confirmada no século seguinte: um século devastado por grandes construções coletivistas, utópicas e rigorosamente ateias que libertaram um fanatismo e uma crueldade indistinguíveis do fanatismo e da crueldade das antigas religiões tradicionais.

Quando os Homens não acreditam em Deus, eles não passam a acreditar em nada; eles acreditam, antes, em qualquer coisa, como dizia profeticamente Chesterton. Antes de festejarmos a provável inexistência do barbudo, convém saber o que essa coisa será.

[fonte:

Folha Online]

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Who would Send Sir David Attenborough Hate Mail? Christians of course

Fonte:Atheist News

Data:26/01/2009

"They tell me to burn in hell and good riddance," Sir David said during an interview with the Radio Times about his latest documentary on Charles Darwin and natural selection.

This year marks two centuries since Darwin's birth and 150 years since the groundbreaking On the Origin of Species was published.

Telling the magazine that he was also asked why he did not give "credit" to the Lord, Sir David continued: "They always mean beautiful things like hummingbirds. I always reply by saying that I think of a little child in East Africa with a worm burrowing through his eyeball. The worm cannot live in any other way, except by burrowing through eyeballs. I find that hard to reconcile with the notion of a divine and benevolent creator."

He said: "It never really occurred to me to believe in God - and I had nothing to rebel against, my parents told me nothing whatsoever. But I do remember looking at my headmaster delivering a sermon, a classicist, extremely clever... and thinking, he can't really believe all that, can he? How incredible!"

Sir David also said it was "terrible, terrible" when creationism and evolution were taught in schools as equivalent, alternative perspectives. "It's like saying that two and two equals four, but if you wish to believe it, it could also be five... Evolution is not a theory; it is a fact, every bit as much as the historical fact that William the Conqueror landed in 1066."

Speaking about the relationship between people and the rest of nature, Sir David said: "People say to me: 'What is a mosquito for? They're no good for anything!', The basic notion that the world is our oyster, that we have domination over all things, that they are here for us..." Asked where that view comes from, Sir David replied: "The Bible, of course. Genesis, chapter one."

Written By [Matt]

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Ateus, poetas & messias (excerto)

por João Pereira Coutinho

Eu estou revoltada com este texto. E me espanto de ninguém ter comentado ainda.

Eu odeio a idéia de que alguém que não acredita em Deus, por este fato, se assemelhar a escória da humanidade.

O que tem Deus haver com isso? Será que quando alguém passa a não acreditar em Deus a pessoa vira um imoral, um jegue, um hipócrita, um merda?

Por que isso? Qual é o preceito básico que diz que pessoas que são atéias ou agnósticas não podem ser boas, caridosas, tolerantes, que essas pessoas não tem valores?

Eu nem sou atéia, como muitos sabem, mas repudio esse texto, isso sim é a escória...é preconceito, é manipulação! Os ateus deveriam responder a altura! Alias, os cidadãos, que pregam uma sociedade justa e igualitária, tendo como pressuposto constitucional o respeito pelas crenças e também pela não crença deviam responder esse texto para esse cabeçudo ai, tal de João Pereira Coutinho.

P.S- Podia comentar aqui? Disse que não era para abrir outro tópico...

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pode comentar aqui sim, marina. o tópico serve para postarmos e comentarmos textos de periódicos. é apenas para evitarmos a abertura de tópicos individuais para cada notícia que surgir.

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Marina, sua indignação é mais do que válida e compreensível.

Esse tipo de coisa ocorre sistematicamente.

Mas o autor tem o direito a expressar seu pensamento.

Nós, ateus, também imputamos à religião muitas das mazelas do mundo.

mas uma das coisas mais arraigada no pensamento dos religiosos é que só existe o binômio deus-ética! Que aquele que não acredita em deus necessariamente é um crápula, imoral, antiético, desunamo, vadio e outros adjeitvos piores.

Posso dizer, que procionalmente conheço mais ateus corretos do que religiosos corretos, afinal para esses últimos, a cada erro ou atitude incorreta, é só dar uma rezadinha que está perdoado. hehehehe

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Eu estou revoltada com este texto. E me espanto de ninguém ter comentado ainda.

