Prolifico

A força da grana

143 posts neste tópico

8 minutos atrás, Membro Fantasma disse:

Ora, a litigância de má-fé já era punida com 1% do valor da causa. Agora, com a nova lei, é punida com 10% do valor da causa - que até acho até justo. Porém, pagar para entrar com a ação, pagar perito, pagar sucumbência ao perder a ação. Que absurdo é esse??!! Se o governo quisesse apenas coibir causas absurdas, bastava somente punir a litigância de má-fé. Mas não, além de aumentar a pena pela litigância de má-fé mudou foi tudo, armando uma maracutaia legal para garantir a impunidade do empregador e coibir ao máximo que os trabalhadores busquem seus direitos.

Tá na cara, só não vê quem não quer. 

O valor principal não foi por ma fé, é pelo valor da causa, que é outro ponto interessante, porque antes os advogados jogavam o preço la para cima justamente para conseguir um acordo mediano. O valor pela causa seria de 5% a 15%.

Você não leu direito a sentença portanto. foram 5000 pela custas (10% do valor pedido), 1000 pelo pedido não ter sido acolhido e 2500 por ma fé. E provavelmente nem vai pagar, pois caso não tenha condições ele caduca em 2 anos, a não ser que ele tivesse que receber outro valor neste período por outra causa.

Citar

De acordo com a nova legislação, a obrigação de pagar as custas também vale para quem conseguir a Justiça gratuita, mas as regras para quem tiver esse benefício são um pouco diferentes. Caso perca a ação, o trabalhador que conseguiu a gratuidade pode ter que pagar os honorários caso tenha tido ganho financeiro em juízo, mesmo que em outro processo.

Se não for esse o caso, fica liberado do pagamento por dois anos e, se mostrar que não pode acertar as contas nesse prazo, a obrigação é extinga.

A regra é semelhante para o pagamento de perícia. Agora, esse custo ficará a cargo da parte vencida — seja a empresa, seja o empregado. Se o perdedor no processo for beneficiário da Justiça gratuita, terá a opção de pagar com o dinheiro obtido em outro processo. Se não for o caso, esse custo fica com a União, como ocorre hoje.



Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/com-base-na-reforma-juiz-condena-trabalhador-pagar-custas-de-processo-empresa-22063190#ixzz4yQHTFtRn 
stest 

 

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1 hora atrás, lonewolf disse:

O valor principal não foi por ma fé, é pelo valor da causa, que é outro ponto interessante, porque antes os advogados jogavam o preço la para cima justamente para conseguir um acordo mediano. O valor pela causa seria de 5% a 15%

Você não leu direito a sentença portanto. foram 5000 pela custas (10% do valor pedido), 1000 pelo pedido não ter sido acolhido e 2500 por ma fé. E provavelmente nem vai pagar, pois caso não tenha condições ele caduca em 2 anos, a não ser que ele tivesse que receber outro valor neste período por outra causa.

1º - O juiz não é obrigado a se coadunar com o valor da causa. Se o advogado pede 30 mil, o juiz pode, ao analisar os fatos e o direito, condenar em apenas 2 mil, por exemplo (e geralmente é assim, ou você acha que juiz é trouxa de sair distribuindo dinheiro de graça ao trabalhador só porque o advogado aviltou o valor da causa? Não existe essa de "acordo mediano", isso não negociação em loja de penhor rsrs). Logo, essa lei se mostra apenas como uma arma de inibição ao trabalhar. 

E há casos em que o valor da causa é puramente técnico e objetivo, como p.ex. cálculos de horas extras, férias, gorjetas, verbas rescisórias etc; quando são esses, o advogado tem que demonstrar tudo objetivamente, com exceção de alguns casos em que o ônus recai sobre o empregador.

2º - Eu li direito e entendi, sim. Acontece que o juiz ainda foi bonzinho e não aplicou a multa de 10% pela litigância de má-fé (a multá é de até 10%). No caso que vc citou, como o trabalhador teve que pagar "apenas" 2,5 mil de multa pela má fé, o juiz aplicou apenas 5% de multa (mas poderia ter pedido até 5 mil, ou seja 10%). E ainda foi bonzinho novamente, pois não aplicou os 15% que poderia aplicar sobre os 50 mil, já que poderia ter pedido 7,5 mil pelas custas (15% sobre o valor do pedido - a nova lei prevê de 5 a 15%).

