Um pensador

Que é a verdade?

83 posts neste tópico

22 horas atrás, Hiena Implume disse:

Verdade é apenas isso, verdade não é ontologia como comumentemente se pensa. Agora, quais são os critério para atribuir tal estado a uma proposição pode variar muito.

Pois é , a verdade pode variar muito , uma hora os homens são mortais, outra hora eles são imortais. As vezes o Sol é uma estrela de quinta grandeza, e outras vezes num momento megalomania ele é o deus RÁ. Uma hora eu sou apenas um rapaz latino americano, outra hora sou um DEU$ TODOPODEROSO. :D

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E Mencken!!

Ninguem filosofou de forma tão divertida e provocativa que ele e olha que nem era filósofo...

Numa das citações dele ele afirma que muito dos  grandes filos[ofos morreram ou bêbados, ou loucos, ou cornos ou uma mistura de tudo isso...

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É um texto longo, mas vale a pena ler.

Mas se voce é daqueles politicamente corretos e que ainda crê na decência humana (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) melhor não ver.

A verdade liberta mas tambem deprime...

 

Leiam:

 

Em 1920, Mencken fez picadinho do livro de Upton Sinclair The Brass Check, em que o autor denunciava o caráter marrom da imprensa americana e defendia o levantamento de 1,3 milhão de dólares para a criação de um semanário devotado “à verdade, a toda a verdade e nada mais que a verdade”. Um conselho de mentes infalíveis seria criado para determinar a verdade. Mencken se diverte imaginando como reagiriam os nomes apontados por Sinclair diante de situações que exigiriam um repórter de verdade — Sinclair chega a sugerir a contratação de um professor da Universidade de Washington para cobrir distúrbios de rua na capital… Em seguida, fingindo apoiar as idéias do autor, Mencken dá a sua visão sardônica e feroz do jornalismo nos Estados Unidos. (Ruy Castro)
 
II
 
O que aflige primariamente os jornais dos Estados Unidos — e aflige também o esquema regenerador do dr. Sinclair — é o fato de que o gigantesco desenvolvimento comercial desses jornais os obriga a atingir massas cada vez maiores de homens indiferenciados, e o de que a verdade é uma mercadoria que essas massas não podem ser induzidas a comprar. As causas disso estão enraizadas na psicologia do Homo boobus, ou homem inferior — ou seja, do cidadão normal, típico e predominante de uma sociedade democrática. Esse homem, apesar de uma aparência superficial de inteligência, é, na realidade, incapaz de qualquer coisa que possa ser descrita como raciocínio. As ideias que lhe entopem a cabeça são formuladas por um processo de mera emoção. Como todos os outros mamíferos superiores, ele tem sentimentos muito intensos, mas, também como eles, falta-lhe capacidade de julgamento. O que lhe agrada mais no departamento de ideias — e, daí, o que ele tende a aceitar mais como verdadeiro — é apenas o que satisfaz os seus anseios principais. Por exemplo, anseios por segurança física, tranquilidade mental e subsistência farta e regular. Em outras palavras, o que ele exige das ideias é o mesmo que exige das instituições — ou seja, que o deixem livre da dúvida, do perigo e daquilo que Nietzsche chamou de os acasos do labirinto. Acima de tudo, livre do medo, aquela emoção básica de todas as criaturas inferiores em todos os tempos e lugares. Por isso esse homem é geralmente religioso, porque a espécie de religião que conhece é apenas um vasto esquema para aliviá-lo da luta vã e penosa contra os mistérios do universo. E por isso ele é também um democrata, porque a democracia é um esquema para protegê-lo da exploração dos seus superiores em força e sagacidade. E é também por isso que, na miscelânea de suas reações às ideias, ele abraça invariavelmente aquelas que lhe parecem mais simples, mais familiares, mais confortáveis — que se ajustam mais prontamente às suas emoções fundamentais e lhe exigem menos agilidade, resolução ou engenhosidade intelectuais. Em suma, ele é uma besta.
 
O problema com que se depara um jornal moderno, pressionado pela necessidade de se manter como um negócio lucrativo, é o de conquistar o interesse desse homem inferior — e, por interesse, não me refiro naturalmente à sua mera atenção passiva, mas à sua ativa cooperação emocional. Se um jornal não consegue inflamar seus sentimentos é melhor desistir de vez, porque esses sentimentos são a parte essencial do leitor e é deles que este draga as suas obscuras lealdades e aversões. Bem, e como atiçar os seus sentimentos? No fundo, é bastante simples. Primeiro, amedronte-o — e depois tranquilize-o. Faça-o assustar-se com um bicho-tutu e corra para salvá-lo, usando um cassetete de jornal para matar o monstro. Ou seja, primeiro, engane-o — e depois engane-o de novo. Essa, em substância, é toda a teoria e prática da arte do jornalismo nos Estados Unidos. Se nossas gazetas levam a sério algum negócio, é o negócio de tirar da focinheira e exibir novos e terríveis horrores, atrocidades, calamidades iminentes, tiranias, vilanias, barbaridades, perigos mortais, armadilhas, violências, catástrofes — e, então, magnificamente superá-los e resolvê-los. Essa primeira parte é muito fácil. Não se sabe de nenhum caso em que a massa tenha deixado de acreditar num novo papão. Assim que o horrendo bicho tira os véus, ela começa a se agitar e gemer: seu reservatório de medos primários está sempre pronto a transbordar.
 