Eu odeio a idéia de que alguém que não acredita em Deus, por este fato, se assemelhar a escória da humanidade.

olá Marina! Costumo respeitar a liberdade de expressão das pessoas e esse texto expressa os valores nos quais o autor se baseia. Quando ele diz:

Pela boca de Karamazov, Dostoiévski formularia a pergunta que Feuerbach, Marx, Freud e também Nietzsche se recusaram a enfrentar: e se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a acção humana?
, isso nada mais é que um reflexo do pensamento baseado na moral crista e é óbvio que seja assim. Acho que embora sejamos ateus, precisamos ter consciencia da realidade, daquilo que nos cerca. Sinceramente, pouco me importa o que o povo pensa, se é que pensa, me importo com os meus valores e o que representa para mim a posição atéia que adoto. Claro que se me perguntarem eu responderei , mas não sou fanatica pelo ateismo, não curto esse lance de pregação. Pra mim não há "resposta á altura".
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Infelizmente, aparece sempre alguém para estragar a festa. Falo de Doistóievski, claro, disposto a contrariar o otimismo liberal da burguesia russa oitocentista, para quem Deus era um empecilho de modernidade. Pela boca de Karamazov, Dostoiévski formularia a pergunta que Feuerbach, Marx, Freud e também Nietzsche se recusaram a enfrentar: e se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a acção humana?

Eles se recusaram a responder essa pergunta? Uma pergunta idiota dessas?

Não me parece verídico isso aí. É um pensamento muito, mas muito ultrapassado. Dizer que o nosso limite ético está ligado a crença em deus. Uma idéia totalmente derrubada.

Essa possibilidade seria confirmada no século seguinte: um século devastado por grandes construções coletivistas, utópicas e rigorosamente ateias que libertaram um fanatismo e uma crueldade indistinguíveis do fanatismo e da crueldade das antigas religiões tradicionais.

Ele cometeu a mesma falácia que um ateu pode cometer ao dizer que acreditar em deus leva a violência. A crença ou descrença em deus só pode levar a violência se estiver aliada de dogmas. Um regime totalmente ateu pode ser fanático, o que não implica que o ateísmo leva ao fanatismo. Muito patético o que esse cara disse.

É assustadora a alienação de jornalistas. Justo eles que deveriam nos informar, parecem ser os mais desinformados.

P.S.: Eu não sei se seria uma boa idéia fazer o seguinte.

Postar todos as notícias neste tópico e, caso queiram discutir a notícia, abrir um tópico só para os comentários daesta. Daí a gente poderia botar um link no próprio post da notícia. O que acham?

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P.S.: Eu não sei se seria uma boa idéia fazer o seguinte.

Postar todos as notícias neste tópico e, caso queiram discutir a notícia, abrir um tópico só para os comentários daesta. Daí a gente poderia botar um link no próprio post da notícia. O que acham?

de acordo, contanto que o tópico renda uma discussão proveitosa, e não apenas seja mais um tópico aberto para posterior deleção prematura.

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Em que pese a boa intenção de deixar o fórum mais leve, sinceramente acho mais simples do jeito que tava: a pessoa criava um tópico com a notícia. Normalmente vão querer comentar sobre ela, aí dá na mesma ter um tópico à parte para discutir (foi criado um tópico adicional para a notícia), só que fica um vai-e-vem de links.

Das duas maneiras a discussão pode ser ou não proveitosa.

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Ação humana pode criar nova era geológica

A Terra é classificada em eras geológicas que duram dezenas de milhões de anos. Oficialmente estamos no holoceno, período de temperaturas amenas com início há 11 mil anos, depois da última Idade do Gelo. Agora alguns cientistas defendem a denominação de uma nova era, marcada pela influência do homem, supostamente de temperaturas mais elevadas. Trata-se do antropoceno (a palavra deriva de “anthropos”, homem em grego).