Quanto a essa de não pagar se não tiver condições, eu ainda não pesquisei sobre, quanto tiver mais tempo o farei. 

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11 minutos atrás, Membro Fantasma disse:

No caso que vc citou, como o trabalhador teve que pagar "apenas" 2,5 mil de multa pela má fé, o juiz aplicou apenas 5% de multa (mas poderia ter pedido até 5 mil, ou seja 10%). 

Não, la está bem claro, a ação foi de 50.000, 10% da 5.000, os 5.000 não são multa por má fé, são os custos em cima do valor pretendido, os 2.500 foram por conta de ma fé.

 

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2 horas atrás, lonewolf disse:

Não, la está bem claro, a ação foi de 50.000, 10% da 5.000, os 5.000 não são multa por má fé, são os custos em cima do valor pretendido, os 2.500 foram por conta de ma fé.

Hora nenhuma discordei disso, eu só disse que o juiz poderia ter "cobrado" mais se quisesse:

Valor da causa : 50 mil reais   

Valor aplicado pelo juiz em relação as custas da ação (sucumbência) = 10% do valor da causa = 5 mil reais

- Valor que o juiz poderia ter aplicado em relação as custa da ação (sucumbência) = 15% do valor da causa = 7,5 mil (o juiz pode aplicar de 5% a 15%)

Valor aplicado pelo juiz em relação a litigância má-fé  = 5% do valor da causa = 2,5 mil reais

Valor que o juiz poderia ter aplicado em relação a litigância má-fé  = 10% do valor da causa = 5 mil reais (o juiz pode aplicar de 1% a 10%) 

Foi isso que eu disse! 

 

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@lonewolf Fiquei pasma com a ignorância demonstrada por este senhor. As leis americanas são totalmente diferentes! Lá eles não classificam: essa lei é trabalhista, aquela não é. Todas as pendências civis são resolvidas em tribunais com base em "jurisprudência"! Qualquer pessoa que estudou um mês numa faculdade de direito sabe isso!
Além disso, a maioria das leis são "estaduais", então existe uma quantidade imensa de jurisprudência cheia de diferenças de tratamento.
"E as disparidades entre as leis trabalhistas estaduais são tamanhas que, segundo a consultoria Hiscox, o risco de o empregador ser processado por um empregado pode variar de 15% (Missouri) a 66% (Novo México). "
Dêem uma lidinha no texto abaixo, foi o melhor que achei na Internet.
 https://jota.info/artigos/a-reforma-trabalhista-e-o-sonho-americano-11062017

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Não adianta tentarem utilizar nações tão disparates economicamente e culturalmente como Brasil e EUA para este assunto. Quando vc vive num local onde o medo do desemprego e da falta de renda não são pesadelos horrendos como aqui, as circunstâncias evidentemente podem ser bem diferentes. Eu prefiro muito mais viver num local onde tem trabalho sobrando com remuneração digna e custo de vida mais digno ainda, do que num sub mundo cheio de leis protecionistas e escassas vagas de trabalho. O problema é como trabalhar da melhor forma possível o não protecionismo nas nações onde querer trabalhar nem sempre é opção e estar disponível e preparado para o mercado não significam lá muita coisa.  

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O que Reagan disse na década de 80 e ainda não aprendemos. "A melhor política social é ter um emprego.". Aqui não temos nada, nem emprego, nem cidadania, mas o pobre com salário mínimo compra um saco de arroz no mercado e paga o mesmo imposto que o dono do Bradesco.

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14 horas atrás, Ypatia de Alexandria disse:

@lonewolf Fiquei pasma com a ignorância demonstrada por este senhor. As leis americanas são totalmente diferentes! Lá eles não classificam: essa lei é trabalhista, aquela não é. Todas as pendências civis são resolvidas em tribunais com base em "jurisprudência"! Qualquer pessoa que estudou um mês numa faculdade de direito sabe isso!

Mas foi exatamente o que ele disse, que são diferentes e lá não tem muita proteção trabalhista, jurisprudência não gera burocracia, são julgados por caso, não gera impostos. E analisou o que acarreta esse excesso de legislação, tornando caro e burocrático empregar alguém.

Perguntas que lhe faço:

É barato e simples manter funcionários? E barato e simples dispensar funcionários?

