Edgar Filho

Superioridade Masculina (Natureza)

262 posts neste tópico

2 horas atrás, Milagre disse:

A liberdade de porte de armas e o treinamento adequado para usá-las daria às mulheres igualdade de condições para enfrentar eventuais agressores. Além disso, a possibilidade de a vítima estar armada serviria como fator de dissuasão.

Ahh Milagre, a mulher tem mais armas do que imaginas... Uma, em especial, desarma qualquer caboclo..

Ops, piada machista, pode isso @Russell ? 

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É a arma mais poderosa do mundo :lol:

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2 horas atrás, Milagre disse:

ninguém citou nesse tópico até agora é a questão da posse e porte de armas.

Ai que medo de comentar isso, pera aí que vou me esconder debaixo da mesa para evitar as pedras que virão.

Eu sou contra a posse e porte de armas, e eu nunca compraria nem teria uma arma. Por quê? 1- tenho astigmatismo, miopia e vista cansada. Não acerto nem uma bola de praia dentro de um gol. Tenho a maior preguiça de praticar esportes, que dirá de praticar mira com arma. 2- tenho enxaqueca disparada por cheiros fortes e barulho. Se fosse praticar mira, com certeza teria enxaquecas descomunais. 3- Sou totalmente não-agressiva. Não consigo jogar queimada. Quando penso na bola batendo em alguém, sinto dor. 4- Teria a maior preguiça de ficar limpando e engraxando uma arma. 5- Tenho seis sobrinhos, teria que deixar a arma muito bem escondida para evitar acidentes ou curiosidade, e com certeza na hora "H" eu iria esquecer onde guardei a arma. => Resultado: a única coisa que aconteceria seria levar MAIS uma arma para a briga e perdê-la para "profissionais".

Eu sou daquelas pessoas que acreditam em "antes prevenir que remediar". Ando na rua hiper atenta. Sempre olho quem está a meu redor. Não uso celular na rua (na verdade, nem atendo celular na rua, deixo no "modo avião"). Procuro lugares onde andar. Antes de entrar no meu prédio, examino a vizinhança e qualquer atitude suspeita, dou voltas no quarteirão até tudo parecer normal. Se algum dia eu der azar, tentarei seguir as recomendações da polícia: permanecer calma, entregar o que quiserem, evitar encarar, evitar desafiar. E torcer para que tudo termine bem. Vão-se os anéis, mas ficam os dedos.

E respondendo às perguntas não feitas: sim, morei em cidades grandes (Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Brasília). Trabalhei o dia todo e estudei à noite em todas essas cidades.  Saía a noite, com frequência, para restaurantes, bares, cinemas e teatros. Fui "roubada" uma vez em BH, quando ia pagar o ônibus e um menino tomou o dinheiro de minha mão e saiu do ônibus. Uma vez tentaram roubar meu carro quando estava em casa de uma amiga (também em BH). "Torceram" a porta e levaram coisas miúdas (CDs, revistas, um óculos de sol), mas não conseguiram fazer ligação direta e largaram o carro no meio da rua. Algumas vezes, também em BH, tive que bancar a esperta, entrando em lojas ou subindo em ônibus para evitar pessoas me seguindo. Mas nada que uma atenção concentrada não evitasse.

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Em 16/11/2017 at 10:33, Helmer disse:

Só lembrando ao pessoal que fizeram comentários sobre meu post. Eu trabalho em fábricas há 30 anos, e hoje em fábricas alimentícias (eu tenho  uns 70 laticínios como clientes) a maioria dos trabalhadores são mulheres. Eu fabrico máquinas para este seguimento e sei muito bem do que estou falando, não é de hoje nem de ontem, mas 30 anos. Neste momento estou dentro de uma. E hoje mesmo já houve um caso numa máquina, idêntico ao mesmo  problema de antes de ontem,porque ontem foi feriado. A mesma operadora teve que chamar ajuda porque não sabia que tinha que alinhar uma barra com um sensor, senão a máquina não parte.  Um simples movimento de mão, o mesmo problema que ela viu na terça. 

E não é todo garoto que aprende mecânica cedo, sozinho, mas muitos, a maioria.. Assim como alguns são bons em matemáticas, outros em futebol, etc. Meu filho mais novo, de 16 anos, parece alguém que estudou mecânica, e o mais velho, não. Conheço um que aos dezessete desmontou e montou seu primeiro motor sem ir a curso nenhum. Outro, com 16, amigo do meu filho,  conserta a maioria dos problemas do trator do pai, porque trabalha com ele.