Em artigo publicado na revista científica Geological Society of America, os geólogos Jan Zalasiewicz e Mark Williams, da Universidade de Leicester, na Inglaterra, afirmam já haver evidências geológicas suficientes para o reconhecimento de um novo período. A passagem de uma era para outra acontece quando há transformações no padrão de rochas e sedimentos. Desta vez as mudanças se devem principalmente à ação do homem. “As transformações estão acontecendo muito rapidamente. E os sinais são muito claros”, dizem os geólogos. Eles apontam algumas evidências:

Montanhas de concreto. O homem está mudando materiais e elementos da superfície terrestre mais rapidamente do que os eventos naturais, como as correntezas dos rios. No lugar de areias e pedras estão sendo deixadas montanhas de concreto – estima-se que a produção seja de 1 tonelada de concreto por habitante do planeta a cada ano.

Fim dos corais. É fenômeno devido ao aumento das temperaturas e da acidez das águas dos oceanos.

Registros fósseis. A extinção de espécies e os resíduos humanos estão alterando as camadas geológicas.

Mais CO2 que os vulcões. O gás carbônico liberado pelo homem já supera a emissão dos vulcões.

Fonte: http://revistadasemana.abril.com.br/edicoe...te_269748.shtml

Outros links sobre o assunto:

http://schirrmann.blogspot.com/2008/02/o-q...ntropoceno.html

http://cienciahoje.uol.com.br/107448

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http://veja.abril.com.br/261207/p_070.shtml

Os resultados dessa pesquisa não são animadores, pois encaram o ateísmo como uma coisa ruim, e os que supostamente são ateus não assumem sua posição. <_<

Uma pena pois quando vi o índice de 59,85 % de população ateia fiquei feliz, mais depois fui desanimando, também achei que a Revista VEJA poderia ter encarado o ateísmo como uma coisa normal (que é), mais não, ela impôs ateísmo como uma coisa ruim, ela fez meio que uma propaganda contra ao meu ver.

E gostaria de fazer um comentário meio bobo.

Abaixo da foto do bispo de tal cidadezinha tem um comentário: "O bispo Raimundo, em seu templo: o altar é de compensado, custou 180 reais, mas o som é de primeira"

Achei ridículo :lol:

Desculpem por algum eventual erro

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01/02/2009 - 09h33

Após trabalho com índios no Amazonas, missionário evangélico vira cientista ateu

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia...06u497009.shtml

CLAUDIO ANGELO

editor de Ciência da Folha de S.Paulo

O americano Daniel Everett, 55, negou Deus por duas vezes. Primeiro o Deus literal, cristão, cuja inexistência declarou depois de conviver por décadas com os índios pirahãs, do Amazonas, com o propósito inicial --frustrado-- de traduzir a Bíblia para a sua língua. Depois, o deus dos intelectuais, Noam Chomsky, cuja Gramática Universal, a mais ilustre de todas as teorias linguísticas, passou a ser questionada por Everett justamente por causa de peculiaridades do idioma pirahã.

Professor da Universidade do Estado de Illinois, Everett tem protagonizado nos últimos anos uma verdadeira guerra com os linguistas da escola de Chomsky, os generativistas.

Ele afirma que seus estudos sobre a língua pirahã --iniciados em 1977 quando ele veio para o Brasil a serviço da organização missionária Summer Institute of Linguistics, ou SIL-- derrubam a Gramática Universal por uma série de fatores.

O idioma pirahã, diz Everett, não partilha supostos universais linguísticos tidos como essenciais para a Gramática Universal, segundo a qual a biologia humana molda a linguagem e a variação gramatical possível nas diferentes línguas. O principal ponto é a alegada falta de recursividade do pirahã, ou seja, a capacidade de formar frases infinitamente longas encaixando elementos um no outro.

No fim do ano passado, Everett lançou no Reino Unido o livro "Don't Sleep, There Are Snakes" ("Não Durma, Aqui Tem Cobra"), no qual desenvolve mais amplamente, para o público leigo, sua tese.

A obra vai muito além da linguística. Ele narra sua trajetória de três décadas entre a tribo, uma verdadeira saga que envolveu mudar-se com a mulher e três filhos pequenos dos EUA para o meio da selva, uma crise de malária que o fez remar por horas e viajar por dias de barco para salvar sua mulher (que insistia para ficar na aldeia, esperando que Deus a curasse) e ameaças de morte. E todo o processo que o fez se transformar de missionário evangélico em cientista ateu.