E manter não falo do salário, e sim da penca de impostos e contabilidade necessária para se manter atualizado com as modificações constantes.

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11 horas atrás, Russell disse:

Não adianta tentarem utilizar nações tão disparates economicamente e culturalmente como Brasil e EUA para este assunto. Quando vc vive num local onde o medo do desemprego e da falta de renda não são pesadelos horrendos como aqui, as circunstâncias evidentemente podem ser bem diferentes.

Mas nas discussões sempre querem trazer o wellfare state dos países nórdicos sem fazer o que os países nórdicos fizeram com um livre mercado, ou não ter armas como no japão mas não querer ter tolerância zero com as drogas e pena de morte, não que sejam responsáveis pela baixa criminalidade mas faze parte da cultura. Na realidade citam muitos exemplos para aplicar no brasil sem querer saber como foi feito ou os fatores que influenciam.

11 horas atrás, Russell disse:

O problema é como trabalhar da melhor forma possível o não protecionismo nas nações onde querer trabalhar nem sempre é opção e estar disponível e preparado para o mercado não significam lá muita coisa

Acho que tudo é um processo, a mentalidade do brasileiro é contra o empreendedorismo e a favor de viver do funcionalismo público. Basta ver que aqui a juventude se prepara para concursos e não para inovar.

O sonho do brasileiro é ser servidor, porque lá se ganha benefícios sem qualquer risco, e brasileiros não querem correr qualquer risco e tentam emular essa segurança forçada no setor privado, aonde acham simplesmente que é um absurdo alguém ser demitido. Além de não existir praticamente nada voltado para inovação tecnológica e científica, a maioria das boas mentes nestes setores vão para o exterior simplesmente porque aqui não é viável empreender é viável trabalhar para o governo.

Para criar empregos deve-se estimular que se criem empresas e não repartições públicas, que seja interessante e não preocupante (mais do que necessário) abrir um negócio sem ter medo de ter perdido seus recursos, tempo e esforços porque você violou uma das centenas leis e impostos.  

Além de que empreender aqui é quase o mesmo de ser um explorador ou bandido, quando comentamos algum coisa que seja contra o empresariado logo soltam o jargão: "mas não vá pensando que empresários são bonzinhos". Obviamente que não são e nem precisam ser bonzinhos, a única obrigação é cumprir a lei, mas parece sempre ter um ressentimento ou mesmo asco. Então o mais difícil é mudar essa mentalidade que é uma grande contribuinte para o atraso aqui.

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11 horas atrás, Prolifico disse:

O que Reagan disse na década de 80 e ainda não aprendemos. "A melhor política social é ter um emprego.".

E ele estava corretíssimo. Eu só somaria a isso a inclusão da informação de que o recebimento pelo trabalho deveria ser suficiente para se viver dignamente. Sem luxos mas dignamente considerando o custo básico do essencial. Mas é evidente que nosso problema é muito mais pornográfico do que econômico em si. Eu sou a favor do Estado forte porém austero e honesto. Nessa merda de Brasil temos funcionários no congresso que servem café ganhando 15 mil reais e professores ganhando 953,00 reais. Ascensoristas ganhando 18 mil reais e policial militar 1.300,00 reais. E se formos fazer a verificação do custo total da máquina (municipal/estadual/federal) chegaremos a números que nem mesmo o maior simpaticista estatizador conseguiria defender pois é indefensável sob qualquer argumentação. O Estado tem que ser máximo e vigoroso onde ele não pode faltar e mínimo ou até mesmo ausente onde ele não se faz necessário. Entendendo o "vigoroso" como eficiente, atuante, honesto e que cumpra exclusivamente o seu necessário papel, nada além disso. Como chegarmos à isso é que são elas. 

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Aqui não temos nada, nem emprego, nem cidadania, mas o pobre com salário mínimo compra um saco de arroz no mercado e paga o mesmo imposto que o dono do Bradesco.

