Um pensador

Tudo é crença?

89 posts neste tópico

Faço essa pergunta tentando englobar tudo, perguntando se tudo envolve a crença relativo a tudo.

 

Então, que creem?

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Claro que tudo é baseado em crenças. A mente projecta e move-se apenas acreditando que é verdade. Do contrário, hesita ou não avança, de todo.

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Não crer, é crer?

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De novo essa bobeira de semântica, Stan? 

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2 horas atrás, Stan disse:

Não crer, é crer?

Sei lá, mas me parece que não crer é crer que não crê, assim como não saber é saber que não sabe. Contudo, o que é saber senão a crença de que se sabe?

1 hora atrás, Atik Yomin disse:

Tudo = Nada

conclusão intrigante, mas como chegou nela?

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@Um pensador, pode-se dizer que o zero (simbolizando o nada) é tão imensurável quanto o infinito (o tudo). Não há, matematicamente, medição de zero alguma-coisa, assim como de infinito alguma-coisa; também não há divisão de alguma-coisa por zero (embora os matemáticos ainda discutam sobre isso) e nem de alguma-coisa por infinito. Nesse sentido, são equivalentes.

Ou em termos mais práticos: se digo "Sei tudo sobre os Beatles", o tudo, sendo literal, banaliza o saber-algo, pois para dizer que "sei tudo" deveria estar ali junto a todos os integrantes do quarteto de Liverpool de fórma onipresente e onisciente, desde sua formação em 1960 até sua dissolução em 1970. Assim meu testemunho torna-se nada.

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3 horas atrás, AMH disse:

Claro que tudo é baseado em crenças. A mente projecta e move-se apenas acreditando que é verdade. Do contrário, hesita ou não avança, de todo.

Tá querendo dizer que cremos para adquirir conhecimentos sobre o todo, do contrário não conseguiríamos adquirir?

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Quando aprendi a andar, não me ocorreu acreditar que estava aprendendo a andar; simplesmente, mecanicamente, praticava...

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Mesmo os números não passam de convenções abstratas. Dois bois. Ora dois bois não são iguais. Dois pratos. Vá olhar que notará coisas na louça de um diferente das coisas na louça do outro. Dois, três, inexistem dois, três, cinco de verdade, há um acordo social para ser possível organizar as atividades humanas. Mas está implícito no número que serão considerados iguais aquelas coisas que atenderem a um critério. Mesmo porque dois pratos não é a mesma coisa que dois cachorros, e se tiver um prato e um cachorro não será comum dizer que ali há duas coisas.

Os números nasceram da necessidade social de repartir, de trocar. Depois a matemática ganhou uma falsa autonomia a ponto de ser vista como uma das verdades "reveladas" ao homem.

Tudo difere. Mas em certos casos práticos, podem ser contados. Sempre haverá um critério de contagem.

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5 minutos atrás, Atik Yomin disse:

Quando aprendi a andar, não me ocorreu acreditar que estava aprendendo a andar; simplesmente, mecanicamente, praticava...

Bingo! Durante muito tempo na tenra infância temos nosso desejo animal mais fácil de reconhecer.

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2 minutos atrás, Atik Yomin disse:

@Um pensador, pode-se dizer que o zero (Simbolizando o nada) é tão imensurável quanto o infinito (o tudo). Não há, matematicamente, medição de zero alguma-coisa, assim como de infinito alguma-coisa; também não há divisão de alguma-coisa por zero (embora os matemáticos ainda discutam sobre isso) e nem de alguma-coisa por infinito. Nesse sentido, são equivalentes.

Só que zero não é o nada, pois, pelo que acredito saber, o nada é aquilo que não é. O zero, do contrário, é alguma-coisa. O infinito, pelo que acredito saber, é uma noção, não proprimanente a noção sobre algo enquanto ele sendo algo já que isso seria limitá-lo ao que ele não é, mas sim, concordo, sobre sendo o todo na qual tudo está contido.

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12 minutos atrás, Atik Yomin disse:

Quando aprendi a andar, não me ocorreu acreditar que estava aprendendo a andar; simplesmente, mecanicamente, praticava...

Faz sentido. Isso me remete aquele experimento chamado mery's room.

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3 minutos atrás, Um pensador disse:

Só que zero não é o nada, pois, pelo que acredito saber, o nada é aquilo que não é. O zero, do contrário, é alguma-coisa.

Aí poderíamos entrar na discussão: o zero ("0"), como número, existe?

 

Sei lá, aí já é metafísica de mais pra minha cabeça. Quem quiser continuar daí, que o faça.

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11 minutos atrás, Atik Yomin disse:

Aí poderíamos entrar na discussão: o zero ("0"), como número, existe?

 

Sei lá, aí já é metafísica de mais pra minha cabeça. Quem quiser continuar daí, que o faça.

Kk já vi esse vídeo. Matematicamente o zero, como todo número, existe. Digo com segurança que existe, mas que existe enquanto pensado, como coisa abstrata. Já, o infinito não é, falando matematicamente, um número e, o nada, muito menos é um número. Ora, digo até que nada é impensável, pois ao se pensar em nada se pensa em algo. Ah! sem se esquecer, tudo que coloquei pode ser só uma crença, então fica a ressalva.

Editado por Um pensador
Ressalva.
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2 horas atrás, Russell disse:

De novo essa bobeira de semântica, Stan? 

