Os ateus são mais inteligentes

Richard Lynn

O cientista afirma que as pessoas de Q.I. mais alto tendem a questionar a existência de Deus

O pesquisador britânico Richard Lynn dedicou mais de meio século à análise da inteligência humana. Nesse tempo, publicou quatro best-sellers e se tornou um dos maiores especialistas no assunto. Nos últimos 20 anos, passou a investigar as relações entre raça, religião e inteligência. Ao publicar um trabalho na revista científica Nature, que sugeria que os homens são mais inteligentes, um grupo feminista o recepcionou em casa com o que ele chamou de salva de ovos. O mesmo aconteceu quando disse que os orientais são os mais inteligentes do planeta. “Faz parte do ofício de um cientista revelar o que as pessoas não estão prontas para receber”, diz. Ao analisar mais de 500 estudos, Lynn disse estar convencido da relação entre Q.I. alto e ateísmo. “Em cerca de 60% dos 137 países avaliados, os mais crentes são os de Q.I. menor”, disse. Seu trabalho será publicado em outubro na revista científica Intelligence.

ÉPOCA — Por que o senhor diz que pessoas inteligentes não acreditam em Deus?
Richard Lynn — Os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior (um Q.I. médio varia de 91 a 110). Se a pessoa é mais educada, ela tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, entendo que um Q.I. alto levará à falta de religiosidade. O estudo que será publicado reuniu dados de diversas pesquisas científicas. E posso afirmar que é o mais completo sobre o assunto.

ÉPOCA — Segundo seu estudo, há países em que a média de Q.I. é alta, assim como o número de pessoas religiosas.
Lynn — Sim, mas são exceções. A média da população dos Estados Unidos, por exemplo, tem Q.I. 98, alto para o padrão mundial, e ao mesmo tempo cerca de 90% das pessoas acreditam em Deus. A explicação é que houve um grande fluxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade nas pesquisas. Mas, se tirarmos as imigrações ao longo dos últimos anos, a população americana teria um índice bem maior de ateus, parecido com o de países como Inglaterra (41,5%) e Alemanha (42%).

ÉPOCA — Cuba é um país mais ateu que os Estados Unidos, mas o nível de Q.I. não é tão alto.
Lynn — Você tem razão. É outra exceção. Pela porcentagem de ateus (40%), o Q.I. (85) dos cubanos deveria ser mais alto que o dos americanos. Mas há também aí um fenômeno não natural que interferiu no resultado. Lá, o comunismo forçou a população a se converter. Houve uma propaganda forte contra a crença religiosa. Não se chegou ao ateísmo pela inteligência. A população cubana não se tornou ateia porque passou a questionar a religião. Foi uma imposição do sistema de governo.

ÉPOCA — E o Brasil, como está?
Lynn — O Brasil segue a lógica, um porcentual baixíssimo de ateus (1%) e Q.I. mediano (87). É um país muito miscigenado e sofreu forte influência do catolicismo de Portugal e dos negros da África. Fica difícil mensurar a participação de cada raça no Q.I. atual. O que posso dizer é que a história do país se reflete em sua inteligência.

ÉPOCA — O senhor quer dizer que a miscigenação influenciou nosso Q.I.?
Lynn — Sim, é uma hipótese em análise ainda. Os japoneses são os indivíduos que na média têm o maior Q.I. (105) entre as raças estudadas. É mais alto que o dos europeus e dos americanos. Em negros da África Subsaariana, o resultado foi 70. Em negros americanos, esse valor é maior (85). Isso pode ser explicado pelos 25% dos genes da raça branca que os negros americanos possuem.

ÉPOCA — O senhor está sugerindo que índios, brancos e negros têm Q.I. diferente entre si?
Lynn — Exatamente. Isso se explica pela história da humanidade. Quando os primeiros humanos migraram da África para a Eurásia, eles encontraram dificuldade para sobreviver em temperaturas tão frias. Esse problema se tornou especialmente ruim na era do gelo. As plantas usadas como alimento não estavam mais disponíveis o ano inteiro, o que os obrigou a caçar, confeccionar armas e roupas e fazer fogo. Ao exercitar o cérebro na solução desses problemas, tornaram-se mais inteligentes. Há também uma mutação genética que teria acontecido entre asiáticos e dado uma vantagem competitiva a essa raça.