  E vc já reparou que nem o PMDB, nem o PRN, nem o PSDB e nem o PT tiveram culhões para mudar isso quando estiveram no comando? Na verdade nem se trata de culhões, mas nunca foi o objetivo sequer deles. Já o Dr. Eduardo Jorge e o Ciro possuem falas e ideias de mudar isso e mudar de forma bem acentuada e contundente e este é exatamente um dos (entre tantos outros) motivos que eles nunca serão presidentes. São pessoas que entendem justamente que para se conseguir atingir algo parecido ou próximo de um welfare state canadense (nem cito o nórdico) é necessário primeiro fazer uma série de rearranjos na mentalidade do brasileiro e reajustes tamanhos de conduta moral, fiscal e econômica, que o caminho para isso não atrai muitos os que estão na parte superior da pirâmide e diretamente envolvidos na eleição de quem será o presidente da república. E não citei nome de liberais como do ex-banqueiro João Amoêdo, que é um homem inteligente também, pois não acredito que a mudança de estado grande, corrupto e parasita para um estado mínimo, justo e eficiente, possa ser feito de maneira rápida e radical. Os modelos de "transição" propostos pelos candidatos citados por mim me parecem mais "pé-no-chão" e adequados a nossa realidade cultural, política e empresarial. Mas não sei de o Dr. Eduardo está apto ao tamanho do cargo em termos de conseguir aplicar o que propõe e se o Ciro não ficará apenas nas bravatas. Mas não vou me "torturar" com isso pois não tenho bola de cristal para saber e na democracia a gente tem que dar a chance para a pessoa mostrar até onde vai o discurso e começa a ação de fato.
 

Citar

 Obviamente que não são e nem precisam ser bonzinhos, a única obrigação é cumprir a lei, mas parece sempre ter um ressentimento ou mesmo asco. Então o mais difícil é mudar essa mentalidade que é uma grande contribuinte para o atraso aqui.

O meu asco é que políticos (a máquina em si) e os grandes empresários estão unidos desde sempre para manter a base da pirâmide desesperada por qualquer migalha, afinal sobreviver é preciso. Essa mentalidade eu não sei como mudar, pois estatizado ou privatizado eles dão um jeito da coisa ser assim. E isso não tem a ver com o país ser "pobre", pois não somos a tal ponto, tem muto a ver com margem de lucros exorbitantes e malandragem mesmo. Uma fórmula até relativamente simples. 

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2 minutos atrás, Russell disse:

Eu sou a favor do Estado forte porém austero e honesto.

E a favor do Papai Noel e do Saci Pererê também né? :P 

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Em 12/11/2017 at 00:51, Milagre disse:

Infelizmente é verdade. Nossa legislação trabalhista impede isso, com a desculpa de estar protegendo o trabalhador. Azar do trabalhador brasileiro.

Caramba, então a culpa das mazelas do Brasil é da CLT? 

1 hora atrás, lonewolf disse:

Mas nas discussões sempre querem trazer o wellfare state dos países nórdicos sem fazer o que os países nórdicos fizeram com um livre mercado

Não temos saúde; nossa educação é um lixo; nosso poder de compra é ridículo, a lazer é caro, o alimento é caro, a gasolina é cara; e a corrupção... Enfim, resolva isso é falaremos de abandonar leis trabalhistas. Mas aí você pode dizer "pra resolver isso, primeiro temos que mudar as leis trabalhistas"; ora, então te pergunto o mesmo que perguntei ao milagre aí em cima.

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1 minuto atrás, Membro Fantasma disse:

Caramba, então a culpa das mazelas do Brasil é da CLT? 

O Brasil tem muitas mazelas. Não devemos ser simplistas, não há porque eleger um único vilão. Estamos falando de um país, não de um filme de super-herói.

Porém, a CLT é sim um fator de atraso e contribui de forma significativa para nossa pobreza.

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2 horas atrás, lonewolf disse:

Mas foi exatamente o que ele disse, que são diferentes e lá não tem muita proteção trabalhista, jurisprudência não gera burocracia, são julgados por caso, não gera impostos. E analisou o que acarreta esse excesso de legislação, tornando caro e burocrático empregar alguém.

Perguntas que lhe faço:

É barato e simples manter funcionários? E barato e simples dispensar funcionários?

E manter não falo do salário, e sim da penca de impostos e contabilidade necessária para se manter atualizado com as modificações constantes.

