Milagre

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Sobre Milagre

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    demented
  • Data de Nascimento 05-04-1971

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  • MSN
    geraldomilagre@hotmail.com
  • Skype
    gmilagre

Profile Information

  • Gender
    Male
  • Location
    Belo Horizonte, MG, BR
  • Interests
    Manter contato com com ateus, agnósticos e cia.
  1. política

    Governos gostam de cobrar impostos. É da natureza deles. Mas, cobrar impostos sobre energia é de uma burrice lamentável até para governantes. É um tipo no pé. Energia é um insumo básico pra todas as outras indústrias e atividades econômicas. Energia barata e abundante é um diferencial competitivo excelente para qualquer país. Faz florescer uma gama de outros empreendimentos que por sua vez vão pagar tributos e gerar receita pro governo. Na linha do que a Ypatia disse, o papel do estado devia ser o de coordenar a formação de uma vasta rede distribuída integrada, permitindo e incentivando, via desoneração fiscal, entre outras iniciativas, a produção de energia das mais diversas fontes e escalas, seja por residências particulares, pequenas empresas ou grandes plantas. Deixa os empreendedores apostarem em fontes diversas e modelos de negócio variados. As melhores opções vão prosperar e as inviáveis vão sumir. Outro ponto importante é a questão do licenciamento ambiental. É preciso achar o equilíbrio entre evitar impactos exagerados e não bloquear a produção de energia. Pode ser bonito defender a natureza a partir do conforto de uma residência urbana de classe média, mas, temos que também levar em conta que o nosso país é continental, tem muita gente ainda lavando o fiofó em bacia a luz de lamparina nos cafundós dos sertões. É preciso integrar muita gente ao mundo moderno ainda, e esse povo vai precisar de muita energia. Não podemos nos apegar demais a ideias pós modernos em um país onde parte considerável da população ainda vive quase na era pré-industrial.
  2. Eu defendo que as pessoas sejam livres para viver do jeito que quiserem, inclusive, viverem por seus livrinhos ou seguindo líderes que usam seus livrinhos como fonte de autoridade. E defendo também que quem quiser buscar influenciar os demais para abandonar o livrinho, desde que o faça pelo convencimento e não pela violência nem pela proibição, é livre pra fazê-lo.
  3. Sugiro pegar leve com o livrinho. E com aquele outro do profeta de turbante também. É bom lembrar do darwinismo nesses horas. Uma novidade só prospera se tiver algum mérito. Esses livros, e as instituições derivadas deles, não teriam feito tanto sucesso em áreas tão vastas do globo durante tantos séculos se não tivessem lá os seus méritos. Eu concordo que eles são muitos danosos, porém, para que eles percam influência, é preciso que a humanidade entenda quais necessidades os livrinhos e seus promotores atendem e arrumar soluções melhores para essas necessidades. Ou algum substituto surgir naturalmente, sem entendimento nem plano. As vezes acontece. Mas, trocar os livros pelo nada é que os fiéis não vão.
  4. Tá aí um assunto interessante. Tem a galera que reclama que estamos poluindo o planeta e acha que a solução é 7 bilhões de humanos mudar seus hábitos de consumo. Boa sorte no projeto de transformar humanos em anjos. Mas, tem um outro aspecto da questão que é realmente interessante, desafiador, e uma grande oportunidade para essa geração de jovens empreendedores que tá brotando pra todo lado no mundo nas últimas décadas. Quem começar agora a fazer pesquisas e criar produtos e processos para reciclagem em escala industrial, seja de lixo doméstico ou empresarial, e montar empresas nessa área, tem grandes chances de se dar muito bem a médio prazo. Outra área que me parece muitíssimo promissora é a reciclagem de água e o uso de água do mar. Se eu tivesse traquejo pra empreendedorismo eu estaria investindo em algum negócio relacionado a isso.
  5. OK, Dimas "Café-com-leite" B L
  6. Não há como fazer isso democraticamente. Pra fazer democraticamente teria que convencer as pessoas e, pobre não quer saber disso. Quanto mais pobre, mais a estratégia reprodutiva de ter muitos filhos faz mais sentido. Mesmo que muitos morram pelo caminho, sempre vai sobrar algum pra perpetuar os genes dos pais. Quem se preocupa com essa questão de superpopulação a ponto de ter menos filhos por questão de consciência é uma minoria. Pra fazer controle populacional eficientemente teria que ser uma ditadura com alto grau de controle da vida dos indivíduos, algo semelhante à China ou até mais centralizadora ainda, mas, isso traria consigo uma gama de outros problemas.
  7. Duplipensar. Orwell nunca fiz desatualizado.