É cedo para dizer se as ideias de Everett representam um golpe mortal para a teoria chomskiana. (Não seria de todo impensável: o próprio Chomsky protagonizou um episódio desses, quando pôs abaixo em 1959, com um único artigo, toda a psicologia behaviorista de B. F. Skinner.) "Don't Sleep, There Are Snakes" não avança nesse sentido.

No entanto, é um livro que precisa ganhar logo uma versão brasileira, por conta do olhar perspicaz de Everett sobre a vida na Amazônia.

Enquanto militares e ministros do Supremo discutem se as terras indígenas representam perda de soberania sobre a floresta, Everett e outros "gringos" que escrevem bons livros a respeito da região acabam por internacionalizá-la metaforicamente, ao aproximá-la do coração e da mente de seus leitores... em inglês.

De seu escritório em Illinois, falando um português com sotaque manauara, Everett deu a seguinte entrevista à Folha:

(entrevista completa, para quem se interessar está no link a seguir: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia...06u497009.shtml)

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Pessoal,

Segue abaixo o começo da matéria sobre o missionário que se tornou ateu:

O americano Daniel Everett, 55, negou Deus por duas vezes. Primeiro o Deus literal, cristão, cuja inexistência declarou depois de conviver por décadas com os índios pirahãs, do Amazonas, com o propósito inicial --frustrado-- de traduzir a Bíblia para a sua língua. Depois, o deus dos intelectuais, Noam Chomsky, cuja Gramática Universal, a mais ilustre de todas as teorias linguísticas, passou a ser questionada por Everett justamente por causa de peculiaridades do idioma pirahã.

...

Matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia...06u497009.shtml

Deve ter sido difícil pra ele aceitar a inexistência de Deus sendo missionário, lado tão oposto do ateísmo.

(Não sei se postei certo, ou se é de costume postar notícias assim, caso não, me avise pois sou novo).

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Pessoal,

Segue abaixo o começo da matéria sobre o missionário que se tornou ateu:

O americano Daniel Everett, 55, negou Deus por duas vezes. Primeiro o Deus literal, cristão, cuja inexistência declarou depois de conviver por décadas com os índios pirahãs, do Amazonas, com o propósito inicial --frustrado-- de traduzir a Bíblia para a sua língua. Depois, o deus dos intelectuais, Noam Chomsky, cuja Gramática Universal, a mais ilustre de todas as teorias linguísticas, passou a ser questionada por Everett justamente por causa de peculiaridades do idioma pirahã.

...

Matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia...06u497009.shtml

Deve ter sido difícil pra ele aceitar a inexistência de Deus sendo missionário, lado tão oposto do ateísmo.

(Não sei se postei certo, ou se é de costume postar notícias assim, caso não, me avise pois sou novo).

Folha - O sr. entrou na Amazônia como um missionário cristão e saiu de lá como um cientista ateu. Como aconteceu essa "desconversão"?

Daniel Everett - Eu nunca me converti até os 17 anos, quando comecei a namorar uma filha de missionários. Eles me falaram sobre as necessidades dos índios do Amazonas. Eu, como novo cristão, pensei que isso seria melhor que ficar nos EUA. Em 1978 eu fui para a Unicamp fazer mestrado, e obviamente não tem muito fundamentalista lá. E comecei a admirar muito o Aryon [Rodrigues, orientador de mestrado de Everett e principal estudioso de línguas indígenas do Brasil, hoje na UnB].

Uma vez ele me convidou para uma palestra que o Darcy Ribeiro foi dar na Unicamp quando voltou do exílio. A ideia de chegar para o Darcy Ribeiro e dizer que ele ia para o inferno sem Jesus Cristo parecia tão ridícula que eu comecei a pensar sobre essas crenças. Quando comecei a falar com os pirahãs, fiquei no meio do mato conversando com um grupo de pessoas que nunca manifestaram interesse nesse Deus do qual eu falava.