ASSUNTO - Vídeo do Luiz Filipe Pondé, falando abobrinhas -- 
Lonewolf, você definitivamente não leu o artigo que linkei. No artigo é explicado que nos EUA existem milhões de ações trabalhistas, caríssimas, e os empregados movem ações frequentemente, só não tem CARIMBO justiça trabalhista por isso as pessoas acham que lá não tem o problema. O outro ponto são as ações COLETIVAS: quando uma pessoa move a ação, todos em situação semelhante podem "embarcar" na ação.
No artigo, citam diversas ações famosas e completam
"Todos estes casos milionários de ações coletivas estão registrados na grande imprensa dos EUA e são facilmente encontrados na internet, bastando digitar nos buscadores o nome das empresas aqui citadas e “labor (ou employment) class action”. Segundo dados do site law360.com, somente a justiça federal dos EUA recebe por ano cerca de dez mil class actions relativas a horas extras. Pode parecer pouco, mas calculando-se de forma bastante modesta que em cada ação estão representados pelo menos cem trabalhadores, percebe-se que estes processos envolvem no mínimo, numa estimativa muitíssimo conservadora, por volta de um milhão de trabalhadores por ano. " (negrito meu).
Mais alguns dados:
"Alega-se frequentemente no Brasil que a Justiça do Trabalho é demasiadamente protetiva ao empregado; mas de acordo com a consultoria americana XCELHR, 67% das ações trabalhistas nos EUA são julgadas favoravelmente ao empregado. Ainda segundo a mesma fonte, seis de cada dez empregadores sofreram uma ação trabalhista nos últimos cinco anos naquele país. O custo médio apenas com despesas judiciais em uma ação trabalhista é de 45 mil dólares.  Uma outra pesquisa com empresas de até 500 empregados revelou que em um quinto dos processos trabalhistas nos EUA o custo médio para o empregador (incluindo a indenização à parte autora e as despesas judiciais) foi de 125 mil dólares. A duração média dos processos foi de 275 dias (ou seja, o empregador americano não consegue postergar o pagamento do seu passivo trabalhista por quatro ou cinco anos como acontece aqui)."
Ou seja, a justiça trabalhista americana só é diferente da brasileira. A realidade é até pior para os empresários de lá. Por que acha que eles vão empregar gente na China, Índia ou Tailândia?

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33 minutos atrás, Membro Fantasma disse:

Não temos saúde; nossa educação é um lixo; nosso poder de compra é ridículo, a lazer é caro, o alimento é caro, a gasolina é cara; e a corrupção... Enfim, resolva isso é falaremos de abandonar leis trabalhistas. Mas aí você pode dizer "pra resolver isso, primeiro temos que mudar as leis trabalhistas"; ora, então te pergunto o mesmo que perguntei ao milagre aí em cima.

Abandonar leis trabalhistas? Não todas mais algumas.

Se a educação é um lixo, se a saúde é um lixo, o alimento é caro e existe muita corrupção é justamente por medidas estatais que trazem esses problemas. Uma das resoluções destes problemas seria diminuir a dependência estatal, tornar mais fluído as relações de trabalho permitindo que mais vagas sejam criadas e as pessoas possam ter mais opções e menos tempo para conseguir um trabalho.

O que você propõe é que não façamos nada, alias fazermos mais do que estávamos, mais impostos, mais legislação e burocracia para obter resultados melhores, o que não faz o menor sentido.

A lei trabalhista está como está ai a décadas, se foi necessária no passado ela não é mais aplicável como está na nossa atual realidade.

Editado por lonewolf
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7 minutos atrás, Ypatia de Alexandria disse:

Lone, você definitivamente não leu o artigo que linkei. No artigo é explicado que existem milhões de ações trabalhistas, caríssimas, e os empregados movem ações frequentemente, só não tem CARIMBO justiça trabalhista por isso as pessoas acham que lá não tem o problema. O outro ponto são as ações coletivas: quando uma pessoa move a ação, todos em situação semelhante podem "embarcar" na ação.

Comecei a ler algo, mas não tudo, procurei agora por milhões de ações trabalhistas, que é um dado conflitante com outra pesquisa que indicava pelo menos 110 mil. Podem ser milionárias mas não são milhões de ações.

Há uma diferença de jurisprudência e lei trabalhista, a jurisprudência serve para julgar causas quando elas são propostas, leis trabalhistas são normas, regras e impostos mandatórios que são aplicados constantemente.

10 minutos atrás, Ypatia de Alexandria disse:

Segundo dados do site law360.com, somente a justiça federal dos EUA recebe por ano cerca de dez mil class actions relativas a horas extras. Pode parecer pouco, mas calculando-se de forma bastante modesta que em cada ação estão representados pelo menos cem trabalhadores, percebe-se que estes processos envolvem no mínimo, numa estimativa muitíssimo conservadora, por volta de um milhão de trabalhadores por ano. " (negrito meu).

