Prolifico

A força da grana

143 posts neste tópico

Hipocrisia? Até que ponto renegamos, escondemos ou defendemos nossas "convicções" em troca de um salário? Quantos são sinceros no emprego ou na negociação de um novo contrato com medo de ferir sentimentos do cliente, portanto, na verdade tudo é uma grande farsa para se manter no hipócrita mundo corporativo. 

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7 horas atrás, Prolifico disse:

Hipocrisia? Até que ponto renegamos, escondemos ou defendemos nossas "convicções" em troca de um salário? Quantos são sinceros no emprego ou na negociação de um novo contrato com medo de ferir sentimentos do cliente, portanto, na verdade tudo é uma grande farsa para se manter no hipócrita mundo corporativo. 

 

Isso se chama adaptação e saber o custo/benefício de suas ações. As convicções não devem interferir no trabalho assim como o trabalho não interfere nas suas convicções, são coisas distintas.

No dia a dia toleramos várias coisas em prol da convivência, e não só no trabalho, na família, com os vizinhos e colegas. Ser o desafiador e inflexível nos seus posicionamentos só o levará a conviver com pessoas que pensam exatamente igual a você.

A realidade é essa, não é prudente falar o que pensa o tempo todo em todas as situações e não é somente por conta do salário.

 

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A imagem do serrote é forte mas não é verdadeira. Somos mais flexíveis do que isso. O mais correto seria a peça deixando um pedaço no armário para se adaptar ao quebra-cabeça do trabalho e colocando-a de volta ao final do expediente. Somos assim, nós humanos. Apresentamos versões diferentes de nós de acordo com as circunstâncias, faz parte de ser adaptável. Não acho isso ruim. No fim, o que somos é uma mistura de todas essas versões.

Naturalmente, talvez inconscientemente, fazemos um cálculo de custo-benefício para decidir quando camuflar parte de nossas características e quando mostrá-las. E a moeda desse cálculo não é apenas o dinheiro. Por exemplo, quando, numa reunião familiar, esquecemos um pouco nosso ateísmo e evitamos confrontar aquele tio evangélico, não estamos pensando no quanto vamos ganhar. Nesse caso, a moeda é a harmonia familiar ou, simplesmente, o nosso sossego.

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De fato, fazemos concessões de nossas convicções a todo o tempo e nas mais diversas situações. Entretanto, quando se trata de emprego, subsistência, sobrevivência direta, as concessões que fazemos de nossas convicções chegam ao absurdo de nos oprimirem. E se não for assim, se não nos encurvamos, as regras do mercado, sob égide do lucro e do poder, nos esmaga, nos reduzindo a mendigos (literalmente). Em nenhuma outra área da vida isso tem tanta força.

Não há espaço para convicções no sistema - seja uma peça nele e sobreviva, ou seja um parafuso solto e morra. O sistema não quer convicções, a não ser que suas convicções coadunem com ele, ou seja, gerem lucro. A única coisa que interessa ao sistema é a capacidade de sua convicção gerar lucro, o resto é conhecimento "inútil". No fim, isso gera um ciclo, cujo conhecimento "útil", a convicção "certa", é a que gera lucro. E assim são educadas nossas crianças neste sistema, desde o berço ensinadas a adquirir conhecimento útil, ou seja, que gera lucro. O sistema, ainda que indiretamente, aniquila todo e qualquer pensamento divergente. 

Chamo isso de "Seleção Capital", adapte-se ou morra! O sistema não é intencional ou inteligente, não quer nos enganar (eu acho), ele apenas seleciona os que têm mais capacidade de lucrar, e elimina os que vão no caminho oposto. 

 

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12 horas atrás, Prolifico disse:

Hipocrisia? Até que ponto renegamos, escondemos ou defendemos nossas "convicções" em troca de um salário? Quantos são sinceros no emprego ou na negociação de um novo contrato com medo de ferir sentimentos do cliente, portanto, na verdade tudo é uma grande farsa para se manter no hipócrita mundo corporativo. 