Pensei: "O que eu estou dizendo realmente deve ser muito irrelevante para eles". E finalmente eu vi que intelectualmente eu não podia mais sustentar essa crença em mim.

É o que eu sempre digo: nada é impossível nesse mundo! O cara, que era um missionário evangélico, se tornou ateu! Mas esse teve que sofrer na pele pra ver a verdade! É por isso que digo: ninguém vira ateu sobre a influência dos outros! As pessoas é que devem descobrir por si mesmas! Como foi o meu caso! Só que uma mãozinha não faz mal!

:rolleyes:

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Amigos ....

Mais um artigo nos atacando !!!!

Explosão de soberbaCláudio Lembo

De São Paulo

Paira um espectro sobre a Europa. Não é o espectro do comunismo. Fere um dos mais profundos sentimentos do Ocidente. A crença em Deus. Em países, antes arraigadamente católicos, estende-se a onda do ateísmo.

Não se trata de manifestações individuais. Ao contrário, formam-se coletivos para o exercício de ativa militância contra o divino. Campanhas publicitárias se desenvolvem.

Nas laterais dos ônibus da cidade de Barcelona, cartazes refletem esta situação. Dizem: Provavelmente, Deus não existe. Viva e goze a vida. A iniciativa tende a se estender a outras cidades da Espanha.

A autoria dos dizeres é de uma associação de ateus e livres pensadores. Houve resposta. Apareceram faixas em oposição: Você verá, quando tudo fracassar, restará Deus.

O fenômeno não se restringe ao espaço ibérico. No leste europeu existem países com alto percentual de pessoas que se declaram ateus. Mais de setenta por cento na Hungria.

Os franceses são autores de uma extensa bibliografia. Um combate contínuo contra a figura de Deus. Certamente, originário do pensamento iluminista.

O iluminismo, como posteriormente o marxismo, pretendeu colocar o homem no centro do universo, concebendo um humanismo materialista. Este, em seus primórdios, exercia grande influência entre os intelectuais.

Com o passar dos séculos e o surgimento do consumismo sem limites, o ateísmo ingressou na consciência das pessoas comuns. Os valores religiosos foram substituídos por um hedonismo selvagem.

Vale consumir e aparecer. Não importa qualquer aproximação com o Superior. Daí um passo para a negação de Deus. Antes o agnosticismo e em seguida uma posição expressa de contestação.

Os ateus não querem aceitar uma figura além da História. Desejam ser senhores de suas trajetórias, sem qualquer intromissão externa. Querem ser deuses individuais.

De há muito, os não-crentes passaram a preocupar os membros das religiões monoteístas. Ordens religiosas católicas apontam para a presença do ateísmo nas universidades da Ásia, África e América Latina.

Aqui, segundo estas fontes, a motivação seria diversa da existente nas sociedades afluentes. Um novo aspecto é apontado. A presença da injustiça como um fator de descrença.

Exatamente isto: a injustiça presente em todos os desvãos das sociedades latino-americanas leva a juventude a descrer. Encontrar, nas imensas diferenças sociais, motivo de não-crença.

Nota-se, pois, o encontro de duas vertentes nos países latino-americanos. Aquela que leva ao materialismo pelo excesso de consumo e de benesses e a outra que aponta para a carência dos bens mínimos para a sobrevivência.

Caro que estas posições de ponta não atingem todos os países de igual maneira. Graças às raízes africana, indígena e portuguesa, no Brasil existe um misticismo disperso.

Este atinge todas as camadas da sociedade. A crença no divino é inerente à formação brasileira. Com um traço específico. Os cultos de origem africana e indígena possuem um forte contingente panteísta.

Este nem sempre é percebido, em virtude do sincretismo religioso oriundo dos tempos das práticas escravagistas. O que se assemelhava aos rituais cristãos continha as práticas dos cultos dos ancestrais.

A natureza é traço marcante destes cultos. Ela se mostra por inteiro na forma de viver dos brasileiros. Convivem com natureza em seus vários aspectos. A exibição desinibida dos corpos é um deles.