Contrariando o que você disse antes, não são milhões de ações, acima ele deu exemplo de 10 mil federais que é condicentes com a estática que tinha trago de 110mil.

Uma coisa é você 110 mil ações outra é ter 3 milhões de ações em curso, a quantidade de negócios e empresas atingidos é muito menor.

13 minutos atrás, Ypatia de Alexandria disse:

Ou seja, a justiça trabalhista americana só é diferente da brasileira. A realidade é até pior para os empresários de lá. Por que acha que eles vão empregar gente na China, Índia ou Tailândia?

Eles começam a migrar geralmente quando o estado começa a tornar mais barato produzir lá fora do que dentro, e uma das cosias que torna mais caro são as relações de trabalho, aonde china e india tem menos custos do que no pais.

Tem uns artigos de como a alta taxação do estado da califórnia está fazendo as empresas migrarem para o texas ou outros estados menores.

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46 minutos atrás, Milagre disse:

E a favor do Papai Noel e do Saci Pererê também né? :P 

Justamente por não acreditar em soluções "mágicas" ou mudanças drásticas é que eu analiso a nossa situação da forma mais real possível e procuro votar no "menos pior" entre as opções que temos nos pleitos. Em 2018 não será diferente, terei que optar pelo menos ruim de acordo com as minhas análises pessoais.

Contudo naquele parágrafo eu estava dizendo aquilo que eu contemplo como correto e vejo com muita simpatia em outras nações onde funcionam, mas evidentemente não acho que o Brasil tem condições para isso por enquanto. Além do mais o fato de eu simpatizar mais com a fala deste ou daquele candidato "nanico" e até votar nele no primeiro turno, não me retira a consciência de que discursos que vão contra os interesses de quem está no topo da pirâmide não conseguem eleger alguém à presidência da república aqui no Brasil. 

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56 minutos atrás, Russell disse:

tem muto a ver com margem de lucros exorbitantes e malandragem mesmo. 

Mas esse ai é justamente um dos pontos. Qual é o problema de lucros que você considera exorbitantes se o serviço entregue for de qualidade? Quem vai pro sirio libânes não está preocupado com o quanto está lucrando, mas com a qualidade do serviço prestado.

Se existirem muito mais hospitais com a mesma qualidade talvez o preço tenderia a cair.

Então qual método temos para considerar um lucro exorbitante?

 

 

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1 hora atrás, Russell disse:

E ele estava corretíssimo. Eu só somaria a isso a inclusão da informação de que o recebimento pelo trabalho deveria ser suficiente para se viver dignamente. Sem luxos mas dignamente considerando o custo básico do essencial. Mas é evidente que nosso problema é muito mais pornográfico do que econômico em si. Eu sou a favor do Estado forte porém austero e honesto. Nessa merda de Brasil temos funcionários no congresso que servem café ganhando 15 mil reais e professores ganhando 953,00 reais. Ascensoristas ganhando 18 mil reais e policial militar 1.300,00 reais. E se formos fazer a verificação do custo total da máquina (municipal/estadual/federal) chegaremos a números que nem mesmo o maior simpaticista estatizador conseguiria defender pois é indefensável sob qualquer argumentação. O Estado tem que ser máximo e vigoroso onde ele não pode faltar e mínimo ou até mesmo ausente onde ele não se faz necessário. Entendendo o "vigoroso" como eficiente, atuante, honesto e que cumpra exclusivamente o seu necessário papel, nada além disso. Como chegarmos à isso é que são elas. 

É exatamente o que penso mas só tem que tomar cuidado quando fala "estado forte e vigoroso". Os esquerdopatas de plantão querem que o estado controle correios, energia, petróleo, e se você fala isso sem terminar a frase eles deturpam totalmente sua ideia. Eu prefiro falar menos estado, estado mínimo, não dá margem para qualquer deturpação do que afirmei e deixa os esquerdopatas doidos de raiva :D 

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1 hora atrás, Russell disse:

  E vc já reparou que nem o PMDB, nem o PRN, nem o PSDB e nem o PT tiveram culhões para mudar isso quando estiveram no comando? Na verdade nem se trata de culhões, mas nunca foi o objetivo sequer deles. Já o Dr. Eduardo Jorge e o Ciro possuem falas e ideias de mudar isso e mudar de forma bem acentuada e contundente e este é exatamente um dos (entre tantos outros) motivos que eles nunca serão presidentes.