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Maldito capetalismo. :angry:

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Engolir sapos para a tal harmonia... Seja no trabalho, seja no seio familiar, com os amigos, etc....  No trabalho, ofício é um pouco mais complicado, questão de necessidade, comodismo, medo de se aventurar naquilo que gosta (empreender) ou mesmo incompetência.... Por isso, a qualificação/certificação é tudo, não há garantias, mas no quesito emprego, sempre haverá a concorrência seja na conquista de uma vaga, no produto que vc vende, sempre estará um passo a frente, isso é fato...mas (tem sempre um "mas") existem as exceções,  as JBS da vida e a compra do poder de estar entre as mais, mais... As empresas "X" do Eike... O monte de funcionários públicos incompetentes ganhando salários absurdos enquanto tantos outros que fazem o que que tem que ser feito, e levam fama de vagabundos em detrimento desses... Sapos são engolidos...

 

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3 horas atrás, Membro Fantasma disse:

De fato, fazemos concessões de nossas convicções a todo o tempo e nas mais diversas situações. Entretanto, quando se trata de emprego, subsistência, sobrevivência direta, as concessões que fazemos de nossas convicções chegam ao absurdo de nos oprimirem. E se não for assim, se não nos encurvamos, as regras do mercado, sob égide do lucro e do poder, nos esmaga, nos reduzindo a mendigos (literalmente). Em nenhuma outra área da vida isso tem tanta força.

Sinceramente, não acho que faço mais concessões no trabalho do que em outras área da vida. Por exemplo, no ambiente de trabalho, eu sempre deixei claro meu ateísmo e minhas opiniões político ideológicas, mesmo sendo sempre minoria, e isso não me impediu de fazer uma carreira que considero bem sucedida. Acho que faço mais concessões na convivência familiar do que no trabalho. Mas, talvez, eu seja uma exceção.

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24 minutos atrás, Milagre disse:

Por exemplo, no ambiente de trabalho, eu sempre deixei claro meu ateísmo e minhas opiniões político ideológicas, mesmo sendo sempre minoria, e isso não me impediu de fazer uma carreira que considero bem sucedida

No meu caso também, mas trabalho em um ambiente democrático,  mas há casos em que se o patrão for evangélico fervoroso, às vezes nem quer saber se você é competente ou não... passa a régua, aí engolir sapos é uma necessidade para manter o emprego...

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57 minutos atrás, Renato disse:

No meu caso também, mas trabalho em um ambiente democrático,  mas há casos em que se o patrão for evangélico fervoroso, às vezes nem quer saber se você é competente ou não... passa a régua, aí engolir sapos é uma necessidade para manter o emprego...

Eu sempre trabalhei em empresas privadas, mesmo assim, nunca tive problemas. Acho que o poder dos patrões sobre os empregados é supervalorizado. Se a pessoa se qualifica, se entrega um serviço de qualidade, nunca faltará para ela oportunidades de trabalho e um mínimo de respeito.

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15 minutos atrás, Milagre disse:

Eu sempre trabalhei em empresas privadas, mesmo assim, nunca tive problemas. Acho que o poder dos patrões sobre os empregados é supervalorizado. Se a pessoa se qualifica, se entrega um serviço de qualidade, nunca faltará para ela oportunidades de trabalho e um mínimo de respeito.

Isso é verdade, mas eu tenho amigos super qualificados que estão desempregados por pura política da empresa e empresa multinacional... colocaram no lugar um pivete recém formado... obviamente ganhando menos... eheheh Mas aí é outra questão ou não né, levando-se em consideração o preconceito com a idade X uma possível falta de produtividade, apostar num jovem recém formado sem experiência que vc possa moldar, doutrinar... sei lá...

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Outro ponto estranho é colocar como algo obrigatório trabalhar em algum lugar a contra gosto. Trabalho você pode deixar a qualquer momento por n motivos e não só por seus posicionamentos, se algo não te agrada, sair sempre é uma opção, se decide ficar é por conta do custo/benefício e é uma decisão pessoal e não uma imposição.

Com a família ai sim é que é mais sensível, não dá para se livrar deles totalmente, a não ser que corte relações definitivamente por conta de suas convicções, o que parece tolice para mim, pois não gostaria que alguém rompesse relações comigo por conta das minhas.

Por mais que alguém possa se sentir oprimido, não existe obrigação nenhuma de se sentir assim, mesmo que não algo imediato, a médio e longo prazo é algo que se possa se programar para procurar outro que te agrade.