Pode-se adiantar que a militância dos não-crentes não terá êxito entre os brasileiros. É própria de povos frustrados e deprimidos. No entanto, não se deve esquecer que a divindade, por aqui, tem um traço panteísta.

Como praticada na Europa, a descrença pode conduzir a um niilismo sem igual. A perda de referências leva as pessoas a um individualismo sem precedentes.

A um mundo sem valores e propício à prática de quaisquer atos. A crise financeira dos países centrais, certamente, tem grande parcela deste individualismo contemporâneo. Alarmantemente sem valores.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

Fale com Cláudio Lembo: claudio.lembo@terra.com.br

http://terramagazine.terra.com.br/interna/...de+soberba.html

Os negritos são meus !!!!

Algum comentário ?????

Atenciosamente,

Rommel

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O que se esperar de um escudeiro de Paulo Salim Maluf, capacho de generais da ditadura, militante da antiga Arena e agora de disfarçados partidos reacionários.

Enquanto desejar o poder, custe o que custar esse "pensador" vai querer sermpre a religião ao seu lado para continuar usando como um dos instrumento de dominação.

Artigo preconceituoso, falacioso, procura forçar uma interação - comunismo-hedonismo selvagem-ateísmo-"auto endeusamento", mostrando que não mede os meios para proteger os seus interesses (que certamente não são os interesses do povo!)

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Contradição gritante: a Hungria com 70% de ateus.

"Encontrar, nas imensas diferenças sociais, motivo de não-crença."

"É própria de povos frustrados e deprimidos."

Bom, seguinte: é muito normal falarem de ateus apoiados na mais absoluta ignorância, tanta que o cara não percebe nem a contradição nos exemplos que escolhe para um mesmo texto.

É muito normal a ignorância e o preconceito alimentado pelas igrejas. Ateus serem a escória da humanidade e causa provável de todos os problemas do mundo (porque deus estaria puto com a gente e desconta, olha só, em outras pessoas. Desconta em New Orleans e Santa Catarina, desconta nos crentes da Renascer, desconta nos esfomeados da África). Deus não tem a hombridade de vir até aqui e dizer na minha cara que está puto comigo. Por que será?

Por mais que seja normal hoje em dia, não é de se esperar desses colunistas de jornais ou portais da Internet. O trabalho deles é fornecer informação e opinião. Estudaram e foram selecionados para isso. Informação tem que ser baseada na verdade. Opinião é opinião, mas ninguém pode sair por aí vomitando opiniões ofensivas. Então que não passem essa informação tão escrotamente distorcida. Que opinem mas se segurem na hora de ofender.

Como jornalistas e colunistas, estão fazendo serviço de preto. Ah, essa expressão já é chocante hoje em dia. Como sinônimo de serviço mal feito é ofensiva e preconceituosa, porque o cara ser preto não tem nenhuma relação com ele fazer serviço mal feito... Hoje já aprenderam a respeitar seja por bom senso ou pela aplicação da lei. A gente tem que conseguir isso também.

É o caso sim de todo mundo reclamar com o jornalista/colunista e com o chefe dele, exigindo respeito.

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Eu concordo com você Sérgio Rodrigues.

Cabe uma resposta tanto a este texto, quanto ao do João Alberto Coutinho, texto que eu me rebelei há uns dias atrás. Nem que seja para o e-mail deles.

A afirmação de que ser ateu é não ter valores é de um preconceito e irracionalidade tão injustos quanto o racismo.

Quiser encabeçar alguma coisa, eu te ajudo.

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Marina, obrigado pelo apoio. Eu me referia ao texto do Joao Pereira Coutinho na Folha também. Por hora não penso em mais do que e-mails para o Cláudio Lembo e o João Pereira Coutinho, além dos veículos que os abrigam, a Folha e o Terra, contestando e reclamando da postura de preconceito deles.

A persistir essa postura deles ou de outros jornalistas me parece até o caso de demanda judicial. Acho que uma das coisas que a Atea pode fazer é nos representar coletivamente nesses casos. Estou lá e o Rommel está também.