Quantas mulheres você conhece que desmontou um motor aos 17 anos? sabe quando ela vai fazer isso sem ir pra escola? provavelmente nunca. 

Se você disser a um dono de fábrica que mulheres aprendem mecânica  como os homens,  ou que são operadores iguais, vão rir na sua cara,  porque a realidade não é essa.  E se disser que mulheres tem a mesma facilidade com carro que os homens, eu é que vou rir na sua cara, porque então devo estar vivendo num mundo paralelo,  onde isso não é real. 

As operadoras são assim, ela aperta o botão, se a máquina não  partir já chama o mecânico,  ela não sabe conferir as condições.  Quando o mecânico vai ele já nem leva ferramentas, porque sabe que não é nada, é apenas operacional.  

Caso conheça operadoras melhores, nos indique, pois  mecânicos pagos para alinhar as condições de funcionamento das máquinas custam muito caro. 

E por que então não se contrata só operadores homens? É que este segmento está destinado às mulheres, justamente porque os homens fazem coisas mais técnicas dentro das fábricas. Operar uma máquina que faz tudo sozinha é o que há de mais simples numa fábrica. 

Caso conheçam alguém que trabalhe na produção em fábricas pergunte sobre o que falei aqui; 

Como se eu tivesse outros motivos para falar isso sobre as mulheres, estou falando do que vivo há 30 anos.

Por isso mesmo eu avisei que é complicado falar disso, porque quando se fala a verdade,  lá vem a conversa mole do politicamente correto.  O problema é que o politicamente correto tem um defeito grave, ele muda o discurso, mas não muda a realidade. 

Muito boas as suas participações no tema, o melhor forista de longe deste sítio. Percebo um zelo também de sua parte com a palavra "superioridade", da mesma forma que o senhor Bracaleone, palavra a qual causou tanta polêmica desnecessária aqui, mas fora isso tem uma ótima noção da realidade. Realidade que está acima dos nossos desejos de como queríamos que as coisas fossem e das ideologias. Não me importa se gostam ou não da palavra "superior", a mim basta que compreendam o que vossa pessoa está dizendo com muita propriedade, e uma vez que é antigo aqui e bem mais respeitado que eu, fico satisfeito que até as mulheres aqui estão concordando contigo.  

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5 horas atrás, Milagre disse:

A única pessoa neste tópico que falou em superioridade masculina foi o próprio autor.

Assumo que fui o único que usou a palavra 'superioridade', está até no título do meu tópico, mas admito também que não fui capaz de explicá-la diplomaticamente com tanta competência quanto outros e o uso dessa palavra que agride o 'politicamente correto' tão intenso hoje em dia acabou fazendo as mulheres do sítio pegarem ódio de mim. Uma tolice pois eu devo ser bem menos machista que muitos outros homens aqui. Todo homem é naturalmente machista e eu não nego que sou mas eu tento ser o menos possível, contudo num fórum de debates eu pensei que não fosse necessário ter tanto zelo com as palavras politicamente incorretas, achei que as pessoas 'pegariam no ar' o que está dentro do contexto sugerido no conteúdo central do tema ao invés de darem chiliques. Nesse ponto os foristas lonewolf, Brancaleone e Helmer foram bem mais úteis neste tópico do que eu próprio, que o criei.  

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57 minutos atrás, Ypatia de Alexandria disse:

Ai que medo de comentar isso, pera aí que vou me esconder debaixo da mesa para evitar as pedras que virão.

Imagina! Pedras por quê? Foi um post super coerente. Vocês expôs sua opinião e seus motivos e ainda ilustrou com boas histórias.

Não concordo com sua opinião e espero ajudar a derrotá-la democraticamente qualquer dia desses. Mas, democracia é isso mesmo.

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5 horas atrás, Edgar Filho disse:

... as mulheres do sítio pegarem ódio de mim.

"Sítio"? Você é portuga? 

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Vou pegar o gancho do argumento do porte de armas e tecer algumas considerações, se me permitem.

Eu seria a favor do porte de armas se, se somente se, nossa cultura fosse diferente, o povo brasileiro é passional e costuma ir "às vias de fato", se achar que sua honra/honestidade/integridade está ameaçada; claro que se houvesse uma familiaridade com armas de fogo desde cedo as mesmas não seriam tão tabu.