A segunda parte não é muito mais difícil. O que se exige do remédio é que ele seja simples, mais ou menos familiar, fácil de compreender — que não represente uma provação para o centro cerebral superior — e que evite conduzir a tímida e delicada inteligência da multidão para aqueles estranhos e dolorosos caminhos da especulação. Todo o jornalismo sadio nos Estados Unidos (sadio no sentido de que floresce espontaneamente, sem precisar de auxílio externo) baseia-se firmemente em inventar e destruir papões. Assim como a política. E assim como a religião. O que reside sobre essa impostura fundamental é uma artificialidade, um brinquedo de homens com mais esperanças do que bom-senso. O jornalismo inteligente e honesto, assim como a política inteligente e honesta — são coisas que não têm lugar numa sociedade democrática. São, quando existem, curiosidades exóticas, orquídeas pálidas e viscosas, bestas em cativeiro. Tirem-lhes o vapor, a garrafa de leite, a seringa, e puf!, elas somem.
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Infelizmente ainda não conhecia esse Mencken; obrigado Branca por mo teres apresentado. 

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Em 31/01/2017 at 17:40, Brancaleone J disse:

Uma parte significativa da população  crê infundadamente que se alguém expressa-se  de maneira complexa e erudita sobre determinado assunto, esta pessoa tem conhecimento profundo sobre o tema que estiver em questão.

Os filósofos  utilizam-se deste artifício ao ponto que constituir o discurso matéria específica dos cursinhos de filosofia ou seja, o que voce  diz não tem tanta importância quanto COMO voce diz e assim, a besteira mais monumental ou a mentira mais deslavada adquire ares de sabedoria e verdade absoluta por conta exclusivamente da profusão vocabulística e da riqueza semântica do discursante... Os economistas tambem valem-se destas artimanhas e Odorico Paraguaçu  era useiro e vezeiro nesta "arte"...

Postos às claras estes fatos, não se deve zombar daqueles que expressam-se de maneira menos complexa  ou erudita. A simplicidade discursiva  não  implica em erro ou mentira e muitas vêzes é mais honesta que o palavrório intencionalmente complexo e emitido assim apenas para desencorajar a réplica.

Eu pessoalmente prefiro a objetividade ao ponto de ser tosco  e aqui já disseram que teclar com cascos deve ser difícil para mim - o que me fez feliz pois pelo menos no meu caso  sabe-se porque escrevo eventuais merdas enquanto que  de outros ainda não acharam explicação...

Às vêzes digo mentiras ou inverdades ou erros mas quando cometo tais gafes as faço com poucas palavras, poucas linhas e não disfarço inveridicidades com palavrório...

Essa parte da população foi determinada por quem? Quantos são? Qual o perfil?

Não é artifício  e sim inerente à  proposta e natural que quando um médico ou geneticista fale algo profundamente técnico, só quem estudou entenda. Não é por isso que  há livros sobre o assunto para leigos?  Eu mesmo leio muito sobre física sem entender patavina sobre a matemática envolvida. E comparar um personagem da literatura com economistas é pior que chamar economia de "arte".
Você fala de objetividade e  a única coisa que tem é uma opinião subjetiva, baseada em achismos tão senso comum como as pessoas que você julgou serem ingênuas a ponto de crerem em eruditos. Se eu pedisse para você ler qualquer livro que trata da objetividade/subjetividade em qualquer área do conhecimento iria "boiar" e criticar do mesmo modo.
E chamar aquilo que não entende de "invericidades com palavrório" é sucinto, porém ilógico, contraditório, caricato, derrisório...  

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Dimas Dimas...

Voce é igualzinho a eu na defesa de seus argumentos. Voce só usa mais palavras...

Sim, minha opinião pode ser subjetiva ( e de quem não é?) e sim baseada em achismos "tão senso comum" - já voce embasa seus achismos nos achismos dos outros e só  ter lido um achismo muito bem escrito por algum famosão não faz do seu achismo melhor que o meu. Mais prolixo talvez, com mais letrinhas com certeza - mas é achismo.

Claro e óbvio que li muito - apenas filtrei bastante e conclui que muita merda é muito bem escrita por muita gente boa.

Voce bem disse que quando um médico ou geneticista  fala algo profundamente técnico ELE DEVE ESTAR FAZENDO ISSO ENTRE OS SEUS COLEGAS DE PROFISSÃO,  tipo assim num congresso... - e não falaria assim com um paciente ou num buteco ou num fórum como esse...

Essa é a questão: Comunicação entre iguais. Não se pode vir aqui e considerar que TODOS ( eu inclusive) somos letrados, cultos, intelectuais e que por isso podemos entender o que os cultos, letrados e intelectuais escrevem.

Sugiro que ao postar alguma matéria,  coloque ao fim uma observação  indicando que só  os considerados por voce como "aptos"  comentem sua postagem. Assim, voce evitará que pessoas comuns como eu e alguns outros aqui se atrevam a contaminar a discussão.

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Com relação a qual percentual da população crê em palavras bonitas eu posso AFIRMAR que são todos os evangélicos, todos os espíritas (de fato os palestrantes são bons)

a intelectualha de esquerda ( tá eu sei, intelectual e esquerda parece contrasenso...) e especialmente todos os que acham que são sabidos e que nunca, jamais admitiriam não ter entendido alguma coisa...

Mas esta prosa tá enveredando prum rumo meio áspero e como bem dizia meu avô Estephano, briga só de faca e bala porque de boca (ou de teclado) é coisa de frôxo... vamo amaina os espíritos,  tirar as facas das botas e combinamos de cada  gospe pro lado oposto que o outro gospe...

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Verdade...

Verdade...

 

 

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