Heidegger

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  1. Alguém por aqui, por acaso, já observou o caráter anômalo do verbo indignar? O que chama a atenção é que quando usado assume a forma indignar-se. Se eu não falasse português acharia que alguém ficou indignado consigo mesmo, por causa do se. Mas ele não é reflexivo. Quem se indigna só o faz em relação a outra pessoa. Aliás, não se reconhece a situação de alguém que ficou indignada consigo. Mas não é a cara de vocês? Ficam indignados com quase tudo e todos, mas são incapazes de autoindignarem-se por agirem em alcateia contra alguém, atacando com carga de extrema baixaria.
  2. Nada como ser um aleijado metafísico. Tá, eu entendo! Morreu de inveja do Ramanujan, não é? Você não chega aos pés do Salieri, mas a inveja dele, diante do assombroso talento de Mozart, ilustra bem teu sentimento pelo magistral indiano. Chora, maluco.
  3. “An equation means nothing to me unless it expresses a thought of God.” Srinivasa Ramanujan (1887–1920). Por favor, pesquise este nome e me diga se ele deve ser visto como um louco.
  4. Não parece que você veja a guerra como horrível. Se ela o fosse, você não usaria o verbo "preferir" nessa situação. Ninguém em sã consciência prefere a guerra em detrimento de qualquer coisa. Preferir não pode entrar nessa conversa. Guerra é uma quebra de continuidade do compromisso com a vida tão radical, que nada pode ser assemelhado a ela. Pode ser que alguém dissesse que a guerra pudesse ser menos agressivamente suportada em relação a, digamos, uma epidemia, mas, mesmo assim, não se fugiria dos inúmeros problemas decorrentes de um conflito armado. Fome, iminência de morte, ruptura radical com a moralidade, ausência total de esperança, desequilíbrio de forças entre as partes, incapacidade de reação pela população civil, esfacelamento das instituições, perigo constante, todos os tipos de traição por miçangas, existência visando apenas a sobrevivência, medo sem fim. Quem prefere isso? Se digo que prefiro algum, a culpa recairá sobre mim, o agente da escolha. Então, entre guerra e teocracia, prefere é quem envia, não quem suporta. Ao lado de prefere encontramos, ainda, merece. Não se diz merece em termos de guerra. Isso me lembra a idiotíssima campanha contra ataques a mulheres, onde uma sem noção escreveu na própria camiseta os dizeres: EU NÃO MEREÇO SER ESTUPRADA. Meus sais, rápido! Afinal, há alguém que mereça ser estuprada? Esta não merece, mas outra pode? Merecer é verbo usado para reconhecimento por mérito, tendo como resultado alguma recompensa. Muito ruim, mas de acordo com a crise intelectual em que vivemos, onde quase não há mais quem pense. Recusar está mais de acordo tanto com guerra, quanto com teocracia. Eu recuso completamente os dois, não porque eu prefira um ao invés de outro, ou porque não os mereço, mas porque só pode haver uma localização em que devem estar em relação a mim: o mais distante possível. Não recusar a guerra ou a teocracia é tornar um destes aceitável, porque se preferirá algum, ainda que se diga não merecê-lo. Isto não é jogo de linguagem ou semântica barata. Trata-se de posicionamento diante do descabido.
  5. Inacreditável! Depois de um dia pesado, repleto de problemas e atividades intelectuais, você me acorda para que eu diga qual a tua psicopatia? Essa não é difícil, ainda que eu necessite de uma análise mais direta apenas para comprovar. Você tem 2 transtornos. O primeiro é a clássica psicopatia, manifesta na falta de empatia. O sofrimento alheio não te move, interna ou externamente. O segundo é uma mania, o que te torna um maníaco. Trata-se de Excesso de Impulsividade. Se por um lado te falta empatia pelos que sofrem, diante das imagens relatadas, por outro, há uma enorme vontade de fazer algo, não se sabe o que, só fazer. Este ativismo é sem propósito, puro movimento na direção de nada, uma euforia decorrente de uma mania, ou seja, algo em si e de si. Não vai na direção de outro, nem tem origem observável. Tá rindo? Diagnóstico comprovado.
  6. Por favor, NUNCA diga que concordamos. Você discorda até de ti mesmo, só para discordar de mim. Eu disse que a moral "deve ser objetiva a partir do consenso". Você disse que "ela só pode ser subjetiva através do consenso". Onde concordamos? É um pascácio.
  7. Então você é a favor do subjetivismo. Eis sua fórmula: Gosto de X, então, X é bom. Se a moral não é objetiva, então, ela está sub judice. Se a moral não é objetiva, então, o caminho para as guerras está aberto, porque haverá quem ache bom, algo que eu determinei como bom? A moral deve ser objetiva a partir do consenso e não da simples aplicação do subjetivismo que é desagregador. Pense nisso.
