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The Nobody

Sobre o que é o verdadeiro feminismo?

125 posts neste tópico

7 horas atrás, Sisiphus disse:

o que está simplesmente simplificando demasiadamente a correlação entre o machismo e o assassínio das mulheres. Na minha opinião as causas dessas mortes (não é só no Brasil) devem ser bem estudadas e analisadas, e não nos limitarmos a seguirmos apenas as conclusões de determinadas organizações que por vezes possuem agendas ideológicas tendenciosas. Eu penso que há algo mais profundo que está acontecendo, e que está levando cada vez mais a um afastamento entre os géneros, algo que proporciona um aumento da conflituosidade e da falta de ternura entre ambos.

Eu citei o Brasil porque vc é de outro país/continente e desejo deixar claro que todas as minhas respostas sobre esse tema são aplicadas ao Brasil. E aqui no Brasil eu acho que não há necessidade alguma de sofisticação ou complexidade na correlação entre o machismo e o assassinato de mulheres, gays e trans, pois a motivação dos números postados acima pelo(a) Dimas B L é o machismo cultural, a posse sexual e a estranha ideia de que "o macho pode e a fêmea não" (como já explicado exaustivamente). Vc como europeu deve ter muita dificuldade de entender como de fato são essas coisas aqui. Uma moça muitas vezes tem medo de denunciar um estupro porque há grandes chances da família, dos amigos e até do delegado que atende-la na denúncia, insinuarem culpabilidade por parte dela e até passar a censura-la (vestimentas e comportamento). Eu poderia fazer uma lista enorme aqui com outros tantos exemplos e links a ponto de vc pensar "nossa, mas não é possível que o brasileiro é tão idiota assim em pleno século 21", mas como vc acha que eu exagero muito neste assunto, nem vou me alongar.

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7 horas atrás, Sisiphus disse:

Acho que está simplesmente simplificando demasiadamente a correlação entre o machismo e o assassínio das mulheres. Na minha opinião as causas dessas mortes (não é só no Brasil) devem ser bem estudadas e analisadas, e não nos limitarmos a seguirmos apenas as conclusões de determinadas organizações que por vezes possuem agendas ideológicas tendenciosas. Eu penso que há algo mais profundo que está acontecendo, e que está levando cada vez mais a um afastamento entre os géneros, algo que proporciona um aumento da conflituosidade e da falta de ternura entre ambos.

Não é uma questão se simplificar, pois é bem notório que o machismo é um comportamento infestado de misoginia. E elas são estudadas e analisadas, mas seu preconceito político tende a ver tendencias ideológicas. Vai ver essas determinadas organizações querem o que ao distorcer os percentuais ou informações, um matriarcalismo comunista? Faça-me o favor !
Historicamente é transparente a desigualdade e a violência que as mulheres sofrem na maior parte do mundo, e que não há motivos para achar uma teoria conspiratória profunda não. O que está acontecendo é que a sua opinião é machista, por isso duvida do óbvio e tenta achar algo mais profundo, assim como os religiosos que defendem a bíblia e tentam justificar a escravidão pois tem algo mais profundo que não entendemos.

@Russel, 

Depende do país na Europa, o machismo também é muito forte ainda. Se for Portugal então, nem se fale:

http://www.efe.com/efe/portugal/sociedade/numeros-de-violencia-machista-continuam-a-ser-desafio-para-portugal/50000442-2813225

http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_lifestyle/Avidadesaltosaltos/2015-11-26-O-machismo-mata.-O-silencio-tambem

 

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4 minutos atrás, Dimas B L disse:

Não é uma questão se simplificar, pois é bem notório que o machismo é um comportamento infestado de misoginia. E elas são estudadas e analisadas, mas seu preconceito político tende a ver tendencias ideológicas. Vai ver essas determinadas organizações querem o que ao distorcer os percentuais ou informações, um matriarcalismo comunista? Faça-me o favor !
Historicamente é transparente a desigualdade e a violência que as mulheres sofrem na maior parte do mundo, e que não há motivos para achar uma teoria conspiratória profunda não. O que está acontecendo é que a sua opinião é machista, por isso duvida do óbvio e tenta achar algo mais profundo, assim como os religiosos que defendem a bíblia e tentam justificar a escravidão pois tem algo mais profundo que não entendemos.