ÉPOCA — O senhor chegou a alguma conclusão sobre a inteligência das raças?
Lynn — Sim. Os asiáticos são os mais inteligentes. Chineses, japoneses e coreanos têm o Q.I. mais alto (105) da humanidade. E isso acontece onde quer que esses indivíduos estejam, seja no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa ou em seu país de origem. Em seguida, vêm europeus (100) e nas últimas posições estão os aborígenes australianos (62) e os pigmeus do Congo (54).

“Os negros americanos são mais inteligentes que os africanos porque têm 25% de genes da raça branca”

ÉPOCA — Se fosse assim, seria mais fácil encontrar um gênio entre os japoneses ateus, não?
Lynn — Não. Os asiáticos têm Q.I. alto, mas são um grupo mais homogêneo. Há menos extremos positivos e negativos. Eu não diria que é mais fácil nem mais difícil. Na verdade, não sei. Os gênios aparecem em todos os povos, em todos os países, mas é difícil medi-los. E não é porque se é religioso que se é menos inteligente. Mas há uma tendência de encontrar Q.I. mais alto em pessoas não-religiosas. Em minha opinião, isso acontece porque a inteligência aprimorada leva ao questionamento da religião.

ÉPOCA — Há outras habilidades relacionadas ao sucesso profissional e à felicidade, além do Q.I.?
Lynn — Os testes de Q.I. não devem ser tomados como a coisa mais importante da vida. Há muito de cultural nesses testes. E isso se reflete no mau desempenho de tribos rurais. Há também a tão alardeada inteligência emocional e uma série de características sociais que geram vantagem nos tempos modernos. Mas insisto que o Q.I. é um item fundamental para medir a inteligência de uma pessoa.

ÉPOCA — Que outras conclusões podemos tirar a partir do teste de Q.I.?
Lynn — Inúmeras. É uma área de estudos muito produtiva hoje em dia. Acredita-se que pessoas com Q.I. elevado tenham menores índices de mortalidade e menos doenças genéticas. Aparentemente, há uma relação forte entre saúde e Q.I. alto. Os indivíduos mais inteligentes também apresentam menos risco de sofrer de depressão, estresse pós-traumático e esquizofrenia.

ÉPOCA — Qual é seu Q.I.?
Lynn — Meu Q.I. é 145 (Lynn seria superdotado de acordo com a escala mais popular de Q.I. ). É um número alto, eu sei, mas não destoa entre os colegas da academia. Há Q.I.s mais altos que o meu na Academia de Ciências dos EUA. Mas lá também vale a regra. O número de ateus chega a 70%.

ÉPOCA — Como o senhor vê o papel da religião na sociedade?
Lynn — A religião é um instinto, o homem primitivo tem crença religiosa e isso, por algumas razões, se manteve até hoje. Mas, acredito, somos capazes de superar isso com a razão.

Richard Lynn é professor emérito e chefe do Departamento de Psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte. É Ph.D. pela Universidade de Cambridge, é um dos maiores especialistas em estudos de inteligência em raças e gêneros. Publicou quatro livros sobre inteligência ligada à raça e ao sexo, entre eles Race Differences in Inteligence: an Evolutionary Analysis, e dezenas de artigos em revistas científicas, como a britânica Nature.