  8. Se formos por esse caminho o único jeito de ser moral e decente é dando um tiro nos cornos e virando adubo. Opa! Tiro não porque a bala e a arma são de metal poluentes produzidos industrialmente. Melhor só pular de um penhasco. E trate de pular pelado porque a rouba envolveu criancinhas chinesas e bolivianos ilegais na sua confecção.
  9. Lonewolf, no meu post, eu usei a palavra transformação porque eu não estava falando especificamente da Teoria da Evolução de Darwin. A seleção natural estava inclusa, mas, eu estava pensando de forma mais abrangente. O processo de seleção natural se replica em várias instâncias. Veja a história humana. Em algum momento, por exemplo, alguém propôs que escravizar outros humanos era errado. Isso começou gradualmente a ser implementado. E se mostrou benéfico. Economias baseadas em trabalho voluntário e salário se mostraram muito mais produtivas. Foi uma questão de tempo para a maioria dos humanos adotarem esse ponto de vista até a questão virar consenso e se tornar parte da moral. A mesma coisa pode acontecer com o veganismo, se ele tiver mérito. Se não tiver, será descartado pela história humana como uma mutação aberrante. Eu não expliquei antes porque quem estava questionando era o Dimas e, portanto, qualquer explicação seria inútil.
  10. Vixe, se formos por aí, vamos ter de nos esconder numa caverna e ficar lá. Quase tudo que o ser humano faz em suas atividades sociais é idiota, sem sentido, desnecessário. Ou, posto de outra forma, o gosto do outro é idiota, o meu é bacana!
  11. Mas, se aceitamos a premissa que defendo no post anterior, por que não aceitar também que uns humanos escravizem e explorem outros humanos, afinal, somos todos animais, certo? Ora, por razões práticas de auto-interesse. Numa comunidade em que seja proibido um humano agredir o outro, a probabilidade de eu eu as pessoas que gosto terem uma vida mais segura é muito maior.
  12. Na minha opinião, atribuir aos humanos responsabilidade pelo bem estar de outras espécies é uma atitude antropocêntrica, que parte da presunção de que somos superiores às demais espécies de seres vivos do planeta. Ou então é uma atitude religiosa, na linha "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão - Gênesis 1:26" Todos os seres vivos do planeta vivem em uma grande simbiose. Uns se alimentam de outros, que se alimentam de outros e assim por diante, numa rede circular de dependência. E não é só alimentação não, há associações de benefício mútuo, como o passarinho que limpa os dentes do crocodilo e em troca recebe comida fácil ou o burro que puxa a carroça do humano e em troca recebe comida e abrigo. Há também a exploração, como o godelo que engana o tico-tico para cuidar de seus filhos, matando os filhotes do tico-tico no processo ou o humano que monta no boi bravo pra velo pular por diversão. As interações entre os seres vivos são mais diversas e complexas do que conseguimos entender ou sequer conhecer totalmente. Se um dia a espécie humana realmente deixar de comer carne, isso também terá um enorme impacto no ecossistema do planeta. Várias espécies que hoje só existem para alimentar humanos entrarão em extinção; a quantidade de cultivo de grãos e outros vegetais pra alimento humano terá de aumentar, pressionando o habitat de várias outras espécies. Não é possível viver sem interferir no ambiente. O único jeito dos humanos pararem de interferir seria a completa extinção humana. Mas, morrer, ninguém quer. Somos bichos e estamos integrados no ecossistema terrestre. O resto é delírio de nosso desejo de sermos deuses.
  13. Eu acredito que essa presunção, a meu ver totalmente equivocada, é a base de grande parte dos desnecessários dramas humanos. Somos uma espécie de bicho entre milhares de outros que habitam esse planeta. Temos grande capacidade de aprender, compartilhar conhecimento e modificar o meio em que vivemos para ajustá-lo ao nosso gosto, mas, isso não nos faz deuses. Outros animais também tem tais capacidades, embora em bem menor escala. Se assumíssemos nossa natureza animal e a levássemos em conta em nossas análises do planeta e nossas interações com ele, tudo ficaria bem mais fácil.
  14. Tem razão. Que heresia a minha! Sorry. As mutações não são aleatórias, são guiadas pela mão de Deus. Mas ir na frente na fila do abate você não quer não, né?
  15. Querem mesmo eliminar a forte interferência humana sobre o ambiente do planeta e a existência da produção de proteína animal em escala industrial? Só tem um jeito. Reduzam a população humana mundial em uma ordem de grandeza. Com uma população de milhões ao invés de bilhões tudo fica mais simples, podemos voltar pra uma existência idílica. Mas, morrer pra liberar recursos, ninguém quer né?