As estatisticas também nos dizem que hoje em dia, há mais queixas de violência domestica perpetradas pelas mulheres aos seus companheiros do que no passado. Qual é a causa? Feminismo? 

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20 minutos atrás, Sisiphus disse:

As estatisticas também nos dizem que hoje em dia, há mais queixas de violência domestica perpetradas pelas mulheres aos seus companheiros do que no passado. Qual é a causa? Feminismo? 

Depois Russel e eu que estamos simplificando. O feminismo é bem mais antigo que essas estatísticas e convenhamos, é natural que depois de tanta divulgação sobre a violência contra as mulheres, algumas comecem a revidar depois que apanharam ou veem seus filhos apanhando. Apesar de em números absolutos, os homens são a maioria das vítimas de homicídio, a diferença é que quem está matando os homens são os próprios homens. Quando uma mulher sofre uma violência, o agressor é geralmente homem. Quando um homem sofre uma violência, o agressor quase sempre é um homem.

 

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Dimas, isso é tão óbvio que nem deveria necessitar argumentação. Me surpreendo muito que exista esta estranha resistência em relação ao fatos e números neste assunto. Lá onde eu moro até que não me causa tanta surpresa, mas neste fórum é algo que me surpreende sim, pois o nível de esclarecimento aqui, mesmo entre os mais conservadores, é em média bem maior que o gado em geral. Tem colegas que preferem até ignorar todo o histórico e os números e ficarem do lado das teorias conspiratórias envolvendo a "maldita esquerda".

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Realmente é impressionante, agora eu entendo certo "sangue no zóio" de alguns aqui. Será que Freud explica? he he.

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15 horas atrás, Dimas B L disse:

 Quando um homem sofre uma violência, o agressor quase sempre é um homem.

 

Ou será que é também por causa do machismo que o homens "levam mas calam"? cifras negras? O meu exemplo acima referido (aumento do feminismo como causa da violência - verbal, fisica, psicologica, etc-  feminina contra os homens) ia precisamente no sentido que não devemos simplificar demasiado. Profissionalmente lido com estudos estatisticos, e bem sei que as estatisticas "gemem" conforme os nossos interesses. Números e interpretações são coisas distintas.

O que eu critico na vossa gente (e nos da extrema direita) é que para fins propagandisticos simplificam excessivamente. Pegam em meia duzia de chavões e repetindo-os até à exaustão, mais facilmente convertem o vosso publico-alvo. No vosso caso é a pureza, a inocência, a bondade, etc, do povo, do fraco, do pobre, da mulher, etc vs a corrupção, a opressão, a maldade dos lideres, dos ricos, dos fortes, do homem, etc

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14 horas atrás, Russell disse:

Dimas, isso é tão óbvio que nem deveria necessitar argumentação. Me surpreendo muito que exista esta estranha resistência em relação ao fatos e números neste assunto. Lá onde eu moro até que não me causa tanta surpresa, mas neste fórum é algo que me surpreende sim, pois o nível de esclarecimento aqui, mesmo entre os mais conservadores, é em média bem maior que o gado em geral. Tem colegas que preferem até ignorar todo o histórico e os números e ficarem do lado das teorias conspiratórias envolvendo a "maldita esquerda".

Russell eu não nego que muitas mulheres são vitimas de violência doméstica e que muitas morrem por causa disso. Tenho é duvidas à cerca de todas as causas que levam a que isso aconteça. Não descarto que possa existir alguma "culpabilidade" das vitimas. 

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Entendi o que vc quis dizer. E dando sequência a sua linha de raciocínio, poderia exemplificar de que forma seria essa culpabilidade? Sempre que usamos de exemplos práticos, fica mais fácil de transmitir aquilo que desejamos dizer e acaba consequentemente facilitando o debate.   

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18 horas atrás, Sisiphus disse:

As estatisticas também nos dizem que hoje em dia, há mais queixas de violência domestica perpetradas pelas mulheres aos seus companheiros do que no passado. Qual é a causa? Feminismo? 

Esse é um dos pontos que fazem a real diferença no feminismo a cultura das próprias mulheres ( em geral) já foi mudada, depois de todo esse debate e as dicas de leitura, eu já tirei minhas conclusões de até onde defender o feminismo...

obrigado a todos!

