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40 minutos atrás, Russell disse:

1. Vamos ser mais simples e resumidos. O controle dos indivíduos nas sociedades organizadas pode ser direto e indireto. Nos indiretos nós temos uma maior chance de sermos pouco controlados caso a pessoa seja cética e aquela que aja mais pelo racional do que emocional.

2. Já nos diretos ou se submete ao controle ou paga-se de alguma forma (multas, perda da liberdade, etc).

3. O grande problema é que pouquíssimas pessoas são céticas e mais racionais do que emocionais, tanto que o controle indireto tem um poder enorme no meio da macacada, como a pressão das religiões, da moda, da obsessão pelo perfil corpóreo ou de qualquer outra subjetividade que alguém conseguir implantar de forma bem persuasiva na cabecinha das pessoas.

4. Embora eu seja um grande defensor da liberdade de pensamentos e ideias (e nem tem como ser diferente), antagonicamente a isso é curioso que os controles mais severos são os indiretos, exercidos justamente através de "lavagem cerebral" onde consegue-se um controle muito mais eficiente do que se fosse o direto (o que é imposto). Um esquerdopata com a cabecinha feita será um propagador muito mais proveitoso para a "causa" do que se obrigar na marra alguém com outras ideias fazer a mesma propaganda. São infinitos os exemplos. 

5. É justamente por isso que a educação é uma das armas mais poderosas que existe para a diminuição do controle, e obviamente por isso ela é indesejada pelos governantes aqui da república bolivariana das bananeiras. 

1. O que você esta dizendo é que algumas pessoas ficam mais sob controle do que outras, isso esta por definição incorreto. O que você está dizendo que é que algumas pessoas tem mais autocontrole do que outras, o que não quer dizer uma ausência maior de controle.

2. Quando você não se submete e paga as consequências punitivas você esta sob controle também, e tão sob controle de um reforço que mesmo a punição social não foi capaz de impedi-lo. Um cara entra na sua casa e mata sua filha na sua frente, você no calor do momento tem menos autocontrole (o que as pessoas chama de razão X emoção) e mata o cara, mesmo sabendo das possíveis punições sociais, das regras morais ou se fosse religioso do pecado que isto é. Ora, simples, ver o cara que matou sua filha morrendo era muito mais reforçador para você do que qualquer outra coisa naquele momento, sob controle disto você fez o que fez. Quem olha de fora diz, "ele perdeu o controle" ou que a sociedade e suas leis não controlaram o comportamento dele (isto esta correto). Mas dizer que não há nada te controlando, é errado.

3. Ai começa o problema de pensarmos assim... Dizemos que algumas pessoas são mais racinais do que outra, e que estas outras coitadas, são mais manipuláveis que nós seres superiores pensantes. Esta errado, por definição. Um gari iletrado e o Phd da USP em Física Quântica estão sob controle pelas mesmas leis comportamentais, idênticas a do pombo inclusive ou o da barata, verme, cabra, cão, etc... O que muda de um para o outro são as Variáveis de Controle, seu cão tem um grupo e você tem outra. Uma cadela excita ele e a você não mas, ambos se comportam sob controle de algo. Se um garoto fica mais sob controle do comercial da Nike que você, é pelo simples motivo que no contexto dele, no histórico de vida dele, aquele estimulo é mais reforçador do que para você. Você e os pensantes só são mais "pensantes" porque tiveram um histórico de vida que os ensinou este comportamento, se você tivesse nascido numa família funk ostentação você certamente iria valorizar estas coisas, porque isto lhe seria ensinado. Mas te ensinaram que bom é rock não pagode, que bom é ler e não rebolar. Não quer dizer que você pensa mais ou é melhor de alguma forma, só quer dizer que te ensinaram valores diferentes. 

4. A palavra controle só serve para o lado ruim da coisa? Quando Martin Luther King fazia seus discursos de igualdade de direitos ele não estava tentando exercer algum controle naquela sociedade? Quando dizemos que mulheres tem direito ao voto não queremos controlar a sociedade? Podemos controlar para o bem ou para o mal, mas em ambos os casos é controle. Hoje queremos uma sociedade menos homofóbica por exemplo, como vamos fazer isso sem controlar o comportamento de homofóbicos? Não tem como, quando o governo lança uma campanha anti homofobia já controle. Ou seria controle apenas se fosse a favor de algo ruim, como a homofobia? 