 

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1 hora atrás, lonewolf disse:

Outro ponto estranho é colocar como algo obrigatório trabalhar em algum lugar a contra gosto. Trabalho você pode deixar a qualquer momento por n motivos e não só por seus posicionamentos, se algo não te agrada, sair sempre é uma opção, se decide ficar é por conta do custo/benefício e é uma decisão pessoal e não uma imposição.

Imposição não, mas obrigado pela própria situação do sujeito, contas, filhos em escolas particulares, idade, etc... Confesso que nunca estive em tal situação, mas posso compreender perfeitamente o que é, como deve ser... Principalmente agora onde encontrar um bom emprego e ainda fazer o que gosta, está difícil... principalmente para quem quer empreender... 

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29 minutos atrás, Renato disse:

Imposição não, mas obrigado pela própria situação do sujeito, contas, filhos em escolas particulares, idade ....  Principalmente agora onde encontrar um bom emprego e ainda fazer o que gosta, está difícil... principalmente para quem quer empreender... 

Isso não chega a ser um problema, é difícil imaginar que sempre estará cercado de pessoas que concordam com você e que não terá que se omitir em uma ou duas situações, e como não é uma condição perpetua não vejo como algo totalmente prejudicial.

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3 horas atrás, Milagre disse:

Sinceramente, não acho que faço mais concessões no trabalho do que em outras área da vida. Por exemplo, no ambiente de trabalho, eu sempre deixei claro meu ateísmo e minhas opiniões político ideológicas, mesmo sendo sempre minoria, e isso não me impediu de fazer uma carreira que considero bem sucedida. Acho que faço mais concessões na convivência familiar do que no trabalho. Mas, talvez, eu seja uma exceção.

E isso porque ocê num está no segundo casamento como eu :lol:

O que eu faço está muito além do conceito “concessão” kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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6 minutos atrás, Russell disse:

E isso porque ocê num está no segundo casamento como eu :lol:

O que eu faço está muito além do conceito “concessão” kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Oxê e como! E o segundo é pior que o primeiro no quesito concessões ( no plural)... e a gente só aprende bem depois... se é que aprende...

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@lonewolf Dizer que se pode sair do trabalho a qualquer momento é ignorar a realidade do país (realidade que agora está mais real que nunca). O custo/benefício em raras exceções vai nos levar a deixar o emprego, até pq há mais procura do que propostas ou opções. Honestamente, de praticamente todas as pessoas que conheço, nenhuma pode se dar ao luxo de sair do emprego agora. Quanto ao planejamento para o futuro, esse esbarra na própria ausência de opções, sendo que a questão da qualificação não muda muito o quadro, pois o desemprego é generalizado. Veja o número de de pessoas com ensino superior desempregadas, é gigantesco.

Quanto a um emprego que nos agrada, quase sempre combinará com um emprego sem patrão, sem ordens de superiores, e com um relativa flexibilidade no horário. Ora, isso é bem mais possível sendo empreendedor; todavia, como salientou o Renato, se o cara resolve empreender, aí que fodeu mesmo, se o negócio não der certo (gerar um mínimo de lucro), abandonar o investimento o fará perder um capital absurdo, fazendo-o voltar ao emprego anterior (se conseguir) ainda mais fodido que antes.

Em relação á família, é coisa mais que normal as diferenças de convicções. Se um familiar não aceita sua convicção mesmo está convicção sendo um direito seu, que não interfere o direito dele, não vejo pq fazer concessões a alguém ou família tão intolerante. Aqui reside a grande diferença entre se manter a convicção na família e no emprego. Os familiares você manda se foderem, ou por respeito apenas se afasta, tendo como resultado apenas uma mágoa e talvez um pouco de saudade. Já no emprego, isso pode resultar e meses de sufoco, e no mais triste fim, a mendigação aos outros, ou, em último grau, nas ruas. Se pai de família então... @Milagre como eu salientei, a concessão, em si, não é tão importante, mas sim a possibilidade de fazê-la sem possivelmente vir a passar fome. Seja como for, você ainda é uma exceção (até em serviços públicos tenho visto pessoas tendo que engolir sapos gigantes). 