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24 minutos atrás, Russell disse:

Entendi o que vc quis dizer. E dando sequência a sua linha de raciocínio, poderia exemplificar de que forma seria essa culpabilidade? Sempre que usamos de exemplos práticos, fica mais fácil de transmitir aquilo que desejamos dizer e acaba consequentemente facilitando o debate.   

Já presenciei situações em que mulheres demonstraram extrema falta de respeito, agressividade fisica e verbal contra os seus companheiros, abusos esses muito susceptiveis de provocarem uma resposta também violenta da outra parte. Eu próprio já fui vitima de abusos femininos. Foi extremamente difícil conter-me.

 Um Deus da virtude facilmente se retrairia a dar uma resposta agressiva, mas para um ser humano normal (machista ou não), será tal contenção algo de normalmente expectável? Eu coloquei culpabilidade entre aspas, porque obviamente a culpa pela resposta do homem não é inteiramente da mulher,mas sim do homem que assim agiu, todavia a provocação/a agressão da mulher não deixa de ser um eventual fator com um elevado potencial de desencadeamento de uma determinada reação violenta por parte do homem.   

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Sobre a violência (fisica e psicologica) das mulheres sobre os homens ou mesmo sobre outras mulheres (as lésbicas também se agridem), Russell, quais são segundo você, as causas? O que é que a Esquerda tem a dizer sobre isso?

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O único movimento feminista q devemos levar a sério foi a liberação $exual do corpo feminino. O corpo feminino se democratizou, hehe

Hoje elas são livres para amar quem quiser, pois ninguém é de ninguém, hehe.

Agora as coisas são as claras. Ainda bem, senão as mulheres estariam vestidas assim desse jeito e escondendo os seu segredos mais íntimos dos homens. :P

burca3.jpg

:lol:

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6 minutos atrás, Ricardo Sandre disse:

O único movimento feminista q devemos levar a sério foi a liberação $exual do corpo feminino. O corpo feminino se democratizou, hehe

Hoje elas são livres para amar quem quiser, pois ninguém é de ninguém, hehe.

Agora as coisas são as claras. Ainda bem, senão as mulheres estariam vestidas assim desse jeito e escondendo os seu segredos mais íntimos dos homens. :P

burca3.jpg

:lol:

Mas a burka até é uma coisa boa (do ponto de vista feminista) pois impede que os olhos machistas e sexistas oprimam lascivamente os corpos das mulheres,:ph34r:

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2 horas atrás, Sisiphus disse:

Sobre a violência (fisica e psicologica) das mulheres sobre os homens ou mesmo sobre outras mulheres (as lésbicas também se agridem), Russell, quais são segundo você, as causas? O que é que a Esquerda tem a dizer sobre isso?

Bem, aqui pras minhas bandas a violência na via mulher > homem é pífia, tão irrisória que nem compõe números estatísticos nas delegacias e cortes de justiça. E ainda assim os raríssimos casos de homem que apanha de uma mulher são tratados, inclusive por autoridades locais, com profundo escrache e muita ironia e gozação.

Sobre as lésbicas não sei te dizer nada pois acredito que seja um número pouco considerável também e eu raramente vejo companheiras de lésbicas reclamando de agressão física.

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5 minutos atrás, Sisiphus disse:

Mas a burka até é uma coisa boa (do ponto de vista feminista) pois impede que os olhos machistas e sexistas oprimam lascivamente os corpos das mulheres,:ph34r:

Só concordo mulheres feias usarem burka. :P

Sinceramente, essa aí debaixo ficaria melhor de burka. :D

 

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27 minutos atrás, Russell disse:

Bem, aqui pras minhas bandas a violência na via mulher > homem é pífia, tão irrisória que nem compõe números estatísticos nas delegacias e cortes de justiça. E ainda assim os raríssimos casos de homem que apanha de uma mulher são tratados, inclusive por autoridades locais, com profundo escrache e muita ironia e gozação.

Sobre as lésbicas não sei te dizer nada pois acredito que seja um número pouco considerável também e eu raramente vejo companheiras de lésbicas reclamando de agressão física.

