Sisiphus

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Sobre Sisiphus

  • Rank
    master
  • Data de Nascimento

Profile Information

  • Gender
    Male
  • Location
    Portugal
  • Interests
    Livralhada, alteres, natureza e heavy metal
  1. Eu reconheço que a religião influencia e muito a forma como hoje todos nós pensamos. Mas não aceito que hoje, face às descobertas das ciências e da filosofia, que devamos continuar a usar algo tão ilógico para controlar os seres humanos.
  2. A muitos dos filósofos, cientistas e escritores que nós mencionamos por aqui, muito provavelmente a você e eu nos considerariam como seres humanos futeis e superficiais comparativamente com eles... Por outro lado você e eu, em determinados momentos das nossas vidas já fomos mais futeis que hoje somos e no futuro podemos muito bem voltar a sê-lo (é frequente a idade trazer um maior apetite pelo conforto). Porque não aceitar que as outras pessoas também se encontram em fases de maturidade intelectual mais atrasadas ou que pura e simplesmente não tem capacidade ou apetência por formas "superiores" de cultura? Há teorias inclusive que defendem que a evolução genética não é uniforme em todos os seres humanos. Hoje em dia, pelo menos nos países desenvolvidos, qualquer criança tem acesso às artes, aos livros, às ciências, mas não obstante, hoje tal como no passado apenas uma minoria encontra prazer/vocação para estas coisas. Eu me lembro, quando eu era criança, que existia uma biblioteca itinerante que passava na vila uma vez por mês, era gratuita, e os professores incitavam os miúdos a irem ali buscar livros (recorde-se que na altura poucos tinham acesso à futilizadora TV); no entanto, poucos iam buscar livros ou apenas liam os de banda desenhada; eu e mais uns poucos éramos os únicos que líamos livros sem bonecos. Todos pertencíamos à mesma classe social e tínhamos familiares quase analfabetos, e no entanto uns tinham prazer e curiosidade e prazer na leitura, a maioria não. Com a minha filha adolescente passa-se o mesmo, têm acesso à cultura superior (já tentou aprender musica, há livros em casa, procuro que ela veja bons filmes, procuro estimular o seu sentido critico, etc) mas no entanto prefere a cultura light. Isto não dá para forçar, cada um tem que seguir o seu caminho e encontrar os seus próprios interesses, sejam estes a alta cultura/ciência/arte, seja a cultura mainstream. Nós só temos que aceitar, da mesma maneira que o Siddhartha do Hess, aprendeu a aceitar que tem que deixar ir o filho para onde ele quer isso por mais que isso nos custe.
  3. Você tende a afirmar que o capitalismo trouxe a futilidade e que esta por sua vez não permite haver liberdade e paz; você defende que uma sociedade melhor que a actual (capitalista) seriam as sociedades primitivas tribais, por isso lhe pergunto se acha que nessas sociedades havia liberdade e paz uma vez que não existiam futilidades capitalistas.
  4. E quanto ao seu reparo sobre as mamas descaídas das índias, hein? um fútil soutien era capaz de ser uma coisa boa...
  5. Nas sociedades primitivas (não futeis) havia liberdade e paz?
  6. Nesse sentido concordo; tal como já referi antes, apenas sou a favor da pena de morte para crimes de sangue e se a execução fosse desejada/realizada pelos familiares da vitima.
  7. Mas a prisão perpétua também pode vir a ser usada por Estados mafiosos (e a prisão perpétua será para todos preferível à pena de morte ?); o que está em causa é a pena de morte nos regimes políticos actuais - tendencialmente Estados de Direito e democráticos. A pena de morte é apenas um instrumento judicial, que pode ser usado para fins de justiça ou mal usado para outros fins, mas isso são coisas diferentes. O uso da policia num Estado de Direito é uma coisa; num Estado totalitarista distópico é outra coisa.
  8. Os estóicos lhe diriam que a revolta sobre o que aconteceu no passado é uma tolice, pois não serve para nada. Há que saber deixar a bagagem que nos pesa para trás.
  9. Eu queria dizer é que o sucesso/fracasso tanto dependem do Sistema como do individuo, ou de ambos em simultâneo, ou do acaso...quem tem ambições, se assim o entender, o melhor que tem a fazer é esforçar-se usando todas as suas habilidades e conhecimentos para tentar alcançar o que pretende...mas mesmo assim pode muito bem vir a fracassar. São estas as regras deste jogo onde o que é justo ou injusto é irrelevante.
  10. Mas o Sistema é composto por muitos subsistemas, sendo que você poderá escolher aqueles que em determinado momento da sua vida lhe fazem maior sentido (para si). Um dos maiores subsistemas existentes é obviamente aquele que você falou (hedonismo futil, superficialidade, cultura light, consumismo, carneirice cultural, etc), mas felizmente na maioria dos paises ocidentais onde vivemos, temos suficiente liberdade para rejeitarmos se assim quisermos este subsistema que no filme que você referiu gira muito em volta disto "Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need." O melhor, no meu entender, é deixar de perder tempo a criticar o subsistema que os outros preferem escolher (ou são convencidos a escolher), pois isso não me diz respeito, e seguir o subsistema que mais vai de encontro às minhas próprias inclinações e desejos. Vive o melhor que possas e sabes e deixa os outros fazer o mesmo (desde que não afectem a tua liberdade ou a tua integridade fisica e a das pessoas que mais gostas). Não combatas moinhos de vento. No Fight Club, apercebes-te que a luta é uma luta de libertação interna do protagonista e não contra a sociedade.
  11. A beleza está nos olhos de quem a vê.
  12. Não conhecia este texto; sabedoria-top.
  13. Mas você gostava de ter dinheiro e bens para impressionar mulheres-top, para mim isso parece-me tão futil, como as mulheres que são escravas da moda, para impressionarem os outros...
  14. Demasiado vago. Imagine que eu para poder concorrer para determinado emprego teria que ter mais de 1,70m, mas só tenho 1,60m; de quem é a culpa de eu ficar afastado?
  15. Como é que obrigaria o preso a trabalhar caso ele não quisesse?