5. Educação é controle, quando educamos estamos treinando, adestrando, passando valores, ensinando o que a pessoa deve ou não fazer. Quando você diz para seu filho "Ei, diga bom dia quando chegar na casa das pessoas" Você esta controlando, treinando, educando ele. 

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12 minutos atrás, Russell disse:

Só internacional? Não pode ser nacional também não ?:lol:

Opa, maldito corretor automático. Já corrigi :D

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Controle é a síntese do ser humano e pelo jeito,  de outros bichos também eheheh Já nascemos controlados, até quando há descontrole somos controlados...eheheh

Parafraseando Sandre, som na caixa: 

 

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16 horas atrás, Sisiphus disse:

Eu reconheço que a religião influencia e muito a forma como hoje todos nós pensamos. Mas não aceito que hoje, face às descobertas das ciências e da filosofia, que devamos continuar a usar algo tão ilógico para controlar os seres humanos. 

Ok. Mas a discussão não é esta. Tudo começou quando disse que via com bons olhos a "participação" da religião como coadjuvante na obtenção de melhores níveis para o problema, que ora enfrentamos, de violência por todo o país. Há um desgaste social, fruto da frustração com as instituições, em especial as políticas, que está na direção da ebulição. Se isso ocorrer, aí veremos o que é problema.

É hora de puxar a válvula de segurança desta panela. Como estamos tratando com sistemas (econômico, político, empresariais, organizações, etc) as coisas ficam mais complicadas porque ninguém compreende completamente um sistema, quanto mais a interação entre vários. Há teóricos que advogam (e já são aceitos por muitos) que nesses casos, dada a complexidade envolvida, o normal é o caos. É como alguns analistas tratam situações como Alepo, na Síria. 

Por causa disso, eu entendo que todos que podem ajudar são muito bem-vindos. Deste modo, por que não a religião? Não estou citando uma específica, mas o tipo de respeito que a religião causa ou impõe sobre adeptos, em especial rebeldes. Um seguidor que começa a agir de modo diferente é logo questionado por seus pares. Na maioria das vezes funciona para aquele grupo, pois o dissidente acaba retornando. Qual o segredo? A narrativa. Esta abordagem não apresenta apenas a descrição de crenças comuns entre as partes, mas também a tradição, o passado construído juntos, a razoabilidade dos princípios, o descolar-se do grupo, a possibilidade de volta, etc. Há uma base comum para repreensão, reflexão e retorno. Os de fora, por não operarem com esta "gramática", não atingem tão eficazmente tais indivíduos.

Estes elementos se perderam ou estão em muito menor proporção na modernidade líquida, nos termos de Bauman. Repito. Não estou dizendo para entregar as sociedades nas mãos das religiões, mas para não desconsidera-las nas rodadas de negociação, no grupos de trabalho, nas coleções de propostas que estão surgindo neste tempo extremamente tenso para todos os brasileiros. Estamos no arame e isto requer máxima atenção. Se fecharmos uma porta que não deveria ser fechada, ou abrirmos outra que não deveria ser aberta, poderemos estar, de fato, abandonando algum controle da vida para nos perdermos na totalidade do caos.

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6 horas atrás, Heidegger disse:

 

Estes elementos se perderam ou estão em muito menor proporção na modernidade líquida, nos termos de Bauman. Repito. Não estou dizendo para entregar as sociedades nas mãos das religiões, mas para não desconsidera-las nas rodadas de negociação, no grupos de trabalho, nas coleções de propostas que estão surgindo neste tempo extremamente tenso para todos os brasileiros. Estamos no arame e isto requer máxima atenção. Se fecharmos uma porta que não deveria ser fechada, ou abrirmos outra que não deveria ser aberta, poderemos estar, de fato, abandonando algum controle da vida para nos perdermos na totalidade do caos.

Neste âmbito, estou disposto aceitar que na transição de uma sociedade onde o religioso ainda tem uma influência considerável, para uma sociedade totalmente laica, o processo deve ser lento de forma que as sociedades possam abandonar sem grandes sobressaltos as bóias de salvação sobrenaturais. Na minha opinião, excepto em sociedades como a vossa em que existe ainda uma tremenda desorganização politica e fortes traços culturais favoráveis à violência e ao desrespeito das normas; essa transição está a ser bem conseguida, e tal como disse o Lipovetsky, a maioria das pessoas está-se borrifando para a morte de Deus, estando entretidas com a mera satisfação do seu ego narcisista. Talvez por aí a religião sirva por enquanto como a metadona.

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