Não respondeu à minha pergunta. Deixemos o Brasil. Na Europa, onde a igualdade também já vai mudando as mentalidades que consideravam algo vergonhoso e irónico um homem ser agredido por uma mulher e pior ainda se apresenta-se queixa na Justiça, as denuncias estão a aumentar. Mas eu não estou falando apenas nas estatisticas, pois as cifras negras são elevadas no que diz respeito a violência contra o homem. Você nunca assistiu a um episódio de violência (fisica, verbal ou psicologica - como o abuso emocional passivo-agressivo) de uma mulher contra um homem? Se sim, que causas você apresenta para essa ocorrência?

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33 minutos atrás, Russell disse:

 

Sobre as lésbicas não sei te dizer nada pois acredito que seja um número pouco considerável também

O facto dos numeros (registos) serem poucos consideráveis, pode não ter haver com o numero de ocorrências que realmente existem mas sim com outras causas. Você mesmo apresentou motivos que levam os homens a não se queixarem (vergonha ou medo de gozação). Lembre-se que outrora as mulheres também não denunciavam os maridos agressores por vergonha ou medo ou falta de apoio externo; mas isso não significava que não existissem muitos casos de violência. Hoje em dia, a  mulher é incentivada para se queixar. O homem, sobretudo em paises subdesenvolvidos como o Brasil, continua amordaçado (não legalmente, mas culturalmente). Não me custa a acreditar que a maioria das vossas mulheres, inclusive feministas, consideram um homem que leva da mulher e se queixa, como um fraco exemplar do sexo masculino. 

Leia este artigo, pode ser que o faça sair um pouco do campo  do politicamente correto, mas realisticamente falseado.

 

Women murdering men is still mercifully rare. In 2014/15, 19 men died at the hands of their partner or ex-partner, compared with 81 women. However, the number of women convicted of perpetrating domestic abuse has more than quadrupled in the past ten years, from 806 in 2004/05 to 4,866  in 2014/15

 

While it's important to state that more women than men suffer domestic abuse in Britain (4.5m women versus 2.2m men over the age of 16, according to the ONS), there remains a theory that men under report their experiences due to a culture of masculine expectations  

 

But politically the system is stacked against men. While ending violence against women and girls(VAWG) has rightly been a governmental priority, there is not only no specific strategy to end violence against men

 

http://www.telegraph.co.uk/men/thinking-man/why-female-violence-against-men-is-societys-last-great-taboo/

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2 minutos atrás, Sisiphus disse:

O facto dos numeros (registos) serem poucos consideráveis, pode não ter haver com o numero de ocorrências que realmente existem mas sim com outras causas. Você mesmo apresentou motivos que levam os homens a não se queixarem (vergonha ou medo de gozação). Lembre-se que outrora as mulheres também não denunciavam os maridos agressores por vergonha ou medo ou falta de apoio externo; mas isso não significava que não existissem muitos casos de violência. Hoje em dia, a  mulher é incentivada para se queixar. O homem, sobretudo em paises subdesenvolvidos como o Brasil, continua amordaçado (não legalmente, mas culturalmente).

Concordo. Mas além dos registros não se esqueça que eu vivo inserido nesta sociedade e tenho uma larga vizinhança onde os ocorridos corroboram as estatísticas.

Citar

Não me custa a acreditar que a maioria das vossas mulheres, inclusive feministas, consideram um homem que leva da mulher e se queixa, como um fraco exemplar do sexo masculino.  

As feministas que conheço e mantenho boa amizade tem em seu discurso um fundamental apoio a zero agressão física, inclusive no sentido mulher > homem. Reprovam com veemência tanto a agressão física como o esculacho e humilhação verbal. Foram as primeiras aqui na minha cidade a incentivar a irem à delegacia os homens que "estouram" por causa das mulheres que lhes xingam ou os levam ao limite emocional. Dizem que ir à delegacia e fazer um BO é a atitude correta ao invés do descontrole e agressão física. Feministas inteligentes e equilibradas compõem o verdadeiro feminismo. Vcs estão "traumatizados" com o desvirtuamento da questão e suas derivações estúpidas. Compreendo vosso posicionamento.  

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1 minuto atrás, Russell disse:

Concordo. Mas além dos registros não se esqueça que eu vivo inserido nesta sociedade e tenho uma larga vizinhança onde os ocorridos corroboram as estatísticas.

