Dfilosofando

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  1. A questão não é nem "mandatória" e sim buscar refletir nossas ações habituais que implicam em consequências não agradáveis para outros seres; logo, gradativamente (hipótese) mudaremos nossas práticas antes não refletidas. A humanidade toda abandonar o consumo de carne imediatamente (em alguns anos) é mais do que improvável, é impossível, dada a necessidade substancial de algumas pessoas em comer carne (por estar em condições não civilizadas-decentes). Pessoas como índios e miseráveis.
  2. Me parece que a maioria de vocês não acredita em um estilo de vida saudável que leva a dieta vegetariana. Se vocês pesquisarem (verdadeiramente, sem tendências e pré-conceitos) encontrarão conteúdos dos mais diversos sobre a culinária, a pluralidade, a possibilidade nutricional que essa dieta pode nos proporcionar. Não é justo julgar negativamente as possibilidades dessa dieta (que pode ser tão benefica quanto uma dieta onívora). Desmerecer e tratar como impossível viver dessa maneira é não conhecer verdadeiramente a alternativa em questão. Por experiência posso dizer: podemos ser saudáveis, felizes (variedades positivas no quesito paladar) e viver tranquilamente com essa dieta (ou num estilo de vida vegano). Além de mim, conheço pessoas vegetarianas, veganas completamente saudáveis e no mais, felizes. Não sei se estão por dentro, mas o número de vegetarianos e veganos só aumenta Brasil a fora. Claro, como uma dieta onívora, precisamos ter alguns cuidados com os nutrientes e vitaminas, balanceando o nosso prato; consultando nutricionistas e nutrólogos, quando possível. Os canais vegetarirango, presunto vegetariano e sites como vegaromba.com e vista-se, são alguns dos muitos veículos de informação que nos ajudam na preparação de deliciosas comidas sem origem animal. Carne Fraca, Terráqueos, Não Matarás e Cowspiracy são alguns documentários que abordam a ética animal, culinária e o meio-ambiente. "Por que amamos cachorros, vestimos vacas e comemos porcos", "Uma escolha pela vida", "A vida dos outros", "Jaulas Vazias", "Libertação Animal", "Experimentação animal: um obstáculo ao avanço científico" são alguns livros que tratam dessas mesmas temáticas, dentre outras nesse sentido (como psicologia). [Não, não estou dizendo "pessoas com dietas baseadas em alimentos de origem animal são cruéis, burras, complemente malucas, com distúrbios sérios na sua moralidade e devem mudar imediatamente o seu modo de vida". Esse tipo de questão inclui influências psicológicas, da tradição, da cultura, econômicas, dentre outras.] Edit: para mais conteúdos que abordam essas temáticas: Peter Singer, Tom Regan, Melanie Joy, Jeremy Bentham, Gary Francione, Carlos Naconecy e David Arioch.
  3. É um apelo errôneo. Devemos (LGBTs) nos apoiar em justificativas como "não fazemos mal nenhum a ninguém quando nos relacionamos com pessoas do mesmo sexo, logo não é imoral".
  4. Primeiro recorre a analogia selvagem, depois recorre ao argumento histórico. Essas justificativas são bem falaciosas; humanos praticam sexismo há tempos, por que não continuamos praticando?
  5. Cite os estudos (fontes, referências) aí. Interessante. Já discorri sobre vegetarianismo e veganismo (diferença). Já discorri sobre as características relevantes para se respeitar um indivíduo. Dá uma lida lá. [Não aspiro uma concepção extremista e imediata.]
  6. Urso não tem a mesma noção/visão que temos das coisas e do mundo. Agora porque os bichos no mato estupram e canibalizam nós vamos fazer também. Somos cognitiva e socialmente diferente desses, cuida essas comparações e exemplos aí.
  7. Os esportes idiotas são consensuais. O esporte "bom" (sua pesca) mata um indivíduo inocente sem o seu consenso. Uma prática desnecessária visando um prazer momentâneo do praticante e privando a vítima de sua vida, liberdade e interesses.
  8. O que ele quis dizer é que da mesma maneira que em 1800 não era comum pensar na escravidão como um erro, em 2017 pensar que exploramos os animais e que eles são seres passíveis de consideração moral não é algo tão comum também; em 2000 e não sei quantos, pode vir a ser.
  9. Seria consideravelmente melhor sim. Parasita dos fortes.
  10. Você sabe para onde vai a maior parte dos alimentos produzidos? Sabe quanto de água se utiliza para preparar e alimentar os animais para consumo? E o quanto de terra se utiliza (inclusive o quanto de terra se estraga) para a preparação dos mesmos? Se soubesse não estaria falando isso. Assista Cowspiracy e entenderá.
  11. Só não esqueçam que ética ambiental se difere de ética animal. Tem muita ética ambientalista que está pouco se fudendo para com os animais. Os ambientalistas prezam a espécie e não indivíduos (não em relação a espécie humana).
  12. A ideia de um ser criador, sendo ele Deus ou algo com qualquer outro nome, é consistente e plausivelmente justificável. É um absurdo pensar que algo poderia ter surgido do nada. O nada é inconcebível; se nada existisse, nada passaria a existir, sendo nada a consequência do próprio nada. Se assim for, o universo necessitaria de uma causa que não fosse ela mesma o próprio universo (espaço-temporal, material) e nem o nada. [O surgimento e a corrupção são características da matéria, algo puramente imaterial pode possuir uma característica de infinidade desde sempre.] Sendo assim, o universo surgiu a partir de algo imaterial, atemporal (para além da noção de espaço-tempo/fora do espaço-tempo) e eternamente/infinitamente constante, isto é, algo que não foi causado por nada, não surgiu. Este algo pode ser chamado de sobrenatural, pois está além da compreensão natural, dos conhecimentos da ciência.
  13. Resumindo vossos comentários anteriores: comer carne é bom, animais não são lá muita coisa, o negócio é antropocentrismo, vegetarianismo é coisa de gente querendo chamar atenção, nossos argumentos circulares e falaciosos dão conta de tudo. Não podemos esquecer que o espantalho corre a solta.
  14. Meu amigo, me explica onde está a superioridade em deixar de comer e explorar outros indivíduos? No que essa ideia consistiria superioridade? Então todos nós (individualmente) nos achamos superiores aos outros membros da espécie homo sapiens por não desejar sair matando e comendo todo mundo, pois é isso o que a natureza primitiva da sobrevivência prega - ou seja, sair dessa normalidade é querer se achar superior (?). Chamam os veganos e simpatizantes de naturebas, mas são as pessoas que negam respeitar a vida e os interesses de indivíduos de outras espécies que não param de justificar suas atitudes e crenças recorrendo a natureza. Para você faço outras perguntas: que tipo de autoridade tem a natureza? É uma espécie de deus? Temos que respeitá-la a todo custo se não seremos abominados? Por que chamam os outros animais de "naturais" e os animais humanos de artificiais sendo que, os mesmos surgiram da natureza, vivem na natureza, só possuem uma cognição mais desenvolvida e uma visão de mundo um pouco mais complexa?