Vamos lá então:

"Crença" vem do Latim CREDENTIA, “ato de acreditar em algo, fé”, de CREDERE, “crer, acreditar”.

Quando algo é baseado em provas, fatos, evidências e suas consequentes lógicas, posso dizer que acredito/creio? Quando algo é baseado em evidências anedóticas, opiniões, fé, emoção, medo, também posso dizer que acredito/creio? Se sim, tudo é crença. Se não, aguardo um conceito que substitua a palavra "crença".

O problema da crença é a questão da "verdade". Quanto a isso, achei um diagrama interessante na wiki.

340px-Conhecimento-Diagrama.png

Diagrama do Conhecimento. Em amarelo representa-se o conhecimento como um conjunto de crenças verdadeiras, que foram provadas e justificadas. Em marrom estão as crenças verdadeiras, mas ainda não provadas. Em azul representam-se as crenças falsas, e em vermelho, as verdades desconhecidas.

Mas agora vêm a questão: Seria a "não crença" uma crença? Creio (rsrs) que sim! Aplicando-se a mesma regra acima, ou seja, a "não crença" pode ser justificada/evidenciada/provada ou não.

Só uma observação: Tudo aqui se baseia na ciência como a melhor representante da verdade. Estaríamos então crendo no método científico? (Risada macabra!)

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7 minutos atrás, Um pensador disse:

Matematicamente o zero, como todo número, existe. Digo com segurança que existe, mas que existe enquanto pensado, como coisa abstrata.

Substitua, então, "zero" por "nada". Assim, "nada" é equivalente à "tudo" ("infinito").

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E se nada existisse?

Podemos pensar no nada? Seria nossa mente capaz disso? 

Tente imaginar nada, não falo de um espaço todo em branco ou todo em preto. Falo de nada, nem mesmo o espaço. 

Nossa mente só não é capaz de imaginar o não-espaço! 

Caramba, se pensar nessas coisas pagasse minhas contas... seria bom demais. 

 

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Stan, na roça as pessoas prestam mais atenção ao dia a dia. Imaginar, supor, etc, é besteirol

 

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A questão do nada novamente? Hum... vou crer mais um pouco então..

Não penso no nada (per se), penso sobre o nada (a ideia). Olhem esse silogismo:

" Tudo que é alguma coisa existe; O nada não é coisa alguma; Assim, o nada não existe; " Parece verdadeiro, mas ...

Aristóteles (se não me engano foi ele) explanou sobre o universo de forma tal que chegou numa conclusão onde o nada paradoxalmente existe. Como assim? Se se considerar que o universo é tudo que existe ou que tudo que existe é aquilo que faz parte do universo (essa era a concepção dos antigos), então se conclui que aquilo que está além do, depois do, universo, não existe e, ao mesmo tempo, existe porque é alguma coisa que está. Logo, ele entendeu o nada, o que não é, como algo, o que é.

Incrivelmente ainda hoje se tem a mesma concepção (do universo sendo tudo que existe), porém apenas muda o que se diz saber sobre o mesmo, isto é, que este está em expansão acelerada. Creio que, se essas verdades relativas ao universo são mesmo verdades, a premissa menor do silogismo é dada como falsa. Com efeito, fica inevitavelmente admissível a existência do nada e, portanto, d'um paradoxo que quebra dois princípios lógicos, o princípio da identidade de Parmênides e o princípio da não-contradição, pois o segundo se sustenta pelo primeiro. Todavia, caso não sejam, creio que a conclusão decorrente do silogismo é necessária e o nada continua não sendo algo.

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A questão do "tudo", do "nada" e muitas outas por aí ( tipo: "para sempre", "eternamente", ...), decorre da busca de significados absolutos para palavras e expressões que, na verdade, só têm sentido dentro de um contexto.

Por exemplo: Quando eu digo que que a caixa de fósforos está vazia, muito provavelmente estou me referindo a fósforos, mas poderiam ser besouros ou pedrinhas ou qualquer outra coisa, o contexto é que esclarece o sentido de "vazia", em nenhum caso se espera que a caixa esteja vazia no sentido absoluto.

Para mim o absoluto é invenção daqueles filósofos que preferem ignorar o mundo real.

Qualquer idiota pode passar a vida pensando nos absolutos, o que não vai levar a absolutamente nada e o mesmo se aplica aos gênios.

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Não que tudo seja crença, mas o cérebro cria crenças e as torna verdade para nós. 

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Óbvio que não tem como imaginar o "nada", pois é algo que não existe. 

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Tudo é crença, logo, tudo é ilusão. :P

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O nada é o nada de alguma coisa que deixou de existir, por exemplo uma casa demolida, restou nada em seu lugar.  Kant ensina que o tempo e o espaço são condições fundamentais de nossa mente. Você pode suprimir mentalmente todos os objetos do espaço, mas não pode suprimir o próprio espaço. O mesmo se dá com o tempo. O tempo é o efeito colateral das mudanças, sem mudança não haveria tempo,  que descreve a alteração de um estado a outro no universo.

O nada é a oposição ao ser.  Um espaço vazio, um vácuo, está preenchido no mínimo por campos elétricos, magnéticos, gravitacionais e por partículas portadoras dessas forças que não são materiais.  

O nada é uma representação linguística. Nada mais.  já que o nada seria a ausência do próprio espaço/tempo e isso seria um não lugar. Logo, não existe

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