comentários

  • Muito interessante a entrevista. Me mostrou algo interessante: não conheço a reputação desta jornalista mas as perguntas me pareceram demasiadamente tendenciosas, parece que querendo desautorizar ou expor o estudo do cientista. "... Por que o senhor diz que pessoas inteligentes não acreditam em Deus?... ... O senhor está sugerindo que índios, brancos e negros têm Q.I. diferente entre si?..."
    O Sr. Lynn, por sua vez, foi muito sensato em suas respostas, colocando as informações segundo o resultado do estudo.
    12/04/11 - 18:35
  • " A religião é um instinto, o homem primitivo tem crença religiosa e isso, por algumas razões, se manteve até hoje. Mas, acredito, somos capazes de superar isso com a razão."
    Concordo plenamente. Não só acredito que somos capazes, como penso ser necessário.
    13/04/11 - 20:38
  • Não achei as perguntas tendenciosas, elas extraíram a síntese da defesa de Lynn com relação à inteligência entre ateus e teístas.
    A última resposta dele revelou o seu "grande" pensamento acerca da religião: nada, até uma certa ignorância.
    A religião tem um papel crucial para as humanidades, desde a origem de tudo. Ela regula os costumes (como o maior instrumento de controle social) e impõe às pessoas o que elas "precisam" fazer para se considerarem "boas". Os fiéis acreditam estar seguros quando seguem todos os parâmetros religiosos. Por muito tempo a moral e a felicidade só eram encontradas na religião, e, desde a sua quebra com os gregos e o iluminismo, a população emerge cada vez mais à superfície da razão (a razão de viver, emocional) perdida entre a exacerbada violência praticada na atualidade.
    Se tudo o que foi dito por Lynn nessa entrevista tenha servido bem para representar a sua pesquisa, não posso acatar ainda sua opinião. "'Entendo' que um Q.I. alto levará à falta de religiosidade." E eu entendo que se ele entende precisa dizer porque.
    16/04/11 - 02:57
  • Concordo com boa parte dos argumentos do professor.
    Mas vi uma vez um professor que afirma que inteligência pode ser desenvolvida, ou seja podemos aumentá-la, é claro não para níveis geniais, mas de acordo com ele sim, segue o link: http://www.jornaluniao.com.br/noticias.php?editoria=3&noticia=MTQw

    Não estou defendendo nenhuma tese, nem acho que fóruns e coisas do gênero são para isso, mas é uma visão diferente.