  8. Como assim "desvio" de quê? Quando algo se desvia na direção do dano ao outro é hora de retornar. A democracia não pode ser imposta, p. ex., como quer os EUA. Isto irrita os orientais porque, para eles, o importante não é liberdade de imprensa ou direitos humanos, mas respeito e honra. São outros paradigmas e precisam ser tratados nas rodas de diálogo com muito interesse. Não há ramificações protestantes devido a sucessivas reformas. O que se vê são interpretações particulares de textos bíblicos ou doutrinas. Não há um papa ou líder único entre os protestantes e isso facilita o racha e a falta de compromisso com a igreja-mãe, ou seja, a que deu origem ao movimento. Há também muita vaidade e vontade de poder. Agora imagine uma empresa que tem por fundamento a constante reforma. Seria empreendedora como poucas, inovadora como só ela e apta a compreender muito melhor os anseios de seus clientes, investidores e colaboradores e com a linguagem mais imediata possível. Isso é só para começar. Agora pense num governo assim.
  9. Falei disso lá atrás. O Iluminismo islâmico ocorreu no século XI. Mas isso não significa que a barbárie desapareceu. Nem no "nosso" Iluminismo. Por que? Porque deve haver um ajuste de rota o tempo todo já que a humanidade tem a tendência de se desviar todo o tempo. Neste 2017, a Reforma Protestante comemora 500 anos. Mas não deveria porque um dos ideais dos reformadores é Ecclesia Reformata et Semper Reformanda est, Igreja Reformada Sempre se Reformando. Só que não é o que se vê. A Reforma do século XVI virou um dogma e ninguém ousa "contestar" o que foi dito ali. Por outro lado, este lema, genial, diga-se, deveria ser usado em todos os setores da vida. A Revolução Francesa, a democracia americana, a liberdade de expressão, etc, todos permanecem intactos desde suas origens, engessados no dogmatismo dos que os defendem, sempre olhando o passado com o falso argumento de ser uma conquista. Se tivesse havido o acolhimento geral de uma constante reforma, o campo das ideias seria completamente outro.
  10. Por que, ao se referir a mim você não diz: ele não crente. Apenas acredita que religião não é tão nociva assim? Há duas posições aqui. A que diz ser a religião a raiz de todos os males e a minha, que afirma ser a política o que dá direção a todos os movimentos humanos, incluindo aí a religião. O Brasil tem problemas religiosos ou políticos? Quando a política se mistura com religião o resultado é nefasto. Não sou contra política e a favor da religião, e sim contra o uso político da religião. Enxerga.
  11. Trata-se de exceção. Não é a regra no país. Qual é a tua? Não admite que está errado? Se você só quer ganhar o debate eu entrego os pontos para te deixar satisfeito. Eu não quero ganhar. Quero que a verdade ganhe.
  12. Isis, Boko Haran, PKK, Al Qaeda, Hezbollah, Talibã, etc. O que você consegue depreender desta sequência? Vou te passar a cola. Esses grupos só se firmam no totalitarismo político, porque em democracias eles não sobrevivem. São todos grupos radicais, que se utilizam da narrativa religiosa para levar adiante suas agendas de domínio político. Não se trata de defender religião, mas de fazer o diagnóstico correto para que se possa aplicar a solução adequada.
  13. Óbvio. É só prestar atenção naquilo que eu já escrevi e você leu. Os países que citei são uma prova do que você me pede.
  14. Cara, você é um fundamentalista? Não entendeu nada do que eu disse? Em estados totalitários poderei até morrer, mas no Brasil, França, EUA, Alemanha, etc, se eu for islâmico e não orar mais 5 vezes por dia em direção a Meca, nada disso acontecerá. Serei visto como secular, frio, desviado, etc. Só. A questão é muito mais política do que religiosa. Se ainda ficou difícil de entender eu posso soletrar.
  15. Deixe-me te dizer algo, de uma vez por todas. Religião é cultura. Ela serve para dar identidade a um povo, assim como a língua, costumes, leis, etc. Depois do Iluminismo, houve uma avalanche de indisposição à religião, não porque se acredita em Deus ou na vida eterna, mas por causa da Igreja Católica que viu neste movimento, um possível abalo às suas estruturas de domínio. O que já vinha desde a Idade Media, intensificou-se a partir do século XVIII. Viu? A origem não tem nada a ver com religião e sim com política. Já respondi metade da tua pergunta. Complementando. Quando o Estado cobra com punição uma desobediência religiosa, creia-me, não é por religião, mas por política. Estados totalitários não suportam pensamentos alternativos ou, menos ainda, dissidências. Por que? Porque pode extrapolar das raias religiosas para a política. Acompanhe comigo. Alguém deixar de orar 5 vezes por dia em direção a Meca, terá apenas o prejuízo espiritual pessoal, do ponto de vista da religião. Mas fazer isso, do ponto de vista da política, é um ato de independência individual, de autonomia pessoal, intoleráveis no totalitarismo. Espero ter sido claro.