 

Porque é que os homens que são seus vizinhos lhe iriam dizer a si que são agredidos pelas suas mulheres? Muitos homens nem sequer se dão conta dos abusos psicologicos de que são alvos, pois foram ensinados a tolerar os "caprichos" femininos; as mulheres também só agora estão a serem ensinadas a não ser tolerantes com os abusos masculinos.

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7 horas atrás, Sisiphus disse:

Ou será que é também por causa do machismo que o homens "levam mas calam"? cifras negras? O meu exemplo acima referido (aumento do feminismo como causa da violência - verbal, fisica, psicologica, etc-  feminina contra os homens) ia precisamente no sentido que não devemos simplificar demasiado. Profissionalmente lido com estudos estatisticos, e bem sei que as estatisticas "gemem" conforme os nossos interesses. Números e interpretações são coisas distintas.

O que eu critico na vossa gente (e nos da extrema direita) é que para fins propagandisticos simplificam excessivamente. Pegam em meia duzia de chavões e repetindo-os até à exaustão, mais facilmente convertem o vosso publico-alvo. No vosso caso é a pureza, a inocência, a bondade, etc, do povo, do fraco, do pobre, da mulher, etc vs a corrupção, a opressão, a maldade dos lideres, dos ricos, dos fortes, do homem, etc

"Ou será" não é uma pergunta muito senso comum para debater sobre o assunto? Se tudo o que é pesquisado nesse aspecto é uma teoria de conspiração para alguma ideologia tendenciosa, vou pro senso comum assim como você. Se trabalha com estatísticas, eu concordo que elas são até certo ponto maleáveis (se estivermos com os pés no nitrogênio líquido e a cabeça em um forno industrial, na média estamos bem, he he), mas achar que a violência contra a mulher e a desigualdade é algo recente ou de fácil manipulação, me desculpe é pura alienação. Não é uma questão de chavão, há literatura suficiente para a vida toda que mostra as várias injustiças com as mulheres e não somente com elas. Se não consegue perceber isso ao seu redor, só pode ser por pensar como um machista. E não é somente "nossa gente" que faz isso, de onde você tirou essa conclusão? E que gente é a sua, posso saber? 
No caso de vocês (supondo que seja lusitano, pois é o que parece), não é diferente, não tem nada a ver com essa falácia de apelo a emoção, por favor !

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21 minutos atrás, Sisiphus disse:

Porque é que os homens que são seus vizinhos lhe iriam dizer a si que são agredidos pelas suas mulheres? Muitos homens nem sequer se dão conta dos abusos psicologicos de que são alvos, pois foram ensinados a tolerar os "caprichos" femininos; as mulheres também só agora estão a serem ensinadas a não ser tolerantes com os abusos masculinos.

Sério? Coitado dos homens que toleram "caprichos" femininos. Se for pela falácia 'ad populum' eu também tenho. Não conheço nenhum caso desses entre amigos e parentes. Ou seja, se você conhece, devem ser uns bunda moles.  
Juro que eu não entendo como as pessoas não percebem a necessidade do feminismo no mundo. Não leem nada sobre o assunto a não ser estatísticas, não assistem filmes, documentários? Impressionante ! 

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16 horas atrás, Dimas B L disse:

"Ou será" não é uma pergunta muito senso comum para debater sobre o assunto? Se tudo o que é pesquisado nesse aspecto é uma teoria de conspiração para alguma ideologia tendenciosa, vou pro senso comum assim como você. Se trabalha com estatísticas, eu concordo que elas são até certo ponto maleáveis (se estivermos com os pés no nitrogênio líquido e a cabeça em um forno industrial, na média estamos bem, he he), mas achar que a violência contra a mulher e a desigualdade é algo recente ou de fácil manipulação, me desculpe é pura alienação. Não é uma questão de chavão, há literatura suficiente para a vida toda que mostra as várias injustiças com as mulheres e não somente com elas. Se não consegue perceber isso ao seu redor, só pode ser por pensar como um machista. E não é somente "nossa gente" que faz isso, de onde você tirou essa conclusão? E que gente é a sua, posso saber? 
No caso de vocês (supondo que seja lusitano, pois é o que parece), não é diferente, não tem nada a ver com essa falácia de apelo a emoção, por favor !