 Não, nenhum deles. Mas tem um pessoal que tem a cara de pau de esquecer que o PT esteve no poder por 13 anos e não fez nada do que dizia combater. Você acha que se o lullinha for eleito novamente em 2018 eles vão fazer algo de diferente? Não mesmo porque não tem quadros competentes e a ideologia cega os impedem de enxergar o óbvio. Quanto ao Ciro já sabe que acho ele um estatista light, já afirmou que se necessário vai estatizar empresas e a meu ver não serve, é o mais do mesmo. O João Amoedo sim poderia fazer algo de interessante mas um total desconhecido pelo povão.

 

1 hora atrás, Russell disse:

O meu asco é que políticos (a máquina em si) e os grandes empresários estão unidos desde sempre para manter a base da pirâmide desesperada por qualquer migalha, afinal sobreviver é preciso. Essa mentalidade eu não sei como mudar, pois estatizado ou privatizado eles dão um jeito da coisa ser assim. E isso não tem a ver com o país ser "pobre", pois não somos a tal ponto, tem muto a ver com margem de lucros exorbitantes e malandragem mesmo. Uma fórmula até relativamente simples. 

Então, podem se digladiem até a morte o que importa é que a sociedade tem opção se precisar do básico, educação, saúde e segurança. Pelo que pagamos já deveria ser assim.

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3 minutos atrás, Prolifico disse:

tem que tomar cuidado quando fala "estado forte e vigoroso"...

Estado forte, austero e honesto = Puta virgem :P 

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16 minutos atrás, lonewolf disse:

Abandonar leis trabalhistas?

Este por exemplo é um assunto o qual meus amigos de esquerda me xingam de direitopata, mas eu não me importo. Eu sou a favor do mínimo de leis trabalhistas possíveis, apoio apenas o FGTS (obrigatório) e a manutenção da política do SD (seguro desemprego) exclusivamente por sermos um país de economia de merda e a recolocação no mercado de trabalho pode ser muito demorada. Então vejo o FGTS e o SD como as duas formas da pessoa não passar fome ou deixar de consumir quando é pega de surpresa pelo desemprego. Fora essas duas coisas eu acho que a liberdade entre contratante e contratado deveria ser bem elástica e o lado que se sentisse incomodado com o resultado desse combinado poderia a qualquer momento desistir ou propor mudança cabendo exclusivamente as partes interessadas avaliarem se querem continuar ou não. Mas o FGTS e o SD devem ser mantidos até que o país (sabe-se lá quando) tenha uma economia grande o suficiente onde as vagas e postos de trabalho sejam maior ofertados. E isso consequentemente seria positivo inclusive para um melhor salário também.

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21 minutos atrás, lonewolf disse:

Há uma diferença de jurisprudência e lei trabalhista, a jurisprudência serve para julgar causas quando elas são propostas, leis trabalhistas são normas, regras e impostos mandatórios que são aplicados constantemente.

Aí é que você está enganado. Nos EUA não há! O direito lá é consuetudinário!!! Isso significa que lá só tem lei quando eles não conseguem evitar, o resto tudo é resolvido na base de jurisprudência! Ou seja, lá jurisprudência = LEI!  Puxa, se não entender isso, eu desisto... (PS sou advogada, se não acredita em mim, pergunte para outro advogado, que vai te explicar o que é  consuetudinário e isso x direito positivo usado no Brasil).

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@Russell comparar a saúde privada e pública é uma boa. A saúde pública em si não possui lucro ou não deveria ter muito lucro, mas mesmo assim tem uma injeção constante de verbas (quando o estado não está quebrado), e mesmo com essa injeção constante, e com anúncios que mais verbas serão destinadas a realidade é que agoniza.

O lucro (quando não proveniente de uma proteção estatal), exorbitante ou não é uma medida que serve para demonstrar que seu serviço ou produto está sendo bem entregue. Então, sem proteção e mutretas, se você consegue bons lucros é porque está no caminho certo, se forem exorbitantes então nem se fala.

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10 minutos atrás, Milagre disse:

Estado forte, austero e honesto = Puta virgem :P 

Quem avisa amigo é :D:D:D 

 

 

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