Psicologia


A Ilusão do Livre-arbítrio
“Quando um homem diz que a sua vontade é livre, ele quer dizer que é livre de todo o controle ou interferência; que pode dominar a hereditariedade e o meio. Respondemos que a vontade é governada pela hereditariedade e pelo meio. A causa de toda a confusão neste assunto pode ser mostrada em poucas palavras. Quando o partido do livre-arbítrio diz que o homem tem livre-arbítrio, eles querem dizer que ele é livre de agir como escolhe agir. Não há necessidade de o negar. Mas o que o faz escolher?Este é o eixo em torno do qual toda a discussão gira.”
Autor: Robert Blatchford № de páginas: 8

A Máquina de Crenças
“O nosso cérebro e o nosso sistema nervoso constituem uma máquina geradora de crenças, um sistema que evolui não para garantir a verdade, a lógica e a razão, mas a sobrevivência.”
Autor: James Alcock № de páginas: 7

As Opiniões e as Crenças
“O domínio da crença sempre pareceu repleto de mistérios. É por isso que os livros sobre as origens da crença são tão pouco numerosos, ao passo que são inúmeros os que se referem ao conhecimento. As raras tentativas empreendidas no sentido de elucidar o problema da crença bastam, aliás, para mostrar que ele tem sido pouco compreendido. Aceitando a velha opinião de Descartes, os autores repetem que a crença é racional e voluntária. Um dos objetivos desta obra será precisamente mostrar que ela não é voluntária nem racional.”
Autor: Gustave Le Bon № de páginas: 138

As Raízes Biológicas da Religião: A Fé está em nossos Genes?
“...geneticamente embutidos nos seres humanos primitivos estava um conjunto de necessidades mentais, emocionais e sociais que fizeram com que a cultura se desenvolvesse de certos modos – incluindo o desenvolvimento de várias religiões – e isto fez com que a cultura, reciprocamente, favorecesse e selecionasse evolucionariamente aqueles traços humanos que proporcionassem vantagens sócio-culturais aos indivíduos que os possuíssem.”
Autor: Morton Hunt № de páginas: 6

Criando Memórias Falsas
“Sob a direção do terapeuta, Rutherford desenvolveu recordações de seu pai engravidando-a duas vezes e forçando-a a abortar o feto ela mesma com um cabide. (...) Mais tarde um exame médico da filha revelou, porém, que ela ainda era virgem aos 22 anos e nunca tinha estado grávida.”
Autor: Elizabeth F. Loftus № de páginas: 7

Efeito Placebo: o Poder da Pílula de Açúcar
“Chegamos, então, a uma explicação fisiológica bastante convincente sobre o efeito placebo: trata-se de um efeito orgânico causado no paciente pelo condicionamento pavloviano ao nível de estímulos abstratos e simbólicos.”
Autores: Julio Rocha do Amaral e Renato M. E. Sabbatini № de páginas: 5

Os Vírus da Mente
“Quando você é pré-programado para absorver informação útil a altas taxas, é difícil impedir ao mesmo tempo a entrada de informação perniciosa ou prejudicial. Com tantos bytes mentais para ser assimilados, tantos códons mentais para ser reproduzidos, não é nenhuma surpresa que cérebros de crianças sejam crédulos, abertos a quase qualquer sugestão, vulneráveis à subversão, presas fáceis para Moonies, Cientologistas e freiras.”
Autor: Richard Dawkins № de páginas: 13

Paradoxos da Irracionalidade
“A idéia de uma ação, crença, intenção, inferência ou emoção irracional é paradoxal. Isso porque o irracional não é apenas o não-racional, que se encontra fora do âmbito do racional; a irracionalidade é uma falha dentro da casa da razão. Quando Hobbes diz que somente o homem tem o “privilégio do absurdo”, ele está querendo dizer que somente a criatura racional pode ser irracional. Irracionalidade é um processo ou estado mental – um processo ou estado racional – que falhou. Como isso é possível?”
Autor: Donald Davidson № de páginas: 11

Por que não tenho Livre-Arbítrio
“É meu cérebro que controla meu comportamento. Ele é, como toda matéria, constituído inteiramente de elementos químicos. Ele é extraordinariamente complexo, com muitos componentes, todos interconectados em um padrão confuso e ainda pouco compreendido. Não obstante quão complicado algo seja, permanece o fato de que em um dado momento, este algo estará em um dado estado de organização.”
Autor: Nikolas Lloyd № de páginas: 2