Como eu referi atrás eu não nego que as mulheres são vitimas de violência, apenas sou ceptico quanto às motivações que " a sua gente" apresenta de forma tão simplista para fins de propaganda ideológica. O mesmo eu diria se você me dissesse que as causas para os crimes de apropriação de propriedade/capital alheio são a existência da desigualdade socio-economica fruto do capitalismo. Simplificação (por exemplo a delimitação de um campo inimigo) para melhor exacerbar/mobilizar as paixões (neste caso populismo de esquerda) vs a verdadeira complexidade da realidade, compreende?

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17 horas atrás, Dimas B L disse:

 Ou seja, se você conhece, devem ser uns bunda moles.  
 

Gostaria de saber porque é que você considera os homens que são vitimas de violência doméstica "uns bundas moles"?  Preconceito?

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17 horas atrás, Dimas B L disse:

Não conheço nenhum caso desses entre amigos e parentes. 

Nos últimos três anos, mais de mil homens pedirem ajuda por terem sido vítimas de violência doméstica

O número de homens vítimas de violência doméstica aumentou quase 15% entre 2013 e 2015, com mais de 1.200 casos, segundo dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, que lançou uma campanha contra a vergonha em denunciar.

Os números da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) são claros e mostram que tem havido uma tendência crescente no número de casos de homens vítimas de violência doméstica que pedem ajuda.

Em declarações à agência Lusa, Daniel Cotrim, assessor técnico da direção, explicou que a APAV decidiu avançar com esta campanha especialmente direcionada para os homens porque este fenómeno também faz parte da realidade que compõe a violência doméstica.

"Sabemos que estatisticamente as mulheres ainda são mais vítimas deste crime do que os homens, mas aquilo que temos vindo a reparar nos nossos números é que entre 2013 e 2015 houve um aumento de quase 15% de denúncias de homens adultos vítimas de violência doméstica junto dos nossos gabinetes de apoio à vítima", adiantou.

Os dados estatísticos da APAV mostram que, em 2013, 395 homens recorreram aos serviços da associação, número que caiu ligeiramente para 393 em 2014 e que chegou aos 452 em 2015. No total, 1.240 homens pediram ajuda por terem sido vítimas de violência doméstica.

De acordo com a APAV, são sobretudo os homens mais velhos, com mais de 65 anos, as vítimas, representando 27,6% do total.

Por outro lado, em 56% dos casos denunciados, vítima e agressor têm uma relação conjugal.

De acordo com Daniel Cotrim, os casos de violência doméstica nos homens têm características específicas, que os distinguem da violência doméstica nas mulheres, já que são situações em que impera a violência psicológica.

As estatísticas da associação mostram que em 38,2% dos casos denunciados houve maus tratos psíquicos e em 25% maus tratos físicos, totalizando mais de 60% dos crimes denunciados.

Relativamente às características do autor das agressões, os dados da APAV mostram que em 60,8% dos casos são mulheres, com idades compreendidas entre os 35 e os 54 anos (32,2%).

Daniel Cotrim explicou que o mote da campanha é falar daquilo que muitas vezes impede os homens de apresentarem queixa quando são vítimas de violência doméstica: a vergonha.

"Sobretudo trabalhar esta questão e sensibilizar para as questões do medo e da vergonha, que surgem como principal barreira ao primeiro pedido de ajuda. O silêncio é uma grande arma que está do lado da agressora, na grande maioria das situações", apontou.

O assessor técnico da APA frisou que a lei portuguesa não tem género e não discrimina quem quer denunciar situações de violência doméstica, apoiando tanto homens como mulheres.

Daniel Cotrim admitiu que os número de casos de homens que denunciam é ainda baixo, mas lembrou que o mesmo aconteceu com a violência doméstica no feminino, defendendo que é "preciso fazer alguma coisa abertamente", dar apoio e mostrar que as associações já estão preparadas para prestar apoio aos homens vítimas de violência doméstica.

"É preciso que os homens se libertem deste peso do medo e da vergonha de pedirem ajuda, de terem medo de serem humilhados, de que não acreditem neles junto das autoridades ou das instituições. Felizmente muito se avançou e muito se aprendeu relativamente a estas questões", defendeu.

http://www.dn.pt/sociedade/interior/numero-de-homens-vitimas-de-violencia-domestica-aumentou-15-entre-2013-e-2015-5363450.html

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