    Esse professor afirma que quando jovem o QI dele era ruim e depois de estudar e se desenvolver foi cotado como um dos mais inteligentes do país.
    23/04/11 - 13:45
  • Concordo com o Dr. Richard Lynn, quanto maior a capacidade de questionar as coisas , que por sua vez não se encontram respostas científicas razoáveis nos históricos bíblicos ou de outro qualquer compêndio religioso, torna o homem cético quanto as imposições da sociedade.
    07/05/11 - 13:19
  • Acredito que há povos com um QI mais alto que outros, sim, mas não naturalmente. Falar assim é racismo. Não é por coincidência que os povos com QI mais baixo vivem nas regiões mais pobres do mundo. Sabe-se que uma alimentação deficiente nos primeiros três anos de vida compromete o desenvolvimento do cérebro. É por essa razão que, por exemplo, os povos da África Subsaariana têm um QI de apenas 70 enquanto o dos japoneses é o mais alto do mundo. É preciso que isso fique bem claro.
    08/05/11 - 19:46
  • Edvaldo FlorentinoEdvaldo Florentino
    Interessante essa entrevista, isso só vem confirmar o obvio.
    Seria impossível dizer que pessoas religiosas, que acreditam em fantasias, mundos imaginários, seres invisíveis e mágicos fossem os dotados de maior inteligência.
    Ser ateu, é uma condição nata e não imposta.
    O ateu tem que ser contra o sistema, que é religioso, manipulado e omisso, contra a sociedade, as vezes, contra pai e mãe para afirmar suas convicções, suas certezas e sua lógica.
    Se fazem isso e não são doidos ou bobos, logo teriam que ser mais inteligentes.
    No Brasil, onde a religiosidade é exagerada, ser ateu é mais difícil, pois o individuo, desde pequeno, é moldado pelos dogmas religiosos que estão por todos os lados, na escola, nas ruas, com os parentes, nos ciclos sociais, na igreja e em casa. Para onde ele se volte, sempre vai encontrar imposição religiosa. Você crescer com tudo isso lhe pressionando, e ainda ser um ateu, teria que ser muito inteligente mesmo, seria o mínimo que se esperasse de um individuo desses.
    Existe muita gente inteligente no planeta, tanto no Brasil, como em outros países, mas a falta de instrução adequada e a imposição religiosa não deixa espaço para a razão.
    A falta de oportunidades, a vida difícil, a violência e o medo imposto pela violência, conduz naturalmente o individuo para crer. De tanto ele ouvir dizer que existe um Deus que salva, protege e favorece as oportunidades, ele cai na armadilha da igreja, fica religioso e escravo de um sistema.
    17/05/11 - 06:54
  • nádianádia
    Puro racismo esse pensamento "científico" ao extremo. A ciência já falou cara merda no passado que é um absurdo essa crença cega nela.
    09/06/11 - 17:06
  • OrlandoOrlando
    Belo vocabulário Nádia. Expressou o seu Q.I.
    10/06/11 - 12:19
  • Concordo com o professor: pessoas mais inteligentes não aceitam dogmas. E também não fazem uma leitura míope de resultados obtidos com experimentos científicos. Concluir que o professor é racista, porque verbalizou o que a ciência lhe mostrou, denota baixa compreensão do texto lido. Sou mulher e,no entanto,não fiquei me sentindo discriminada com o que o cientista disse. Aliás, já é conhecido que,de uma maneira geral, o homem é mais inteligente que a mulher. Felizmente meu QI - 120 - é suficientemente alto para aceitar essa tese e todas as outras que a investigação científica me apresente.
    05/07/11 - 02:24
  • EscarlateEscarlate
    Bem, só estamos confirmando a eugenia de um modo mais "ameno". Historicamente, pelo menos na Idade Média, que durou cerca de 1000 anos, brancos eram selvagens que utilizavam técnicas rudimentares e pouco se desenvolveram. Entretanto, no mesmo período, a ciência avançava no Oriente Médio e na China. Não dá pra ignorar que em determinadadas épocas, "raças" foram mais evoluídas que outras.
    Sou mulher e ateia, e infelizmente constato que muitos ateus acabam adotando outro deus, a ciência. Barbáries foram cometidas em nome dela, como a eugenia, estudos de Mengele, torturas, genocídio. A ciência não é inquestionável, assim como nada neste mundo, mas parece que não aprendemos com o horror do passado. Prefiro refletir e questionar tudo o que vejo, sabendo muito bem que a ciência também atende a interesses não muito generosos. A ciência não é parcial. Nunca foi.
    Não vou comentar a teoria do "doutor" em questão. Ela me enoja.
    05/07/11 - 13:53
  • LuCordeiroLuCordeiro