Pra não ficar insensato, devo ressaltar que há convicções e convicções. O Russell, mesmo brincando, falou algo muito interessante, as concessões no casamento. Nunca me casei, mas por observação, digo que nunca vi tanta concessão insensata quanto no casamento. 

Deixo aqui mais uma máxima do velho mestre Schopenhauer: "Casar-se significa duplicar as suas obrigações e reduzir a metade dos seus direitos". :lol:

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Ter boas amizades, ter uma família, evitar confusões, ser um bom funcionário, ser um bom chefe...enfim, quase tudo, depende de fazermos algumas concessões. Não é o capitalismo e o dinheiro apenas que determinam isso. 

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2 horas atrás, lonewolf disse:

Outro ponto estranho é colocar como algo obrigatório trabalhar em algum lugar a contra gosto...

As pessoas adoram arrumar uma entidade qualquer para culpar por suas próprias escolhas e omissões. O patrão, a crise, o lugar em que nasceu, os pais autoritários, a família repressora, a esposa, os filhos pra criar, enfim, tudo menos assumir que é o principal responsável por sua própria vida.

Eu também engulo sapos. Muitas vezes deixo de fazer algo que quero, sejam por comodismo, por procrastinação, por fazer escolhas que acabam não sendo muito boas a médio prazo ou mesmo por achar que alguns sapos valem a pena de ser engolidos. Porém, eu evito culpar outras pessoas quando, pensando um pouco racionalmente, eu percebo que haviam outras opções, mesmo que espinhosas, e o caminho que segui foi principalmente escolha minha.

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Lendo os posts, tirando o Fantasma o restante tem empregos muito bons... :D 

3 horas atrás, Milagre disse:

Eu sempre trabalhei em empresas privadas, mesmo assim, nunca tive problemas. Acho que o poder dos patrões sobre os empregados é supervalorizado. Se a pessoa se qualifica, se entrega um serviço de qualidade, nunca faltará para ela oportunidades de trabalho e um mínimo de respeito.

Não quero ser trágico mas trabalhei em várias multinacionais e quando você pensa que tem alguma vantagem por estar lá, ter experiência, vem a famosa reestruturação e pimba, já era seu emprego. E como o chefe que nem sempre morre de amores por você, qualquer detalhe pode ser o sinal de seu fim, até o dia que você confessou seu ateísmo para seu grande amigo de empresa e ele espalhou para todos, sem nenhum interesse, claro. Eficiência é importante mas não segura ninguém no emprego. Mas o meu caso é um pouco pior. Como nunca puxei saco de patrão pelo contrário, sempre bati de frente dentro de um ambiente de respeito mútuo (e não quero dizer que alguém é puxa-saco) sempre estive na linha de tiro da demissão. 

1 hora atrás, Renato disse:

Imposição não, mas obrigado pela própria situação do sujeito, contas, filhos em escolas particulares, idade, etc... Confesso que nunca estive em tal situação, mas posso compreender perfeitamente o que é, como deve ser... Principalmente agora onde encontrar um bom emprego e ainda fazer o que gosta, está difícil... principalmente para quem quer empreender... 

Exato. Só tive liberdade de tempo quando deixei de ser empregado e virei autônomo. Eu imaginava que poderia controlar tudo isso (familia, chefe, filhos) mas descobri ser mais uma utopia moderna. O que pude eliminar eliminei, o chefe. :D 

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53 minutos atrás, Prolifico disse:

O que pude eliminar eliminei, o chefe. :D 

Você tá comprovando minha tese :)

Quando as pessoas assumem o controle da própria vida, elas acham caminhos rumo a uma situação de menos desconforto.

Sossego total, não rola. Estamos num mundo darwiniano e o Eden não existe :( 

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2 horas atrás, Membro Fantasma disse:

@lonewolf Dizer que se pode sair do trabalho a qualquer momento é ignorar a realidade do país (realidade que agora está mais real que nunca). O custo/benefício em raras exceções vai nos levar a deixar o emprego, até pq há mais procura do que propostas ou opções. Honestamente, de praticamente todas as pessoas que conheço, nenhuma pode se dar ao luxo de sair do emprego agora. Quanto ao planejamento para o futuro, esse esbarra na própria ausência de opções, sendo que a questão da qualificação não muda muito o quadro, pois o desemprego é generalizado. Veja o número de de pessoas com ensino superior desempregadas, é gigantesco.