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Na semana passada saiu essa matéria na IstoÉ:

Ateus, graças a Deus

Conflitos de cunho religioso e pressão cultural de fundamentalistas incentivam cidadãos a enfrentar o preconceito contra quem não tem fé

Apesar do título, a matéria é boa.

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Marina, obrigado pelo apoio. Eu me referia ao texto do Joao Pereira Coutinho na Folha também. Por hora não penso em mais do que e-mails para o Cláudio Lembo e o João Pereira Coutinho, além dos veículos que os abrigam, a Folha e o Terra, contestando e reclamando da postura de preconceito deles.

A persistir essa postura deles ou de outros jornalistas me parece até o caso de demanda judicial. Acho que uma das coisas que a Atea pode fazer é nos representar coletivamente nesses casos. Estou lá e o Rommel está também.

Sérgio Rodrigues,

Como falei antes, acho interessante uma resposta dos ateus, ou de qualquer um do povo. Uma resposta sem críticas nenhuma às crenças, nem propaganda à não crença, apenas monstrando que não tem nada que embase a idéia de que ser ateu é não ter valores.

Quanto à Justiça, acho que tem guarida sim, já que o Art 5º inciso VI da Constituição Federal encabeça a "inviolabilidade de consciência e de crença", mas não sei se esta atitude é boa, acho que a Justiça tem mais o que fazer, sei lá, parece também meio fanatismo, o que vai aproximá-los das atitudes radicais das outras religiões...

Bye!

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Em meio a polêmica, Vaticano exige que bispo recue de negação do Holocausto

Da Folha Online - com France Presse, Associated Press e Reuters

Em comunicado, o Vaticano exigiu nesta quarta-feira que o bispo Richard Williamson negue "de forma inequívoca e pública" seus questionamentos a respeito da dimensão do Holocausto como um requisito para ser reabilitado na Igreja Católica. O documento afirma também que o papa Bento 16 não sabia do posicionamento do bispo quando suspendeu a excomunhão dele e de mais três bispos tradicionalistas, no último dia 24.

O ato do papa tem sido alvo de discussão entre católicos e judeus e é o último de uma série de episódios que levantaram acusações de antissemitismo contra Bento 16.

Desta vez, a polêmica começou com a reabilitação de Williamson e de outros três bispos excomungados nos anos 80 por terem sido consagrados pelo arcebispo ultraconservador Marcel Lefebvre sem autorização do então papa, João Paulo 2º. Lefebvre liderava, então, religiosos que se opunham às mudanças na Igreja introduzidas pelo Concílio Vaticano 2º, como o fim do uso do latim durante as missas.

O gesto de aproximação com o grupo conservador, no entanto, acabou nublado pela divulgação de uma entrevista concedida por Williamson a uma TV sueca na qual ele questiona o Holocausto. "Acredito que não existiram câmaras de gás e [apenas] entre 200 mil e 300 mil judeus sofreram nos campos de concentração."

Polêmica

Os grupos judaicos reagiram imediatamente à reabilitação do bispo, e o rabinato de Israel cortou todos os laços com o Vaticano. Em uma carta envida à Santa Sé, o diretor geral do rabinato, Oded Weiner, suspendeu um encontro entre judeus e cristãos programado para o início do mês que vem. "Sem uma desculpa pública será difícil continuar com este diálogo."

O Vaticano logo afirmou que discorda de Williamson e que a decisão de readmiti-lo não tem relação com o episódio. O cardeal Walter Kasper, responsável pelas relações da igreja com os judeus, chamou as declarações de "estúpidas" em um editorial do jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", e disse que o antissemitismo "não é objeto de discussão".

Desde então, o papa ainda condenou quem tenta negar o Holocausto, e o próprio Williamson escreveu uma carta em que pediu desculpas pelas "observações imprudentes".

Alemanha

Nesta terça-feira (3), a polêmica esquentou com as declarações da chanceler alemã, Angela Merkel, que é protestante, exigindo que Bento 16 deixe "bem claro" que rejeita a negação do Holocausto --cerca de 34% dos alemães declaram-se católicos, e 34%, protestantes. Ainda nesta terça-feira, o jornal "Bild", o mais vendido da Alemanha, afirmou que o papa "cometeu um erro grave" e que o "fato de ser um papa alemão torna a questão especialmente ruim".