    Contra evidências não há argumento. A ciência sempre "enojou" aqueles que preferem se portar como avestruz. Na Idade Média, comandada pelo clero, Galileu Galilei foi perseguido porque ousou uma "blasfêmia" científica ao tentar provar o absurdo do geocentrismo. Ele foi pioneiro na Revolução Científica. A Ciência se baseia em provas e,não, em achismos ou crenças/dogmas. Jamais cientistas torturaram ou provocaram genocídios. Quem afirma isto ignora o que seja o Método Científico e como a ciência trabalha. O Método Científico se alicerça em 3 pilares: observação,experimentação e conclusão. Mas é óbvio que a maioria dos ditos racionais ignora isto. Afirmar em Mengele era cientista é,no mínimo, uma leviandade absurda. Mas que psicopatas e tiranos utilizaram e utilizam os resultados científicos para levarem a cabo suas aspirações doentias, não há dúvida. Mas pára aí. A ciência é imparcial e não visa privilegiar grupos, países, ou etnias. Ela é universal. Graças a ela temos vacinas, água encanada, previsão de terremotos, luz elétrica, tratamento de câncer, telecomunicações, aumento da espectativa de vida, computadores, etc. Negar a ciência é estar envolvido em trevas próprias das cavernas. Mas ela é antagônica à religião porque não trabalha com dogmas e,sim,com evidências. Dizer que todas as pessoas são iguais é um dogma de fundo religioso. E quem prova que a igualdade entre os humanos não existe, corre o risco de ser considerado herege e ser perseguido ou considerado nojento. O Japão é um país adiantadíssimo porque o QI de seu povo é alto e,não, o contrário. Pessoas inteligentes buscam, incessantemente, aprimorar seus conhecimentos e evoluir, ao contrário daqueles que nada querem saber. Esperam ser ajudados, seja por deuses,seja pela esmola alheia. E isto acontece neste pobre país.Felizmente a ciência caminha indiferente ao que os leigos possam pensar.
    05/07/11 - 15:07
  • DaniDiasDaniDias
    Claro que há argumento, oras, se não houvesse não haveria ciência, seria um dogma. Os cientistas fazem pesquisas diferentes para falsear o resultado de pesquisas anteriores, essa crença cega na ciência é como a crença em deuses, a diferença é que a ciência admite seus erros e por isso melhora e avança a cada dia. Achar que a ciência é imparcial é muita inocência, na minha opinião, Michael Keller (que tb é teólogo) ganhou um prêmio por provar que deus existe, eu não acho que foi muito imparcial, por exemplo.
    05/07/11 - 16:19
  • AAAAAA
    nádia, leia o texto "a relatividade do errado" de isaac asimov.
    15/07/11 - 11:04
  • #true#true
    Há algumas coisas que me parecem absurdas nessa pesquisa, como por exemplo os africanos possuirem qi mais baixo, não seria falta de nitrientes necessários para o cérebo? como foi comentado acima. Além disso há pessoas portadoras de esquizofrenias que são consideradas gênios como o caso de john nash e portadores de doenças genétias que possuem inteligência brilhante como stephen hawking.
    03/08/11 - 21:48
  • anonimoanonimo
    Sim, talvez seja racismo o que ele falou, porem de forma cientifica e com estudos. Se a ciência diz que existe raças, e que existe diferenças entre elas, não será o politicamente correto que ira calar ela.
    25/08/11 - 17:44
  • Concordo plenamente com Richard Lynn. Antes de ler esse artigo, eu já imaginava isso. Meus amigos ateus são mais inteligentes que meus amigos crentes.
    12/10/11 - 21:13
  • Paulo SamPaulo Sam
    Os Ateus defensores da teoria de que a logica e a razão natural da vida se origina do irracional querem associar riqueza e inteligência ao ateísmo faz certo sentido. ‘’A Besta nunca foi Burra’’.
    18/10/11 - 23:11
  • Paulo SamPaulo Sam
    Estudo é sinônimo de conhecimento. Inteligência é poder de inovação de versatilidade, muito diferente, você pode estudar muito e ser um atrasado, teimoso e muito ignorante, muitas vezes muito diferente de um inteligente sem os estudos. Claro que o estudo e o conhecimento potencializa e devem sempre serem defendidos e praticados, mas encisto o estudado é infinitamente diferente do inteligente.
    18/10/11 - 23:27
  • Conheço pessoas de baixo Q.I. e questionam a existência de Deus. e conheço pessoas ainda de altíssimo Q.I.( também em nossas discussões questionamos a existência de deus) e são religiosos bastante expressivos. Seria talvez um paradoxo quanto a afirmação de Richard?
    07/12/11 - 09:21
  • Acredito também que seja fácil afirmar que os brancos tenham, talvez, um Q.I. mais alto que as outras raças. Ele, por exemplo nasceu na Grã Bretanha, provavelmente nunca passou fome nem problemas financeiros, teve a oportunidade de estudar em uma grande universidade e claro que assim se torna bem mais fácil analisar (superficialmente) a mente humana como um todo. Caso tivesse nascido na África Subsaariana será que conseguiria ter um Q.I. para driblar todas as dificuldades impostas pelas guerras, fome, violência, doenças, miséria e pela injustiça? Eis a questão. Q.I. é muito mais que a informação exagerada do planeta, e sim lidar com os problemas que importunam não somente a vida dos africanos, mas de todos os empobrecidos!!!
    07/12/11 - 09:34
  • Gibran Vitor e PeresGibran Vitor e Peres
    Vale lembrar que existem muitas exceções a qualquer regra exemplo:
    Einstein (Q.I.160) era muito religioso.