 

O mundo não é perfeito e não vai funcionar como a gente quer na maioria das vezes, vamos nos envolver com todo tipo de pensamento e posicionamento. O ideal é saber lidar com a situação sem chegar a extremos como querer mudar de emprego ou matar o colega de trabalho :lol:.

Se sentir oprimido é uma "decisão" e como lidar com isso também, digo decisão pois como as coisas te afetam e o grau que conseguem te tirar a serenidade é uma inabilidade individual. Cabe ao individuo criar, como diria, uma casca mais grossa para não cair em prantos toda vez que tem que se omitir sobre algo por uma boa razão, como manter o emprego, o casamento ou a paz na família. Quem nunca ouviu a companheira indagando se esta acima do peso (mesmo ela sabendo que está) e pela felicidade dela (e da sua) dizer que não está.

Por isso nos baseamos no custo e benefício para lidar com as opções, querer ser totalmente verdadeiro para não querer se achar hipócrita e perder o sustento é uma decisão no mínimo ilógica.

 

 

 

Esse filme é ótimo.

 

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Há concessões e concessões, como eu disse. Não é brigar ou se chatear com qualquer coisa, e ainda que pese a relatividade do "qualquer coisa", o ser humano deve ter um mínimo de equilíbrio emocional, ao menos ao nível do bom senso, pra lidar com outro ser humano. 

Mas a questão é que quando envolve emprego/subsistência, as concessões chegam a a ferir os direitos humanos de forma descarada. E ainda assim, pouco podemos fazer, pois somos (a maioria) altamente dependentes. E não falo do poder diretivo do empregador  (que é algo chato para caraleo), falo de excessos, exigências fora da lei, e claro, ditames de comportamento, ideologias e crenças. E não adianta, te demitem com uma desculpa qualquer, quando, na verdade, o motivo é que não puderam te controlar como queriam. 

Quanto ao filme, é realmente muito bom (tenho ainda uma grande estima pelo ator principal, por ele ser ateu militante). 

 

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10 horas atrás, Membro Fantasma disse:

Mas a questão é que quando envolve emprego/subsistência, as concessões chegam a a ferir os direitos humanos de forma descarada. E ainda assim, pouco podemos fazer, pois somos (a maioria) altamente dependentes. E não falo do poder diretivo do empregador  (que é algo chato para caraleo), falo de excessos, exigências fora da lei, e claro, ditames de comportamento, ideologias e crenças. E não adianta, te demitem com uma desculpa qualquer, quando, na verdade, o motivo é que não puderam te controlar como queriam. 

A introdução do tópico fala somente em hipocrisia em esconder convicções para manter o emprego. Ai você já apelou para ferir direitos humanos, excessos e exigências fora da lei, ou seja crimes aos quais você pode e deve buscar seus direitos.

A lei brasileira não é isenta em causas trabalhistas, geralmente ficam do lado empregado, portanto esse ponto que você apontou não seria um tanto um problema relacionado com esconder convicções.

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Em 08/11/2017 at 00:23, Prolifico disse:

se manter no hipócrita mundo corporativo. 

Sorry periferia mas é o "mundo corporativo" que te sustenta, te cuida, te dá de comer, de vestir e de internetar.

Não fosse o "mundo corporativo" seriam as regras da tribo, os padrões do bando, as ordens do chefe.

"Manda quem pode, obedece quem precisa"

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@lonewolf, sempre achei curioso o rigor da justiça nessa questão de “ficar sempre do lado do empregado”. Num país onde tudo favorece ao abastado e ao “dono da bola”, é no mínimo curioso mesmo essa hiper valorização toda na hora da discussão em juízo entre empregador X empregado. Tão estranho e exagerado que alguns processos que empregados ou ex-empregados movem contra os patrões beiram a “piada pronta”. Na última empresa que trabalhei um engenheiro colocou o chefe no pau alegando que seu casamento faliu sexualmente por culpa desse chefe. É ou não é piada pronta?! 

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