Mulheres em nosso país (e em outros) costumam adotar certas "medidas protetórias" contra assediadores de transportes públicos, como procurar uma parede para isolar a parte posterior do corpo a fim de prevenir "encoxamentos" em transportes públicos, ou ocupar vagões exclusivos (shame, shame), evitar lugares, horas e situações potencialmente de risco (muito embora tal afirmação demande uma certa admissão de comportamento masculino perigoso), ações a princípio aparentemente banais mas que influenciam toda uma forma de encarar uma simples ida ao trabalho, por exemplo.

Quando questionados sobre suas reações em caso de assédio sexual em transportes coletivos e ambientes públicos - especificando aqui o assédio não desejado, como no caso dos homossexuais em relação aos heterossexuais, similar à abordagem masculina incisiva e não admitida - os homens costumam declarar agressividade e intolerância, quando não violência.

Assumindo aqui ser a agressividade e a reação violenta ao assédio não consentido e não aceito, um direito inalienável à integridade física de qualquer ser humano, o que impediria as mulheres de reagir à uma mão não autorizada em suas partes íntimas com violência e/ou hostilidade?

 

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1 minuto atrás, Brienne of Tarth disse:

Assumindo aqui ser a agressividade e a reação violenta ao assédio não consentido e não aceito, um direito inalienável à integridade física de qualquer ser humano, o que impediria as mulheres de reagir à uma mão não autorizada em suas partes íntimas com violência e/ou hostilidade?

Nossa, ia ter morte nos ônibus, trens e metrôs todos os dias :lol::lol::lol: Havia um local onde eu precisava ir 2-3 vezes por semana. Se eu pegasse o ônibus, eram 10 minutos, a pé, 45 minutos. Em 8 anos, peguei o ônibus umas 4 vezes no máximo, em dias de chuva torrencial. Advinhem por quê? Acertaram. Não carregava um três-oitão na bolsa :lol::lol::lol: 

P.S a última frase é um sarcasmo em grau máximo, já que já me declarei pacifista diversas vezes, tá?

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2 horas atrás, Brienne of Tarth disse:

Eu seria a favor do porte de armas se, se somente se...

Agora fiquei surpreso. Não imagina você como alguém que prefere viver acuado do que reagir.

2 horas atrás, Brienne of Tarth disse:

Assumindo aqui ser a agressividade e a reação violenta ao assédio não consentido e não aceito, um direito inalienável à integridade física de qualquer ser humano, o que impediria as mulheres de reagir à uma mão não autorizada em suas partes íntimas com violência e/ou hostilidade?

O que impediria? Nada. A ideia de as mulheres estarem armadas é exatamente reagir, é exatamente não aceitar mãos (ou quaisquer outros membros) agressivos em suas partes íntimas. O sujeito que gozar em cima de uma mulher no ônibus, pra usar um caso recente em SP, e tomar um tiro na cara, terá tido um fim merecido.

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@Milagre, eu reconheço nossa (brasileiros em geral) limitada percepção de justiça, portanto minha posição contra armar a população é coerente com isso; inclusive, por ser quem sou, admito minha fragilidade frente à pseudo sensação de poder alimentada por um artefato capaz de causar morte instantânea, meu sangue é muito quente e eu estaria sendo hipócrita se admitisse ser seguro (para quem quer que seja) armar pessoas como eu...

23 minutos atrás, Milagre disse:

Não imagina você como alguém que prefere viver acuado do que reagir.

Não vivo acuada, veja, agora é 1 da manhã e o silêncio impera na minha rua, mas cerca de 40 minutos atrás, quando preparava a casa para a passagem da noite, alguns rapazes jogavam bola em frente à minha casa, um futebol sem maiores, mas a bola fazia um barulho de bola de vôlei e tornava o descanso de todos difícil.

Abri meu portão, me fiz ver, fiz um gesto simples de passar a mão debaixo do queixo, como quem corta um pescoço, mas com a clara mensagem de "chega", e os moços recolheram bola, empolgação (meio consternados, admito, mas ainda assim quase envergonhados), com cada um indo no rumo de sua casa e deixando a rua em paz.

Aliás, vou dormir, aproveitar o silêncio, rsrs.

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