Na Alemanha, é crime negar a existência do Holocausto.

Outros episódios

Os atritos entre o Vaticano e o judaísmo se acirraram recentemente com a reabilitação dos bispos e, no começo de janeiro passado, com as declarações do cardeal Renato Martino, o presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz do Vaticano, segundo o qual Gaza, sob ataque israelense, assemelhava-se a um "grande campo de concentração".

Em 2007, o papa enfureceu muitos judeus ao suspender restrições a missas em latim com o rito tridentino, que contém uma oração pela conversão dos judeus. A Associação dos Rabinos Italianos decidiu, em resposta à decisão sobre a missa, boicotar as celebrações do dia anual de diálogo interreligioso entre judeus e cristãos, no último dia 17, instituído pelo papa João Paulo 2º como uma forma de combater o antissemitismo.

Outra fonte de atrito entre o Vaticano e Israel é o processo de beatificação do papa Pio 12, que liderou a igreja na Segunda Guerra e é acusado por grupos judaicos de ter fechado os olhos à perseguição nazista aos judeus. Em 2008, Bento 16 barrou o processo que poderia levar o antecessor a ser declarado santo, pedindo um estudo aprofundado sobre o assunto. O atual papa destacou, no entanto, o que chamou de trabalho silencioso de Pio 12 em favor dos judeus, nos tempos do Holocausto.

[fonte:

Folha Online]

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5/02/2009 - 12h03

Governo estuda flexibilizar tratamento a usuários de drogas

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RENATA GIRALDI

da Folha Online, em Brasília

O governo federal avalia a hipótese de flexibilizar o tratamento dado aos usuários de drogas no país, reduzindo a repressão policial e ampliando as alternativas destinadas aos programas de saúde para os dependentes químicos.

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), no entanto, afastou nesta quinta-feira a possibilidade de o governo liberar o uso de drogas no país. Ele admitiu ainda que a questão é polêmica e envolverá vários debates sobre o tema.

"Isso não tem nada que ver com a ideia de liberou geral ou droga é ótimo e faz bem para saúde", afirmou Minc. Além dele, participam da discussão sobre o assunto os ministros Tarso Genro (Justiça), Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e José Gomes Temporão (Saúde).

Segundo Minc, na próxima semana, os quatro ministros se reunirão para discutir o assunto e buscar uma definição sobre o tema. "[O objetivo do debate] é como se enfrentar isso e de forma eficiente. O tipo de enfrentamento baseado na questão policial não tem resultados, gastam-se fortunas, os Estados Unidos, por exemplo, gastam mais de US$ 100 bilhões de dólares e cada vez tem mais usuários e traficantes. A nossa interpretação é que se resolver com apenas repressão não gera efeitos. É um assunto controverso", disse.

Para Minc, a questão sobre o uso e consumo de drogas deve ser conduzida pelo Ministério da Saúde. Segundo ele, o ideal é realizar campanhas de prevenção e esclarecimento e estabelecer sistemas para o tratamento de dependentes químicos.

"Hoje em dia você tem pouca informação, pouca prevenção e poucos programas para pessoas que são realmente dependentes e há uma visão de que você vai resolver um problema de dependência única e exclusivamente por meio da polícia", disse o ministro. "Não pode ser assim."

Ele afirmou que o sistema que será adotado pelo governo federal ainda não foi definido. Para ele, os eixos devem ser mudanças na legislação para impedir extorsões e chantagens aos usuários e suas famílias, decretos que normatizem o que já está na lei e mais as campanhas de esclarecimento.

"Nós temos uma concepção que o consumo de drogas é mais uma questão de saúde pública do que assunto de polícia", disse Minc. "Muitas vezes as famílias dos consumidores e dependentes são objeto de extorsão, isso não é surpresa."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidia...95u499337.shtml

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E a Globo só falou que o Papa exigiu retratação do tal bishop, mas não que antes a Angela Merckel teve que chamar na chincha sua santidade.

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