    Segundo pesquisas dizem que os homens são melhores em matemática que as mulheres:
    Marylin Von Savant (Q.I.238 e não 228 como diz alguns sites)==> Maior Q.I. da história. Especialista em matemática, cientistas e lógica avançada.
    Hypatia (Q.I. 200)==> Matemática grega, maior Q.I. da história antiga.

    Caras burros são ignorantes:

    Arnold Schwarzenegger(Q.I. 142)==> Ex- ator e atual governador da Califórnia.

    Prostituta são burras:

    Ásia Carrera (Q.I.158)==> Atriz de filme porno, já ganhou vários prêmios de melhor aluna da escola em matemática e português. E tocava piano aos 12 anos de idade.
    17/12/11 - 18:37
  • EdsonEdson
    Otima matéria. Pena que nao é divulgada pois isso nao vende. O que vende é o engano. Entendo que a preguiça e a supervalorizaçao dos esportistas (no Brasil o futebol) e cantores de sucesso, quase todos analfabetos funcionais, torna a regiliao algo valorizado pelas pessoas. Alguem ja viu entrevista de um ateu declarado no Faustao ou Silvio Santos?
    25/12/11 - 19:42
  • acac
    Einstein era ateu. http://ateusdobrasil.com.br/p/244/
    30/12/11 - 16:23
  • Sérgio B.Sérgio B.
    Gostei muito da entrevista. Muito legal a explicação dele sobre a migração dos humanos da África para a Eurásia. Gostei do tema!
    07/01/12 - 22:59
  • Robson TatimotoRobson Tatimoto
    Einstein admirava o budismo... E como tal era ateu!
    10/01/12 - 22:33
  • Primeiro esse negócio de QI é questionável.
    Segundo, de que tipo de inteligência se fala? A "tradicional" ou a emocional?
    Terceiro, passar cinquenta anos estudando, pesquisando para dizer que ateus são mais inteligentes, não me parece "inteligentes que os "crentes"!
    Vê-se que no fundo dos estudos e pesquisas, que a CONCLUSÃO É A NÃO CONCLUSÃO!
    Respeito as idéias mas não me parecem razoáveis!
    Outro dia um PHD em economia estava pedindo dinheiro emprestado!!!
    É inteligente!
    23/01/12 - 01:04
  • MAPIMAPI
    Cabe recordar a superação da idéia de que o sujeito está apartado do objeto de estudo ao realizar pesquisa cientifica.Atrocidades indizíveis foram perpetradas sob a escusa de que existem serem humanos diferentes e não merecedores de respeito e consideração. O positivismo jurídico foi a escola cientifica utilizada para obscurecer os reais intuitos de movimentos nazistas e fascistas no poder. Um mundo eclético e plural consiste em ambiente ideal para formar mentes brilhantes. Não devemos debitar absoluta credibilidade a posicionamentos somente por estarem respaldados em dados estatísticos. A estatística envolve variáveis que talvez não tenha sido do interesse do cientista mencionar, restando nítido nesse momento a aproximação entre sujeito e objeto e a inviabilidade de partir da premissa da neutralidade. Não freqüento instituições religiosas e tenho apreço especial pela ciência, mas possuo capacidade de discernir o que devo assimilar sem questionar e o que não devo.
    09/02/12 - 16:21
  • sergiosergio
    Nesse tipo de "ciências" é possivel provar qualquer coisa que se queira. É só partir dos pressupostos certos, fazer as generalizações certas e escolher as estatísticas certas, Interpretar os dados do jeito certo e descartar aqueles dados que causam "problemas" para a minha hipótese e dar, claro, boas "justificativas" para o descarte. Não é a toa que tal "verdade" só poderia ter sido "descoberta" por um militante ateu.
    22/02/12 - 20:53
  • Eu sou dos raros crentes que tem diagnosticado um QI que varia entre 125 a 139.
    26/02/12 - 18:29
  • Não quero dizer com isto que não há crentes inteligentes, muitos até acima de mim.
    Mas principalmente os evangélicos deixam muito a desejar.
    26/02/12 - 18:35
  • aventureiroaventureiro
    O Sr. Lynn diz que a religião é um instinto. Diz-se que o instinto relaciona-se fortemente com a genética.

    Como se prova que o ateísmo não é instintivo?

    Quando sabemos que os genes estão comandando nossas vidas? Podemos decidir o que iremos fazer após conhecer isto?

    Quem estará no comando depois da decisão? Os genes ou a inteligência?

    Moral é instintiva ou inteligente?

    Considerar matar como errado é instintivo ou inteligente?
    30/03/12 - 08:05
  • Danilo AlencarDanilo Alencar
    Embora a ciência me pareça um horizonte com algumas soluções, há pontos no discurso científico que me instiga negativamente. Ora, impor uma pesquisa como uma comprovação de que o ateísmo é resultado da inteligência demonstra claramente uma ignorância sensorial. Primeiro: O teste de Q.I. enaltece apenas os beneficiados do raciocínio lógico e matemático, algo alheio ao aspecto imprevisível da vida. Neste ponto, predomina o pensamento direitista científico. Segundo: a diferença na pontuação de uma pessoa considerada inteligente pelo teste de Q.I. e uma desfavorecida pelo mesmo é de 6 pontos! Irrisórios 6 pontos! Tais embasamentos de Lynn apenas reforçam a teoria implausível: ''Sou ateu, logo inteligente''. Quando indicado os frágeis alicerces sob o qual sua teoria se despende, a desculpa é: ''É só mais uma exceção''. Meus pêsames pelo Ph.D. desmerecido.
    05/04/12 - 20:46
  • Danilo AlencarDanilo Alencar
    É o mesmo que dizer que africanos pobres moram em condições subumanas devido ao baixo Q.I. E a exploração dos ingleses? E as Guerras Civis? Seriam meros detalhes?
    05/04/12 - 20:52
  • ThiagoThiago
    que babaquice... a estrutura cerebral humana é igual, o que difere são as interações que o indivíduo tem como o meio, ou seja, a capacidade de desenvolvimento intelectual é a mesma, além do mais, medir a inteligência de uma pessoa através de teste de QI é um tanto tendencioso, levando em consideração que os testes são direcionados ao que podemos chamar de inteligência verbal linguística e lógico- matemática, o que não contempla na compreensão da complexidade humana como um todo...algo que estudiosos como Howard Gardner vem discutindo já a um bom tempo
    09/04/12 - 06:00
  • Mariana BandeiraMariana Bandeira
    Vergonhoso! Como ateia me sinto imensamente não representada e enojada com a divulgação de uma pesquisa fascista como esta em um site ateu. A noção de história deste senhor é tão distorcida quanto sua visão racista da sociedade. Jogar a culpa da religiosidade dos EUA nos migrantes é negar toda uma história de protestantismo que está na base da construção deste país. Neste caso faço minhas as palavras do Sérgio "Nesse tipo de "ciências" é possível provar qualquer coisa que se queira. É só partir dos pressupostos certos, fazer as generalizações certas e escolher as estatísticas certas, Interpretar os dados do jeito certo e descartar aqueles dados que causam "problemas" para a minha hipótese e dar, claro, boas "justificativas" para o descarte. Não é a toa que tal "verdade" só poderia ter sido "descoberta" por um militante ateu." (é uma pena que você seja tão inteligente e tenha um senso crítico desenvolvido, mas não seja ateu Sérgio rs)
    09/04/12 - 20:27
  • Vanuza BilancieriVanuza Bilancieri
    Desculpe discordar.
    Albert Einstein foi eleito por 100 físicos renomados em 2009, o mais memorável físico de todos os tempos. Era de origem judaica e adulto se dizia ateu.

    No fim de sua vida, estava profundamente abalado com o rumo que a física tomara, evidenciando as alegações da Mecânica Quântica e a de que o Universo, ao menos em sua escala atômica, no que tange à descrição científica, não pode ser completamente determinado, havendo incertezas intrínsecas à natureza capazes inclusive de influenciar o mundo macroscópico.

    No começo das pesquisas sobre Mecânica Quântica, ele chegou a fazer uma celebre declaração:

    -"Deus não joga dados com o Universo."

    Mais tarde foi acrescentado por outro colega cientista:

    -"Não só Deus joga dados com o Universo, como joga em lugares onde não podemos ver o resultado."

    É possível ter QI alto e crer em Deus, só é preciso ter uma fé adulta.
    O QI pode ser melhorado se o cérebro estiver sempre a aprender mais.
    27/04/12 - 21:56